Sobre Do Que Ninguém Gosta De Falar.

fevereiro 23, 2013 at 2:27 pm (aleatorias, Opinião) ()

Degrassi_summer_2012

Eu tenho essa necessidade constante de começar a acompanhar novas séries. Então com os argumentos certos eu sou facilmente convencida. Lembro de ter visto o nome de Degrassi uma vez em 2010 e fiquei curiosa pela série, mas eram 10 temporadas e não achava link.

Então Sil resolveu que essa seria nossa grande maratona e eu fui na onda. Logo a série se mostrou fantástica em padrões normais, uma excelente série teen com ótimo uso de roteiro e continuidade.

Foi durante sua segunda temporada que a série mostrou ir muito além do “Boa Série Teen Padrão”. Essa é uma equipe que não tem medo de ousar, ela fala daquilo que ninguém tem coragem de falar e que é muito relevante pro seu publico. E ainda fazem isso com uma responsabilidade única.

Em Degrassi não existe um levianísmo de fazer uma storyline apenas para ser polemico, o publico alvo da série vai dos 12 aos 20 e poucos anos e a maioria dos adolescentes é sim influenciável pelos meios de comunicação. Uma historia leviana pode influenciar muito mal uma pessoa, a equipe que produz a série tem consciência disso e tem cuidado de evitar isso.

Na segunda temporada, que foi ao ar em 2002, discutiu o ódio os mulçumanos gerados após o ataque de 11 de Setembro. Falou sobre a descoberta da homossexualidade durante a adolescência e de como isso pode assustar. Na terceira foi a vez de falar sobre se assumir gay diante da sociedade e de crimes de ódio.

Drogas, alcoolismo, cutting, bipolaridade, tiroteio em escolas, bullying, transgender, abuso sexual e mortes repentinas já foram temas em Degrassi. Esses e muitos outros assuntos, mas o que me motivou a escrever esse texto foi o episódio transmitido ontem, 22 de favereiro de 2013, Bittersweet Symphony Pt. 2.

Os boatos de que um personagem cometeria suicídio surgiram junto do inicio da decima segunda temporada. Os sinais estavam lá, quem assistia a série notava o quão deprimido estava o personagem, porém ele era um dos personagens mais importantes, um dos mais queridos. Poderia até ser considerado um protagonista dessa temporada e ainda assim aconteceu.

O que mais impactou pra mim foi a frase dita no episódio anterior: “I’m tired. I just wish I could go to sleep and never wake up.”. Perdi as contas de quantas vezes disse isso. Perdi as contas de quantas vezes tive pensamentos suicidas, mas algo ou alguém sempre conseguia evitar que eu cometesse esse ato.

Glee fez o plot a seu modo o plot do suicídio adolescente, porém foi explorado de forma muito superficial. Acabou soando como algo que começou do nada e que terminou por não ter grandes consequências, afinal Karofsky saiu vivo.

Sei que não é assim, que na verdade Karofsky lidava com emoções conflitantes desde a segunda temporada e provavelmente tinha sinais de depressão, mas nada disso foi mostrado. Sem querer Glee acabou passando uma ideia de que as coisas podem se resolver se você fizer uma tentativa fracassada de suicídio.

De repente as pessoas passam a lhe aceitar ou se importa com você com confrontarem a ideia de perder você em definitivo. Não é assim, primeiro que você tem uma alta chance de conseguir de fato morrer. Além disso, quem se importa de verdade já se importa, talvez uma conversa franca, um verdadeiro pedido de ajuda já mostre isso, não é preciso chegar a medidas extremas.

Suicídio não é uma saída covarde, como eu cheguei por muitos anos a achar. É um ato desesperado de alguém completamente devastado, não é feito baseado em egoísmo. Quem chega a esse ponto acredita verdadeiramente que o mundo vai ser melhor sem ele. Não há como justificar.

Toda a equipe de Degrassi está de parabéns pelo trabalho feito, com cuidado, responsabilidade. Essa talvez seja uma das mais impactantes tramas da série e vem sendo trabalhada há muito tempo como pode ser visto nesse vídeo. (Contem Spoiler)

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The Carrie Diaries – 1×01 – Pilot

janeiro 16, 2013 at 12:59 am (Opinião)

S1TCD-Cartaz

 

Eu fui uma adolescente que viu Sex And The City, daquelas que se reunia com as melhores amigas e ficava discutindo quem era quem. Obvio que quem me conhece sabe perfeitamente que sou uma Miranda e que gosto de ser assim. Carrie é Carrie e eu nunca tive pretensão de ser como ela.

