Filme 2015 – nº 9 – Garota Em Progresso

março 22, 2015 at 9:57 pm (filmes) (, , )

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Sabe aquele domingão onde você tá a fim de ver um filme e senta no Netflix e fica por 3 horas tentando se decidir sobre o que vai assistir? Bem, eu estava nessa situação e o que me motivou a assistir esse filme em particular foi o elenco dele, o filme trazia Cierra Ramirez.

Muitas pessoas desconhecem a jovem atriz de 20 anos, mas ela tem um lugar no meu coração por ser quem dá vida a Mariana da série The Fosters. Eu já acompanha duas temporadas da série da ABC Family, super recomendo que todos assistam também, e sei que Cierra consegue ir do drama a comédia com perfeição, sabe dar profundidade e núncias a personagem de forma crível, além de aguentar cenas bem pesadas.

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Confiei na Cierra Ramirez e fui e preciso contar que não me arrependi. Garota Em Progresso tem um elenco basicamente latino, no centro da historia teremos uma mãe solteira, interpretada por Eva Mendes, e sua filha adolescente, Cierra Ramirez, e todas as más escolhas que essas duas fazem.

A personagem de Cierra se chama Ansiedad e ela não aguenta mais lidar com a irresponsabilidade e más decisões da mãe e inspirada por uma aula de literatura resolve criar na sua historia um processo de amadurecimento através de experiências. Ela cria uma jornada para si baseado nos principais ritos de passagem utilizados na literatura e cinema, intitulado good girl go bad.

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Sem perceber a personagem está atrás de um processo de autodescoberta, em muitos momentos sua índole natural entra em conflito com o caminho que ela está se forçando a seguir para crescer. Em contra partida, vemos Grace, a mãe de Ansiedad, tão imersa em seus próprios problemas e confusões que ela não consegue compreender quando a filha precisa dela, mesmo que ela esteja o tempo todo tentando fazer o melhor para a filha.

Esse filme pode não ter o roteiro mais genial do planeta, mas é um excelente filme e que traz uma excelente atriz que precisa começar a ser mais conhecida. Eu acredito que ainda veremos muitos trabalhos de Cierra Ramirez no futuro.

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Livros 2015 – Os Goonies

março 22, 2015 at 12:44 am (livros) (, )

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Se você foi criança nos anos 80 eles foram seus heróis no cinema, se é como eu e foi uma criança nos anos 90, eles foram seus heróis na telinha através da Sessão da Tarde. Se você é mais novo que isso, bem é hora de você conhecer os incríveis Goonies.

Eu tenho 25 quase 26 anos, então estou sofrendo um choque de gerações ao realizar que é existe uma geração que não tem a vivencia de cultura pop que eu tive. Existem pessoas que saíram da adolescência e que não fazem ideia de quem são os Goonies ou quais são os filmes do John Hughes e isso me choca um pouco. Mas voltando aos Goonies e esse livro espetacular.

Os Goonies é um filme de 1985 feito pelo Steven Spielberg que vai contar a historia de um grupo de adolescentes que moram nas docas Goon, todos estão prestes a ser despejados por que suas famílias não podem pagar a hipoteca e os ricaços da cidade querem tomar as casas para demolir e construir um campo de golfe. Então esses garotos e garotas acabam tendo uma ultima aventura ao encontrar um antigo mapa do tesouro de Willy Caolho.

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Sim, o plot é raso e um tanto absurdo, mas esse é o puro sonho de qualquer criança e adolescente. Ter uma grande aventura digna de cinema, sendo pirata ou explorador por um dia e essa simplicidade talvez seja o principal fator que atraiu tanto o publico. Aquela era uma época que todo cinema era do ponto de vista adulto e faltava uma linguagem que falasse diretamente conosco.

O aniversario de 30 anos do filme se aproximava e foi decido lançar um livro com a romantização do roteiro. Ou seja, uma pegar o roteiro do filme e transformar em um livro/novel/romance. Toda adaptação traz mudanças, seja vindo de livro para o cinema ou o caminho contrario.

