Ia tudo muito bem, tudo muito bom… Até ele se mudar para o Japão

agosto 19, 2010 at 12:33 am (Ia tudo muito bem...)

Algumas pessoas gostam de contar ou ler historias por que elas possuem final felizes que as fazem criar esperanças. Essa historia está sendo contada por ser verdadeira, sincera e genuína.

Não imagine que tudo que será dito aqui e todos os seus personagens aconteceram e existem, mas seria uma inverdade minha dizer que isso tudo é apenas ficção, por que não é. Talvez essa pessoa sentada ao seu lado no metrô seja em algum lugar um Jake ou sua vizinha de tenha um pouco da Sel.

Mais do que tudo, essa é a historia da Milly e de tudo que ela é sem saber e por isso estou contando isso para que vocês possam vê-la com os mesmo olhos que eu. Dito isso, aproveitem, pois vocês não encontraram Milly’s pelo mundo.

Capitulo 1

19 horas,  Sábado.

Se ela pudesse se definir com uma palavra seria ansiosa. Aquele era o ultimo fim de semana antes de começar uma vida inteira nova. Milly finalmente saíra da casa dos pais, finalmente conseguira um emprego, não era dos melhores ela assumia, porém era dela e lhe daria dinheiro para rachar um apartamento com Sel. No entanto a grande razão de sua ansiedade era que depois de anos correndo atras ela conseguira ingressar no curso de dramaturgia, o sonho de ser uma grande atriz estava criando contornos.

– Se você continuar andando assim, vai fazer um vão na nossa sala nova. – Disse Sel rindo do jeito impaciente de Milly.

– É fácil para você falar em manter a calma… Ninguém nunca duvidou que seria a mais foda das cirurgiãs. Eu não tive apoio, sempre fui a louca que queria ser atriz.

– Correção, eu sempre lhe apoiei… E você sabe que eu não sou tão segura de mim assim… Apenas sei me distrair mais do que você.

Ela queria responder a amiga, mas sabia que ela estava certa. Era isso que fazia a amizade delas durar tanto, elas não eram tão diferentes quanto pareciam, porém não eram exatamente iguais quanto imaginavam. Engoliu a resposta com um longo suspiro.

– Certo, então como eu faço para me distrair como você?

– Sai comigo hoje. Simples assim, farra como nos velhos tempos.

– Eu vou, mas vamos onde?

– É um misto de exposição fotográfica com festa. É de um dos integrantes da banda do Yuri. Muita gente lá do Instituto vai, uma chance de se enturmar.

Aquele era um loft realmente impressionante. A musica animada, pessoas andando e conversando, as fotografias expostas possuíam uma força e ao mesmo tempo uma delicadeza que cativava, quem quer que tivesse feito aquilo deveria ser apaixonante.

Milly parou em frente a parede espelhada, a combinação do salta e mini saia deixavam suas pernas arrasadoras, não que precisasse de muito esforço para esse feito. A maquiagem invisível fazia parecer naturalmente estonteante e poucos notariam as correções que ela havia feito. Dando uma ultima ajeitada no cabelo, sorriu, ninguém ali estava mais deslumbrante.

Sel estava jogada num sofá conversando com um bando de estranhos, ela possuia a incrivel capacidade de sociabilizar com qualquer um. A risada dela foi o convite final para Milly se juntar ao grupo.

– Hi

– Milly… Pessoal essa é a Milly minha colega de quarto, acabou de entrar no Instituto. Esse aqui são os meninos da banda do Yuri.

Três caras sorriram de forma abobalhada, mas um simplesmente acenou a cabeça como se mal notasse que ela estava ali. Aquilo a intrigou, nunca ninguém havia a ignorado antes.

– Então o Yuri já chegou, queria conhece o famoso. – Sel lhe lançou um olhar mortal, ops, havia deixado escapar algo indevido.

– Quer conhecer só o Yuri? Ninguém mais na banda lhe interessa? – Jake soltou um sorriso que devia derreter qualquer menina, mas ele não estava lidando com qualquer menina.

– É, até onde eu saiba ninguém chamou minha atenção.

– Talvez você não saiba de muito coisa.

Como com apenas duas frases alguém podia se mostrar tão insuportável, o modo como falava, como agia era tudo ensaiado. Tudo feito para ter uma legião de meninas aos seus pés.