Como eu disse, Carrie é única e a remota ideia de que outra pessoa pudesse interpretar a personagem sem ser Sarah Jessica Parker não me agradou. A ideia de que a CW iria revisitar o universo da série não me agradou. Pra que mexer no passado? Deixa ele onde está, as coisas estão bem do jeito que estão. Séries dos anos 80 na minha cabeça não dá certo, série dos anos 80 que é prequel de um marco da televisão isso é sinônimo de desastre.

É algo da natureza humana, se estamos diante de um desastre, bem, olhamos diretamente para ele. Foi assim que mesmo sendo contra acabei vendo o piloto de The Carrie Diaries. Que bom que fiz isso.

O clima dos anos 80 não estava errado, não me irritou, pelo contrario. As roupas, as músicas, a edição, a fotografia. Enfim, toda a parte técnica desse piloto foi deliciosa, cativante e conquistadora.

Quanto a Carrie, AnnaSophia Robb não é Sarah Jessica Parker e não tem aquele nariz. Porém ela é uma atriz que eu já gostava antes (Ponte para Terabítia e Em Busca da Felicidade são duas excelentes atuações dela) e acho que ela deu conta do recado. Ela encontrou a essência que move nossa Carrie e que fara dela a personagem construída por Sarah. Além disso, pra mim Carrie é muito mais o seu cabelo que seu nariz.

O que mais gostei foi que essa é uma série teen, mais que isso, é uma série onde a mocinha-protagonista não é movida e transformada pelo seu amor por um cara épico e idealizado. Não, essa é a historia dela se descobrindo por ela mesma. O cara está lá, ele é épico e idealizado, mas ela olha bem pra ele e diz não!

É, The Carrie Diaries, eu gostei do seu piloto, por favor continuemos desse jeito.

 

P.S.: Freema Agyeman pegou uma personagem bem mala.

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Sobre Os Albuns de Setembro

setembro 19, 2012 at 1:27 am (Opinião)

Saíram tantos álbuns esses últimos dias que resolvi fazer esse post de opinião. Por que me bateu uma necessidade enorme de escrever e tudo vira motivo. Ia fazer no facebook pra poder debater com os amigos, mas são tantos álbuns que merecia um espaço no blog.

 

Imagine Dragons – Night Visions

Faixa Favorita: It’s Time/Bleeing Out

 

Conheci a banda quando vi no twitter o Dud’s reclamando do Darren Criss estragando It’s Time, como confio bastanto no gosto dele resolvi dar uma chance e ir ouvir o álbum. Estava certa, adorei a banda, bem o meu estilo de música. Uma típica banda indie, nem sei dizer se a sonoridade dele pode ser considerada experimental, mas quando escuto me lembra essa palavra. A voz do Dan Reynolds é cativante. Para quem gosta dessa coisa meio diferente, menos radiofônica acho o álbum uma ótima pedida.

 

Banda Uó – Motel

Faixa Favorita: Cowboy

 

Conheci a banda de tecnobrega com Shake de Amor, tocava numa balada que eu frequento. Gostei do som, achei irônico, bem humorado e acima de tudo bem feito. Depois conheci as outras musicas do EP da banda e fiquei encantada. Para esse primeiro álbum eu esperava algo mais próximo do EP, mais faixas como O Gosto Amargo do Perfume e Rosa, não foi o que aconteceu e o cd não me cativou tanto quanto imaginava, ainda assim gostei bastante e sem duvida os destaques são Cowboy e Búzios do Coração.

 

Carly Rae Jepsen – Kiss

Faixa Favorita: This Kiss/ Tonight I’m Getting Over You

 

Não sou muito de ouvir pop radiofônico. O mais próximo disso que gosto é Demi Lovato e sejamos sinceros, ela chegou às rádios agora com seu terceiro álbum. Entretanto foi impossível ficar indiferente ao sucesso de Call Me Maybe, com tudo para odiar a musica e Carly Era, eu gostei. E gostei bastante desse álbum, a parceria com Owl City talvez seja a melhor faixa do álbum, em minha opinião, e nem mesmo a parceria com o Justin Bieber ficou ruim. O som é bem pop e pode ser considerado adolescente para a idade dela, mas eu sou uma eterna adolescente, logo não vou julga-la por ser igual. This Kiss e Tonight I’m Getting Over You tem letras que me conquistaram e são altamente twitaveis.

 

P!nk – The Truth About Love

Faixa Favorita: Just Give Me A Reason

 

Como é bom ter um disco novo da Pink para ouvir, não que eu me canse dos anteriores, mas né, deu pra entender. Acho que poucas cantoras POP ou radiofônicas fazem musicas de tanta qualidade quanto ela. Outro trabalho lindo, fora da mesmice, com personalidade, emoção, algo bem a cara dela. Pink, sua linda, vem aqui me dar um abraço.