No caso o livro traz muito mais detalhes que não foram presentes no filme. O livro é narrado em primeira pessoa pelo Mikey e vem com todo o pensamento que ele tinha dentro de si e que no filme às vezes não eram tão claros. Vamos descobrindo que o Mikey adora outono e Halloween, que ele cria uma conexão muito maior com o Willy que tinha sido demonstrado originalmente. A relação do Sloth e do Gordo no livro também é bem mais complexa do que foi visto no filme.

Existem dois momentos que eu queria muito ter visto no filme e só são presente no livro é quando a Andy faz o juramento Goonie e quando o grupo está boiando numa barca e temos monólogos do Dado, Steff, Bocão, Brand e Andy numa momento que faz muita referência ao Clube dos Cinco e é bem emocionante e meu momento do livro favorito.

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Eu acredito que esse livro consegue apresentar perfeitamente o que é Os Goonies e o que eles representam pra minha geração pra esse novo publico que não faz ideia. Além disso eu preciso aqui falar da Darkside, que não está me patrocinando, mas que fez um trabalho tão excelente na publicação desse livro que merece ser reconhecido. Temos a edição da foto que eu tenho, que é linda, com uma folha de extrema qualidade com um ar naturalmente amarelado, com a divisão dos capítulos em paginas negras com símbolos piratas, temos o mapa dentro do livro, foto do navio e essa capa que é linda. E tem a edição de luxo com capa dura que é um sonho e vem com o mapa pra ser enquadrado pra quem é fã de carteirinha.

Para quem é fã dos Goonies, o livro é uma obrigação. Pra quem nunca ouviu falar deles, procurem o filme tem no Netflix e leia esse livro que não irão se arrepender.

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Violetas…

março 17, 2015 at 2:21 am (Contos) (, )

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Ela estava atrasada, ela sempre estava atrasada e vinha com aquele sorriso nos lábios, aquele que eu sabia que nunca seria capaz de resistir, que dizia silenciosamente um pedido de desculpa que já havia dado no instante que meus olhos batessem em sua presença. Oh céus, como ela conseguia me deixar boba, eu imaginava que a essa altura, nessa idade eu já teria aprendido, mas não.

– Desculpa… – Ela disse sem jeito.

– Tudo bem. – Respondi lhe dando uma piscada cumplice de olho.

– Eu não sabia o que te dar de presente… Então comprei isso. – Ela me mostrava um adorável buque de violetas, não consegui controlar o sorriso. – O que foi?

– Nada, apenas lembrei de um fato sobre essas flores.

– Qual? – Eu não queria responder, não ali na frente de todos, seria impossível explicar sem me revelar demais. Eu não queria que isso acontecesse bem não na frente de todos, em partes não na frente dela também. Estava bem como estava, eu aceitava a impossibilidade desse relacionamento. Saber que ainda tinha capacidade de sentir todos esses sentimentos por alguém estava sendo o suficiente por hora. Ainda não me sentia pronta para me arriscar por alguém novamente.

– Nada, eu lhe conto depois o que é… Não aqui e não agora.

– Por favor… –Lá vinha ela com aqueles olhares e sorrisos, ela já deveria saber que eu não conseguiria resistir. Eu nunca conseguia.

– Bem… Entre 1910 e 1950 essas flores eram usadas como símbolo…

– Para representar o interesse entre lésbicas e mulheres bissexuais. Dar um buque de violetas era a forma que as mulheres achavam de se cortejar naquela época. – Ela sabia, eu não acreditava, ela sabia.

– É. Você sabe.

– Sim…

– Isso quer dizer…

– Sim.

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Livros 2015: Batman Ano Um

março 15, 2015 at 7:07 pm (livros) (, , , )

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Eu sou nerd de berço, criada acreditando na Força e conhecendo os super heróis desde criancinha. Linha quadrinhos quando mais nova, mas fui entrando na adolescência e minhas leituras começaram a focar mais em livros e menos em quadrinhos, obvio que minha paixão pelo universo do HQ nunca foi embora.

Alimentava isso vendo animações, filmes, séries nesses universos. Fazia um tempo já que eu queria não apenas voltar a ler HQ, mas começar minha coleção. São tantas historias que eu quero ter que nunca sabia exatamente por onde começar, acho que se dependesse de mim teria sido pelo Universo Marvel, mas ano passado eu ganhei num amigo secreto Batman Ano Um.