– O que achou das fotos da exposição?

– Por que quer saber? – Qual era o problema daquele rapaz, será que ele não compreendia que ela não queria nada, nem mesmo papo com ele?

– Para lhe dar uma autografada – E lançou outro sorriso pronto.

– Não obrigada, só gosto de ter algo de verdadeiros artistas. – Falando isso Milly se levantou, lançou um olhar de desculpa, mas não aguento mais a Sel e saiu.

Milly ficou sentada no bar, brincando com os copos de cosmopolitan que havia tomado, recusando todo e qualquer cara que tentava puxar conversa. Esse não era o momento, ela precisava de foco. Sua profissão estava em primeiro plano, nada de distrações.

– anti-social!

– Desculpa Sel, mas aquele cara era irritante demais, não aguentei aquela arrogância.

– Primeira vez que vejo o Jake, ele acabou de voltar. Passou um ano na Nova Zelândia ou sei lá onde. Mas conversando com calma com ele vai notar que não é tão ruim assim.

– Não? Tudo que ele faz é pra fazer os outros o adorarem.

– Pessoas sedentas por atenção e aceitação dos outros… Talvez eu tenha um fraco por esse tipo sabe.

– Eu não sou como ele.

– Eu disse que você era? – Sel riu, impossível ter raiva de alguém como ela. – Não quer ficar perto dele tudo bem, posso te fazer companhia aqui?

– Se me pagar uma bebida, eu deixo você ficar.

– Mas vamos para com o clima Sex and The City aqui… Tequila pode ser?

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Ia tudo muito bem, tudo muito bom… Apresentações

agosto 18, 2010 at 1:13 am (Ia tudo muito bem...)

Ia tudo muito bem, tudo muito bom… Até ele se mudar para o Japão

Isso é uma obra de ficção, não retrata a vida real.

Mesmo que você tenha a impressão de conhecer uma ou outra situação nesse livro. Mesmo que você ache que conhece alguém que tenha inspirada qualquer um dos seus personagens. Isso é uma ficção.

Personagens

Milly

Seria ao olhos de qualquer um a garota perfeita. Loira, linda e sempre impecável. Talvez até um clichê, a jovem loira aspirante a atriz que trabalha de garçonete. Mas quem a conhecia sabia que nada era o que parecia. Sim ela era linda, sim ela parecia perfeita aos olhos dos outros, mas tudo isso através de muita trabalho e esforço dela, fazia questão de que todos a vissem como A garota, talvez um complexo dos tempos de escola. Não queria ser atriz pela fama, mas era a oportunidade de se permitir ser mil em um único corpo que a atraia nessa profissão. Podia ser que a beleza atraísse a todos, mas o que os mantinha era algo muito mais forte e indescritível.

Jake

Havia algo em Jake que fazia qualquer pessoa perder o folego, possuía tanto charme que chegava a ser abusivo. E por mais que isso irritasse, não chegava nem perto do desconforto que o seu jeito tão racional causava. Não que ele não sentisse emoções, ele apenas descobriu que assim talvez sofreria menos. Ele conseguia ser bom no que fizesse, fosse nos 7 idiomas que falava, ou nos oito instrumentos que já aprendera a tocar, porém de longe seu maior empenho era voltado a fotografia e a carreira que ele desejava seguir.

Sel

Existe uma certa inquietude em Sel, que por sinal odeia ser chamada pelo nome completo. É como se existissem mil dela ao mesmo tempo, uma que é a mais aplicada aluna do curso de medicina, outra que possui uma paixão viva pelo jornalismo e pelo mundo da TV, outra que é o tudo para os amigos. Sempre com um sorriso sincero, um olhar de quem consegui ver através da alma dos outros e um jeito que oscila entre a profunda maturidade e a mais pura inocência.

Yuri

A displicencia natural de um musico, o mundo poderia desabar que ele nem mesmo notaria. Yuri era a mais calma das pessoas, despreocupado, bobo e gentil. Havia uma intencidade natural no seu jeito de ser que era contrabalançada pela sua profunda distração. Ele seria o namorado perfeito se conseguisse perceber que alguém quer namora-lo.

***

Agora vocês conhecem os personagens do livro que estou escrevendo, amanhã eu mostro o primeiro capitulo.

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