 

Mika – The Origin Of Love

Faixa Favorita: Popular Song

 

E o premio de melhor album pop do mês é sem duvida do Mika. Adoro o primeiro álbum dele, acho incrível e isso serviu pro segundo ser bem decepcionante, estava em duvida se ele iria conseguir lançar um novo Lollipop ou um Happy Ending. Ele conseguiu, chega ser difícil dizer qual musica é a melhor do disco. Popular Song só é facilmente minha favorita pelo golpe baixo de usarem trechos de Popular do musical Wicked. Algo o disco como um todo é incrível, divertido e interessante, principalmente as musicas em francês.

 

The Killers – Battle Born

Faixa Favorita: Heart of a Girl

 

Guitarras fortes, vocais no ponto, no meio de tanta gente tentando ser diferente e soando tudo igual o The Killers me faz esse album que é uma coisa sem explicação. Confesso que não sou de ouvir muito os álbuns anteriores da banda então nem sei dizer se houve amadurecimento ou mudanças, eu sei que eu gostei e a partir de hoje irei ouvir com mais atenção os meninos.

 

The Script – #3

Faixa Favorita: Hall Of Fame

 

Adoro The Script e a musicalidade do Danny, infelizmente nenhum album conseguiu me conquistar tanto quanto o primeiro, mas nem por isso eles são ruins. Já devo ter escuta umas 6 vezes o #3 completo e gosto bastante, ainda não me apeguei a faixas e provavelmente nem vá, mas é um som bom de se ouvir e merece ser conferido. Hall Of Fame, parceria com Will.I.Am, fruto do trabalho em The Voice Uk ficou bem incrível.

 

Nelly Furtado – The Spirit Indestructible

Faixa Favorita: The Spirit Indestructible

 

Toda a maturidade que falta na Carly Era sobra na Nelly. Eu não tinha acreditado no potencial do álbum quando escutei o preview, mas agora ouvindo completo ele me convence. Furtado sabe fazer musica, porém ainda não me tocou, não é algo que eu acorde querendo ouvir, vai ver eu tenho gosto pelo questionável. Ainda assim as musicas com a pegada reggae muito forte me desagradaram, mas acho que é implicância com o estilo.

Green Day – Uno!

Faixa Favorita: Oh Love

 

Fiquei um pouco frustrada com o album. Adoro Green Day desde a adolescência, mas esse algo me soou tão genérico. Não foi propriamente ruim, mas nada memorável, nenhuma Boulevard of Broken Dreams, Wake Me Up When September Ends, 21Gums ou mesmo uma American Idiot. Acho que só gostei mesmo de Oh Love, mas ainda escutarei algumas vezes antes de esquecer o disco e quem sabe não mude de ideia.

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Sobre o novo filme do Batman

julho 30, 2012 at 2:23 am (Opinião)

Antes de começar a falar o quão incrível e maravilindo foi o TDKR, preciso me explicar para vocês. Você que se diz geek, que curte filme, séries e livros fantasiosos. Que leu HQ, filme Star Wars, Exterminador do Futuro e por ai vai e fica se perguntando como vão ser seus filhos.

Bem a resposta é algo bem próximo a mim. Sou filha de dois nerd’s. Mamãe acha Spock um exemplo de ser do gênero masculino e meu pai passou a adolescência apaixonado por Sarah Connor. Eles conhecem quadrinhos e super-herois e eu cresci respirando esse universo.

Logo sou criteriosa com meus heróis favoritos. Sou criteriosa com todos, mas sou três pior com Homem Aranha, X-men e Batman.

Quanto aos filmes do Batman. Eu realmente gosto muito dos dois primeiros feitos pelo Tim Burton, pode não ter o clima mais sombrio que o homem-morcego. Ai no terceiro Joel Schumacher assumiu a direção e o desastre começou, eu só não poderia imaginar que ele conseguiria fazer algo pior. Até ele dirigir Batman & Robin. Filme do morcegão que eu prefiro nem lembrar que eu vi.

Então em 2005 Christopher Nolan me lança Batman Begins e finalmente alguém acerta em cheio, no ritmo, tom e caracterização dos personagens. Tudo bem que eles diminuíram quase pela metade o QI do Bruce, mas eu aguento isso.

2008 Nolan se consagrou em definitivo com TDK, o filme é incrível. Daqueles onde você sai do cinema tonto e impressionado com tudo e passa uma semana falando. Porém o filme foi um espetáculo do Coringa e não coube espaço para mais ninguém. Todo mundo foi bom? Foi, mas o Coringa roubou a cena de forma indiscutível.