Sim, eu queria muito ler essa historia que é já uma clássica. Não consigo me recordar de uma vez que Frank Miller tenha escrito algo que não tenha sido pelo menos fantástico, além disso, é o Batman. Sou marvette de carteirinha, mas não sou uma  xiita que acha que apenas as coisas da Marvel prestam, não, eu tenho total consciência de que não é assim, não mesmo. E Batman é um herói complexo, com um universo tão insanamente rico que sempre me fascinou.

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Batman Ano Um foi um quadrinho originalmente publicado em 1986, a DC estava fazendo mais um reboot dos seus heróis, era hora de atualizar as historias dos seus heróis. O problema estava que a origem de Batman já era perfeita do jeito que era, o personagem era atual, com uma historia e motivação que não precisavam de mudança. Ficou então decido que não se alteraria a origem do personagem, mas seria refinada, dada ainda mais complexidade e profundidade.

Com essa proposta Frank Miller se ofereceu para assumir o roteiro, porém não ficou carregado da arte, posto que foi assumido por David Mazzucchelli, eu confesso que não gosto da arte, não por que considere Mazzucchelli um desenhista ruim, não sou estupida, apenas o estilo que ele adota com os traços econômicos não é o que estilo que me agrada, sou uma fã de traços mais modernos.

Falando especificamente da historia. Em Batman Ano Um veremos o primeiro ano de ação de Bruce Wayne como o homem morcego, teremos também Jimmy Gordon chegando a cidade de Gotham sendo apenas um detetive e não o comissário que estamos habituados. Outros personagens importantes da mitologia de Batman que aparecem é Harvy Dent quando ainda era um promotor longe de se tornar o vilão Duas Caras e Selina Kyle e o que leva a moça a se tornar a Mulher Gato.

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A história é bem ágil, intensa e capaz de te deixar desconfortável. Temos corrupção pela cidade, Gordon não é o homem tão integro quanto gostaria. Batman ainda é imprudente e nem de longe o super-herói ultra preciso que lembramos e de longe o que mais me agradou foi termos uma Mulher Gato negra que se torna a personagem por querer proteger suas garotas contra toda aquela violência, abuso e misoginia que sofrem no lado mais pobre da cidade. E o que a tornaria uma “vilã” diferente do herói Batman é que ela vai matar e tortura e fazer cada homem daqueles sofrer e pagar na pele o que as mulheres sentem.

Batman Ano Um é um quadrinho que influenciou profundamente a historia de Batman. Foi o quadrinho base escolhido por Nolan para criar Batman Begings, para aqueles que assistem a série Gotham também é possível ver muitos traços daquele Jimmy Gordon na leitura feita pela série, mesmo que quadrinhos e série se passem em períodos diferentes, já que série se foca na época que Bruce tinha 13 anos, o Gordon é bem próximo nas duas mídias.

Para os fãs do Morcegão, Batman Ano Um é uma leitura obrigatória, para aqueles que são apaixonados por quadrinhos também. E caso alguém queira se iniciar nesse universo de leitura, acredito que essa seria uma excelente pedida.

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Sobre a Turnê Intrínseca

março 12, 2015 at 2:17 pm (aleatorias) ()

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Sábado, dia 7 de Março, rolou a turnê Intrínseca e desde então eu tenho que fazer essa postagem desde então, mas a vida acontece não é mesmo. Faculdade, trabalho, gripe, são muitas séries para serem vistas, muitos textos para serem escritos. Eu demorei, mas finalmente estou aqui.

Se por acaso, você quer um texto mais objetivo, que realmente fale dos livros anunciados durante a turnê, aqui no Sem Tedio eu escrevi bem o que você queria e deixei o Ganhos para um lado mais subjetivo da vida.

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O dia começou com emoção, afinal teve chuva e falta de energia, algo que Fortaleza não tem estrutura pra lidar, o que me levou a chegar na Cultura mais tarde do que eu havia previsto. A livraria já estava lotado, minha sorte é que como Blogueira Parceira da Cultura eu tenho prioridade e entro primeiro, assim eu pude ver as duas sessões da turnê.