Quando finalmente saiu TDKR eu duvidava muito que ele poderia superar seu antecessor. E como eu amo estar enganada. A história desse filme foi precisa, perfeita para fechar a trilogia. O elenco nunca esteve em melhor sintonia. Christian Bale nunca esteve melhor no corpo do Bruce e nunca conseguiu ser tão fiel a personalidade dos quadrinhos. Gary foi outro que foi impecável e brilhou.

E me dou um direito de fazer um paragrafo inteiro para Anne Hathaway. Sou fã da atriz desde sua Mia Thermopolis. Desde aquela época sabia que havia algo de especial nela e algo que ia muito além de sua beleza. Desculpem-me os que pensam diferente, mas a melhor mulher gato de todos os tempos pertence a Anne. Michelle Pfeiffer foi uma incrível e excelente mulher gato, porém ela foi estaticamente uma vilã. E não é bem assim que as coisas funcionam. Selina é dualística, uma vilã mocinha como foi perfeitamente retratado em TDKR. Por sinal foi a melhor química de todos os filmes, provando por que Batman e Mulher Gato sempre vão ser o melhor casal na historia do morcego.

Digo que esse filme foi o melhor filme da trilogia. TDKR foi todo impecável, trilha sonora, roteiro, adaptação, elenco… O destaque foi o filme como um todo, não houve roubada de cena. Não houve o Coringa, TDK não seria um filme tão bom sem ele e em TDKR não existe espaço para ele, talvez uma menção honrosa afinal todos os vilões anteriores fizeram uma pontinha.

No entanto o que me apaixonou de vez foi o quão fiel esse roteiro se manteve dos quadrinhos. Passei metade do filme revoltadíssima, pronta pra sair xingando por terem o tempo todo falando que Bane era filho do Ras’al Ghul. Tudo isso pelo simples fato de que nos quadrinhos sempre foi uma filha, Talia, que chegou a ter um filho do Batman (e meu irmão me informou que atualmente ele assume o posto de Robin) e no final eles me revelam que Talia estava ali o tempo todo sendo linda.

Outra coisa que me deixou serelepe e saltitante. O que mais gosto no Batman é o Robin, desde Batman Begnis eu desejava que dessem espaço ao pupilo do Bruce. Quando o personagem do Joseph Gordon-Levitt começou a se destacar ele gritava Robin e eu estava prestes a chorar quando ele disse que Blake não era seu verdadeiro nome, se o roteiro fosse meu ele teria dito Dick Grayson e eu na cadeira iria explodir em lagrimas e palmas.

Entendo que parte do publico que foi ver o filme nos cinemas não iria associar tão rapidamente o nome original do primeiro Robin, mas deixa, poderia ter sido algo para os fãs.

No final das contas TDKR é para mim o melhor filme do Batman e assim como eu cresci amando ver Batman – o retorno (meu filme favorito da primeira franquia) acredito que meus filhos vão crescer vendo esse filme. Ou então eu morro de desgosto.

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Retrospectiva 2011: 5 melhores clipes

dezembro 19, 2011 at 8:35 am (musicas e afins, Opinião, Top)

Resolvi que faria uma retrospectiva de tudo que eu gostei esse ano. Aquilo que me marcou, aquilo que eu gostei. Não tenho pretensão alguma de bancar a crítica renomada ou conceitual, apenas dizer aqui que eu gostei e os motivos disso. As postagens que iram seguir aqui no Blog são inteiramente pessoais e totalmente parciais

5 melhores clipes

Mafalda Morfina – Café-com-leite

Conheci Mafalda Morfina em outubro de 2005 num show da banda no Ceara Music. Gostei do jeito diferente do som da banda e acabei acompanhando os shows que eles faziam por aqui. Café-com-leite eu não lembro se ouvi numa calourada nos meus tempos de estadual ou numa ida ao Acervo, sei que desde que ouvi se tornou uma das minhas música favoritas (senão a favorita) da banda.
Quando soube que sairia o clipe em outubro fiquei bem empolgada e mais empolgada ainda ao ver o resultado do trabalho. O ruído usado no filme para gravar, o tipo de luz suave e meio lúdica são dois pontos que eu amo. E amo a simplicidade dele também, Mafalda tem essa característica, é simples e é o que eu mais gosto na banda. É um clipe fofo para uma música fofa.

Kenny Chesney – You and tequila

You and Tequila é um clipe e uma música premiadíssima. Kenny Chesney até ganhou CMT Artist of the Year. É um cantor country incrível mesmo. Tenho um caso com o country já tem algum tempo e esse ano cresceu bastante. Acho que a country song é o tipo de música que fala com o coração, é mais sincera, orgânica por assim dizer.
You and Tequila possui um refrão forte e o clipe uma delicia, provavelmente o melhor dessa lista. Mais uma vez ele tem uma imagem granulada, o ruído do filme, que eu adoro e acho charmosíssimo. E existe uma brincadeira com a luz ambiente no vídeo que é encantadora, os takes feitos no bar quando eles tomam tequila também são interessantes, é um olhar que sai um pouco do obvio. Um clipe realmente incrível de se ver.