Essa foi minha primeira experiência coma Turnê Intrínseca, eu sou uma fã da editora, acredito que eles realmente têm um carinho pelos livros publicados que é perceptível através da qualidade de suas publicações, são sempre edições muito bem trabalhadas, com capas que no geral me agradam bastante. Além disso, a Turnê também demonstra o carinho que eles têm conosco, afinal esse é um evento com o intuito de aproximar a editora aos leitores.

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O clima nas duas sessões foi muito descontraído, mesmo o evento sendo longo e podendo até se tornar um tanto quanto cansativo, afinal algumas pessoas estavam lá desde as 9h e foram sair mais de 16h, sim, pode ser bem cansativo, mesmo assim na segunda sessão a sala inteira ainda tinha animação pra cantar Shake It Off da Taylor Swift enquanto esperava e reagir a cada lançamento anunciado.

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Outro ponto alto que contou para minha experiência na turnê foi ter passado ela ao lado da equipe de bloqueiros parceiros da Cultura. Fosse no camarote dos blogueiros, como ficou conhecida a salinha de som, durante a primeira sessão ou na primeira fila de cadeiras na segunda sessão sempre tinha alguém com alguma piadinha pronta ou simplesmente alguém que compartilhava do seu entusiasmo pelos lançamentos.

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Sobre Ser Feliz

março 8, 2015 at 4:59 am (aleatorias)

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Há dias eu tento encontrar as palavras pra expressar como eu me sinto e acho que talvez a melhor forma seja voltando um pouco no tempo. Em 2008 eu tinha 19 anos, tinha um namorado que queria casar comigo, estudava química na estadual e estava começando a fazer pesquisa cientifica.

No papel, eu tinha tudo que eu sempre quis, eu deveria ser feliz. E a verdade é que eu não poderia estar mais miserável, ser aquela Camila estava me custando muito e aos poucos eu me sentia definhando, como se fosse morrendo um pedaço a cada dia. E eu vou deixando, cada vez mais eu saia menos, fui me desligando daquela vida e me trancando. Não fazia sentido.

Esse foi o cenário que me levou a minha internação e 15 dias depois, quando eu recebi alta e voltei pra casa e eu não me sentia eu mesma, eu não me sentia eu mesma fazia já um bom tempo e eu queria recuperar isso em mim, apenas não fazia a menor ideia de como.

E de lá pra cá foi isso que eu tentei fazer me reencontrar, descobrir quem eu sou. Foi assim que eu finalmente aceitei minha bissexualidade, eu sou alguém que gosta de meninos e meninas, não na mesma proporção, eu só vejo um futuro com uma garota ao meu lado, no entanto eu ainda gosto de me envolver com garotos e não há nada errado nisso. Também aceitei minha bipolaridade, é parte de mim, não me define ou me controla, a terapia tem me ajudado a perceber isso, mas é sim parte de quem eu sou.

Mesmo com todos esses avanços ainda existia algo me segurando, uma vozinha no funda da minha cabeça que dizia que eu não deveria ter orgulho, que eu ainda era um desapontamento, que eu ainda estava desperdiçando algo. Tinha essa voz que dizia que eu ainda não era feliz por que eu não merecia ser feliz, ainda faltava algo.

Essa semana que passou pela primeira vez eu me senti feliz, verdadeiramente feliz. Eu me senti como sendo a pessoa que eu deveria ser, senti que estava no lugar que eu deveria estar fazendo o que eu tenho que fazer.

Essa semana eu estive cansada, estressada, na quarta feira eu briguei com o mundo por que parecia tudo dando errado e eu tive todos os motivos pra chorar, gritar e me trancar. E ainda assim, com tudo errado que aconteceu, eu me sentia confortável na minha própria pele, eu me sentia bem.

Eu acho que é isso que significa ser feliz. Ser feliz não é estar tudo dando certo, ver a vida cor de rosa, achar que tudo é lindo e a vida é perfeita. Acho que ser feliz é você ser capaz de reconhecer que está sendo a pessoa que quis ser, fazendo aquilo que você quer fazer.