Taylor Swift – Ours

Taylor é uma queridinha minha, tem sido minha cantora country favorita há algum tempo. Adoro a sinceridade de suas músicas, Ours quando saiu o álbum Speak Now me atraiu a atenção fácil e fiquei feliz que tenha sido escolhido como single.
Esse clipe nem possui o granulado como os outros dois anteriores, mas tem uma dupla fotografia que eu achei encantadora. Enquanto Tay está no trabalho é tudo muito pastel, muito bege e sem graça, mas as memorias e o momento em que ela vai ao encontro do par romântico isso muda, ganha um colorido suave, que assim como a música dela me lembra contos de fadas

Lady Antebellum – Just a Kiss

Outra música country. Just a Kiss eu acho que é a canção mais romântica, fofa e doce que eu já ouvi. Dica, se alguém dedicar ou lhe der essa música, é amor e ponto final.
Por isso me irrita um pouco que o clipe seja um gigantesco comercial, no entanto ainda mantem um caráter doce que faz estar presente aqui. Gosto desse roteiro ao reverso do vídeo, onde só vemos os protagonistas se conhecendo no final e é quando notamos que isso foi um amor de passagem. Aqui também há uma brincadeira com a luz como no clipe de You and Tequila, não é tão incrível como no vídeo anterior, mas é muito bom. Ajuda a dar o clima da música.

 

Joyce Jonathan – Tant Pis

Joyce Jonathan é uma cantora francesa que eu conheci recentemente, não tem nem um mês. Fiquei encantada com a voz dela, é o tipo de voz que você ouve e não consegui se sentir mal enquanto escuta, é meio que um abraço caloroso.
Esse clipe achei fantástico, tem como todos os outros uma fotografia suave, uma luz agradável e nada brusco ou estourado. O roteiro brinca com o surreal e assim como Just a Kiss é feito no reverso, vamos vendo o casal rejuvenescendo no decorrer da canção. Um mimo por dizer. E o clima de outono me encanta, não sei explicar, mas sempre que penso na França imagino o país no outono.

 

 

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Sobre To the future!

maio 22, 2011 at 10:40 pm (Opinião)



Formatura de High School é sempre um episódio interessante. Faz-nos pensar, relembrar ou idealizar. Lembro bem da época da minha formatura, do sentimento de “Então Próximo Ano Eu Sou Gente Grande e Agora?!”. Lembro do momento de ansiedade, nervosismo, saudosismo dos colegas, dos professores, das aulas e de toda loucura que estava ficando.

Formatura é um daqueles momentos na vida que você sabe que as coisas vão mudar, mesmo que seja pouco quase imperceptível quando se está vivendo essa mudança, porém muda.  E é isso. 90210 está mudando, passando da fase de High School para a universidade. Saindo das mãos de Rebecca Sinclair.

Nossos personagens vieram amadurecendo ao longo desses 3 anos de forma incríveis, alguns mais do que outros, mas todos tiveram suas mudanças.

Lembro de Adrianna quando ela não era nada além da garota com corte de cabelo a lá Cleópatra amiga da Naomi e viciada em drogas. Ela se recuperou, engatou um namoro com Navid, ficou gravida, deu bebê, perdeu o Navid, namorou uma garota, namorou um popstar, reatou com o Navid. Muito drama para uma garota só é bem verdade, mas até ali eu e a maioria dos fãs gostávamos dela.

Lembro bem de uma frase dela do segundo ano da série. Onde ela falava que ser viciado é agir de forma autodestrutiva, não apenas com drogas, mas com tudo. Ela não conseguia aceitar a própria felicidade e de forma inconsciente se sabotava. Foi bem isso que aconteceu, a garota perdeu o namorado por conta de suas atitudes. Silver e Navid não eram as pessoas mais certas nessa situação, no entanto nada. NADA justifica o que ela fez.

Mexer com a cabeça de uma amiga de infância e ainda agir como quem não fez nada, achar que está tudo bem agora é ir longe demais. E se alguém tinha alguma duvida da bagunça que era a mente dela, a aparição de Javier encerra a discussão. Não estamos em uma série sobrenatural, rever ex morto aqui é sinal de loucura, esquizofrenia ou algo similar.

Havia me perguntando diversas vezes como iriam fazer para desmascarar Ade. E reconheço que achei meio forçado, porém não havia muito o que se fazer com a situação em si. Ainda assim foi um impacto ver a reação ou melhor, a falta de reação do grupo ao perceber o que havia acontecido. Era um ressentimento, uma descrença. Tudo se resumiu as palavras de Naomi: “Adriana, está na hora de você ir embora.”.

Já que estamos falando na loira. Como é gostoso perceber a mulher que ela se tornou. Aquela menina fútil, sem noção das primeiras temporadas cresceu. Encontrou alguém que fizesse dela uma pessoa melhor, que acreditasse nela. Quem iria imaginar Naomi Clark desistindo do seu sonho por causa de um nerd, ou dando a festa de casamento para Ivy. Nossa It girl cresceu, se tornou uma mulher, aprendeu a fazer escolhas, defender aquilo que acreditar ser certo e a cuidar dos amigos.

Max chegou agora, ganhou um destaque enorme. Na verdade é um personagem fácil de se gostar quando está com Naomi, mas é isso. Ele é um personagem feito para Naomi, não existe espaço para ele sozinho. Já esperava que ele fosse assumir a culpa, que de fato é dele. E sabia que isso seria a razão do casal Maxomi se separar.

Silver e Navid depois de tudo ter sido revelado parecem ter se acertado. O casal ao que tudo indica entra a quarta temporada bem, estável e junto. Não era o que eu imaginava e fico extremamente feliz por isso. Eles dois se merecem, gosto de vê-los juntos e felizes.

Ainda falando em casais. Annie&Liam me pegaram de surpresa, eles não tinham drama algum. Na verdade Liam tem sido a belíssima samambaia dessa segunda metade da temporada. De fato eu nunca esperei que ele fosse ou mesmo tivesse vontade de ir para a faculdade, acho que qualquer um conhece de leve o “bad boy” saberia disso. Logo achei meio exagerado a reação da Annie.

Garoto calado, fechado que arruma emprego em barco pesqueiro. Já vi isso antes em algum lugar. As historias do Liam tem muito #ryanfeelings e talvez eu devesse me incomodar com isso, porém não acontece. Eu gosto dessas releituras de 90210. Principalmente pela Annie não ter exigido que ele ficasse com a desculpa de que ele estava fugindo de algo. Ele precisa se descobrir, se encontrar, algo que ela já fez. A aspirante a atriz pedindo ao Liam que depois que ele encontrasse o que estava procurando fosse a procura dela era o que precisava para o casal me ganhar de vez.

Dixon. Ai está um personagem que eu já amei e já odiei. O garoto da primeira temporada, que soube perceber a Silver desde o primeiro instante, que entendeu a não sem ela pedir por que sabia que ela nunca pediria por isso. Esse eu amava. O idiota que tratou a mesma Silver mal, que fez besteiras, que não soube ser compreensível com a Ivy, esse eu detesto. Então do nada me aparece esse Dixon conversando com a Lauren, mãe da Ivy, com uma maturidade que eu nunca havia visto. Tendo um cuidado com o que a Ivy precisava que ele nunca teve. Inesperado. Mas um inesperado bom.

Raj vai morrer, que gostemos disso ou não. Ivy terá o coração partido quando isso acontecer. E quem sabe esse Dixon legal não possa estar ao lado dela e fazer essa dor se torne algo quase, eu disse quase, tolerável. Quem sabe.

Ade ter aparecido no casamento não me trouxe bom presságio. No instante que a vi no penhasco me desesperei por completo. Sim, falei que ela não deveria fazer parte, disse que ela merecia morrer, mas nunca foi sério. A ideia do suicídio fez minha cabeça explodir. Imaginando os efeitos disso, o quão culpados Navid e Silver se sentiriam, o quanto os outros seriam afetados. Todo aquele luto presente na quarta temporada. Lembrei de como a morte da Marissa afetou OC e não quero isso para 90210.

Tinha a certeza de que Ade pularia, mas ela não pulou. E o que tudo indica, o quarto ano era o seu caminho atrás de redenção. Também será um caminho novo para Naomi, no twist mais inesperado da temporada.

Falei muito do amadurecimento da Sra. Clark, agora gravidez. Isso não me passou pela cabeça em nenhum momento. Maternidade é algo que não combina com ela, mesmo quando Jen deixou o filho exploraram esse lado da loira. E revendo o episódio eu começo a me questionar se realmente ela ficou gravida, acredito que sim. Ela não seria capaz de fazer isso apenas para prender o namorado, mas o que isso pode mudar na vida dela. Ou melhor, como isso vai mudar a vida dela.

Muitas perguntas. Muita coisa nova está por vir. O quarto ano, ano de universidade é o desconhecido. É o futuro que esta chegando e nos resta esperar para saber o que vai acontecer na vida dos moradores do cep mais famoso da TV.