Não consigo recordar a ultima vez que me senti assim, acho que eu sempre tive um desconforto em ser eu mesma. Não sei dizer se a terapia que está surtindo efeito, se é um lance de auto aceitação ou se é a uma questão de realização pessoal-profissional ou se finalmente parei de me preocupar em atingir as expectativas dos outros e comecei a atingir as minhas próprias expectativas. Não sei, apenas acho que no momento, eu estou feliz.

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Livros 2015: Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido // Orange Is The New Black

março 4, 2015 at 11:55 pm (livros) (, , )

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Finalmente terminei os dois primeiros livros de 2015, na realidade eu havia iniciado ambos em 2014. Tenho esse habito de sempre ler dois livros ao mesmo tempo, dizem que isso faz bem a mente e a memória, em todo caso sempre reservo um livro para ler em casa, seja em momentos de tédio ou antes de ir dormir, e outro para levar na bolsa para ler entre aulas ou enquanto espero algum amigo ou consulta ou algo do gênero.

 

Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido.

de: Deb Caletti

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Esse livro eu havia ganhado de um amigo há anos atrás. Deveria lê-lo e escrever uma resenha, o problema é que na época ele se mostrou intragável. A história era lenta, arrastada parecendo não dar em lugar nenhum e de um modo geral chata. Não li mais que 40 páginas.

Ano passado decidi ler os livros que tenho e nunca li começando por ele, tomei meu tempo e finalmente terminei. Sim, o livro é chato e arrastado, o considero fracamente escrito, no entanto ao termina-lo não o considero ruim.

Ele aborda o mito de “garotas amam bad boys” através do romance de verão de Ruby McQueen. Logo no inicio ela conhece Travis, um garoto rico problema dono de uma moto, que é capaz de influencia-la da pior forma. Normalmente os livros romantizam esse tipo de relação, de alguma forma o amor dela vai ser capaz de reabilita-lo e torna-lo um homem melhor, eu odeio profundamente isso. No entanto o livro seguiu um caminho totalmente contrario, a Ruby teve consciência de que aquele garoto era problema e lhe fazia mal e tentou de todas as formas se manter longe dele, teve ajuda da mãe das Rainhas da Caçarola e na reta final as personagens, em sua maioria, discutem todo esse fascínio que garotas tem por bad boys e é dito que ainda hoje para mulheres não é dada a chance de se aventurar, elas ainda são educadas socialmente para se apaixonar e se aventurar é algo deixado aos garotos, no final das contas Ruby nunca se apaixonou pelo Travis, mas por sua moto, pela aventura que ele representava e que não lhe era permitido socialmente por ser mulher.

Isso torna o livro importante, eu apenas queria que a leitura dele fosse mais agradável, por que acho que milhares de garotas precisam ler sobre isso e entender que amar bad boys não é algo bom e que talvez elas só devessem se permitir se aventurar mais, serem mais sujeito em vez de a mocinha do lado do aventureiro.

 

Orange Is The New Black

De: Piper Kerman

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Esse livro eu ganhei num dos encontros do Café com Séries e reservei ele para ler na rua. Eu gosto de livros leves e casuais, aqueles que eu posso ler 5, 10 páginas ou até um capitulo de cada vez e passar semanas sem pegar que não vou sentir confusa tendo que lembrar mil coisas ou sem ficar com aquela ansiedade de saber o que vem depois. E esse livro é perfeito para isso.

Esse é o livro que deu origem a série do Netflix, no entanto não vá esperando que ele seja igual ao que se vê na série, as duas obras não poderiam ser mais diferentes. A série foca muito naquelas milhares de mulheres encarceradas e nas suas historias, o livro é sobre a Piper, sobre a vida que ela teve na cadeia, sobre as relações que ela construiu dentro da prisão e com as pessoas de fora enquanto presa.

Eu adorei o livro, ele é leve e você consegue ter uma dimensão de como é a vida de presa, o ponto alto mesmo é perceber as relações entre as presas, o quanto elas são importantes uma para outras e sem aquele senso de comunidade talvez fosse impossível sair sã daquela situação. O livro explora um lado que é pouquíssimo explorado na série, porém a série é mais completa e complexa, mas nem por isso o livro é ruim, eu até recomendo a leitura para todos fãs e não fãs de Orange Is The New Black.

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