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Sobre 90210

dezembro 13, 2010 at 12:00 am (aleatorias, Opinião)

 

Quem me conhece ou ao menos segui o meu twitter sabe o quanto eu gosto dessa série.  Eu adoro séries teen, gosto das séries da CW. Não acho que por uma série ser teen ela vá ser ruim, logico que existem séries ruins, roteiros fracos e tudo mais. Porém algumas são muito boas e até as que nem são tão boas assim as vezes acabam divertindo quando a gente vê.

Enfim, vi 90210 desde que foi lançado lá fora. Era ramake, rebout ou sei lá o que da clássica Barrados no Baile. Eu precisava ver, já que a série original foi uma das primeiras que eu vi, uma das favoritas da minha mãe. E eu queria ver a Kelly de novo. E eu vi, fui vendo e convencendo uma amiga a ver comigo.

Não era assim, o meu deus que série boa. Mas eu fui vendo e a série foi melhorando com o tempo. Terminou a primeira temporada e eu gostava daquele clima de Beverly Hills. Gostava de alguns personagens, tinha meus casais favoritos. Chegou a segunda temporada e a melhora foi gritante e eu comecei a me apaixonar por aquela série, mesmo.

E eu já estava louca só com os rumores da terceira temporada, quando os episódios começaram a passar e eu fui vendo que eles estão melhor que o esperado. Sem palavras para 90210. É fácil a melhor série teen em exibição.

Sabe como eu sou, consumista, viciada em box de séries. Vi o box da primeira temporada, mesmo não achando uma temporada tão boa assim, resolvi de dar de presente de natal. Eu mereço, fui uma boa menina, não terminei nenhum namoro esse ano e nem me envolvi em brigas, pelo menos não a ponto de tentar quebrar o nariz de alguém.

Que box lindinho, as fotos, a caixa, os encartes. Tudo no box é lindo. Os extras são muito bons, muito parecidos com os extras do box de The OC. Eu só reclamei dele não ter a opção dublada, afinal adoro analisar o trabalho de dublagem das séries, sim eu sou fã de dublagem, e dos DVD’s não terem as fotos dos personagens, queria muito um cd com a carinha da Silver e um com a carinha do Navid.

Comprei o box e estou revendo os episódios. Não sei se é o fato de estar tão In Love com a série ou se é o fato de ver com minha mãe e ter aqueles comentários dela que deixam tudo mais divertido. Eu só sei que não estou achando assim tão ruim a temporada.

Silver é Silver em qualquer lugar. Uma personagem simplesmente apaixonante. Do guarda roupa ousado e quase rebelde ao jeito. E como eu agora sei para onde tudo caminha, eu posso estar projetando, mas tudo já parecia indicar a bipolaridade dela. Parece uma construção de personagem tão carinhosa, delicada. E acho que ela conseguiu se torna mais amável com o passar do tempo.

E agora eu consegui lembrar por que eu já gostei do Dixon e do casal que ele fez com a Silver. Ele cuidava dela, sim, isso parece completamente absurdo quando você pensa nele agora. Porém, ele realmente já foi um cara legal, que se preocupava com a Silver, foi ele que descobriu que a Silver estava dormindo em abrigos ou no próprio carro para fugir das loucuras da mãe bêbada, foi ele que conseguiu faze-la se sentir segura de novo. Foi ele que entendeu o que fazia ela surta e que conseguiu acalma-la. Sim ele é um idiota agora, mas ele já foi o cara que merecia estar com a Silver.

Ficou fácil lembrar como a Adrianna se deixa levar pela pressão do meio e acaba tomando atitudes ridículas como as que ela vem tendo.

E a trilha sonora nem era tão ruim assim nessa primeira temporada. Um pouco mais pop do que eu eu prefiro em séries e sim poderiam unir melhor musica e cena, mas num geral. Não eram musicas ruins. Logico que juntando tudo, nada vai competir com essa terceira espetacular temporada. Mas vai, podem dar uma chance ao começo da série, pelo menos é divertidinha pra passar o tempo e você sabe que vai ficar muito melhor.

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De Diarios do Vampiro a The Vampire Diaries

julho 27, 2010 at 1:44 am (Opinião)

Não lembro exatamente quando, como e nem por que, mas um dia eu deixei de ter medo de vampiros e passei a adorá-los. Buffy, a caça-vampiros e Angel são algumas das minhas séries favoritas ainda hoje.

Estreio The Vampire Diaries e eu gostei do que estava vendo, assim que soube que era baseado num livro corri na livraria. Gosto de comparar e reclamar das modificações, a cima de tudo gosto de ter uma ideia do caminho que a série iria seguir. Sou controladora e odeio não saber como as coisas vão termina, mesmo nas séries.

O primeiro livro da saga, O Despertar, eu li em menos de 24 horas. Devorei aquela historia e senti um certo ódio ao perceber que não terminava numa historia fechadinha, mas sim com Elena evocando Damon.

Mesmo assim gostei muito do livro. Adorei o jeito de não tão bom-moço do Stefan, ao contrario do que aparece na TV, ele não é tão certinho e bonzinho. Ele tem um quê de arrogante, de mal. Só por ele cogitar as vezes destruir a cidade inteira em seus momentos de raiva faz dele mais interessante no livro. E como não amar alguém que depois de causar uma chacina diz: “ Você se arrepende quando come muita carne?”. Também gostei muito da Elena do livro, loira, Queen Bee e Bitch. Era como se eu estivesse lendo a Blair Waldorf com a aparência da Serena Van Der Woodsen. Outra mudança interessante foi o fato do Stefan ser o irmão que ainda morria de amores pela Katherine.

Não gostei do Damon, ele era o coadjuvante do coadjuvante no livro, sem todo o charme canastrão e sem vergonha presente na série. O entendimento dele com a Elena foi superficial e quase não exploraram a relação dele com o irmão.

Gostei muito do primeiro livro e fiquei empolgada, ainda mais com os rumos que a serie seguia. Comprei o segundo livro, li e já não havia o mesmo gosto de antes. Não foi ruim, mas começava a preferir os caminhos seguidos pelos roteiristas do que pela autora. Decepção total foi o terceiro livro, ainda mais depois de ver o fantástico final de temporada de TVD.

O que eu mais gosto na serie é que existe romance, mas não é aquela coisa melosa a lá Twilight, de ele é minha vida e não posso viver sem a sua existência. A Elena não é uma protagonista apática e boba como a Bella. E é impossível não gostar de algo que tenha como “vilã” a Vambitch Katherine, a mais dissimulada, sem vergonha e danadinha vampira de todos os tempos. Katherine não é frágil, dócil ou uma criancinha assustada como Stefan descreve no livro e eu imaginava que em A Fúria quando ela desse as caras fosse ser tão impactante quanto foram os seus 5 minutos na primeira temporada.

O maior engano de todos. Katherine no livro é uma criança depende e assustada, que fala maldades como pequenas travessuras, faz uma vingança de quase 5 séculos parecer mais entediante que um especial do Globo Reporte sobre a Amazônia.

Eu já achava impressionante o modo como os roteiristas de TVD não perdiam o ritmo na serie, sempre trazendo novas tramas e sem enrolar na suas resoluções. Depois de ver o milagre que eles fizeram com o livro então. Por que tudo está no livro, a gruta esconderijo dos vampiros, os ataques a cidade, a vingança, a bruxa adolescente, o conselho da cidade, os lobos só é contado de forma bem mais sem graça pela Lisa Jane Smith.

Mas algo que eu gostaria muito de ver na série é a Elena sendo transformada em vampira, mas acho que essa ideia foi usada em outro personagem. Uma pena, seria muito interessante de ver.

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The Last Song

julho 25, 2010 at 3:34 pm (Opinião)

Tive vontade de ver esse filme antes mesmo de saber qual era a historia ou quem havia escrito. Por que sim, eu queria ver Miley Cyrus num papel diferente de Hannah Montana. Andando por uma livraria vi que havia sido publicado o livro em que o roteiro se baseava, mas não prestei atenção no nome do autor.

Foi num especial do Sem Tedio que eu descobri que o livro era do Nichola Sparks, o mesmo autor de A Walt to Remember e Notebook. O que só serviu pra me deixar com mais vontade de ver e ler essa historia.

A diferença entre o livro e o filme são gritantes. O que não significa que ambos possam ser bons e adoráveis.

A principal diferença é o tempo em que tudo acontece. No livro se passa quase um ano da chegada da Ronnie até retorna a NY. Isso faz com que a transformação da Ronnie seja mais natural, o amor dela com o Will mais real e a relação de reaproximação com o pai mais sincera.

Não gostei do personagem do Marcus ter sido apagado. Ele é o sociopata que causa tudo no livro, que persegui a Ronnie, que faz a Blaze por a culpa dos roubos na Ronnie, que destroi o casamento e é quem realmente colocou fogo na igreja.

Também não gostei de terem minimizado os danos do roubo. A Ronnie deveria responder uma ação judicial, era o motivo que a manteve na cidade. Tiraram o acidente da Blaze, que era uma das cenas que eu estava mais curiosa pra ver a montagem já que no livro você fica tão agoniada cm o Will ou a Ronnie.

Mesmo com todas essas modificações, o filme é lindo, fofo e eu prefiro ele a Um Amor para Recorda ou Diario de uma Paixão. E acho uma besteira alguém se recusar a ver o filme por ele ser protagonizado pela Miley, ela atua tão bem quanto a Mandy Moore atuou.

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