Sobre O Quarterback

outubro 11, 2013 at 7:49 am (aleatorias) (, , )

finn

 

Eu comentei no twitter após ver o episódio de Glee que estava feliz por não precisar escrever sobre esse episódio. Entretanto são 4 da manhã e eu não consigo dormir, minha cabeça está cheia e girando com ideias sobre o que foi dito e sentido no episódio e eu preciso tirar isso do meu sistema de alguma forma.

Finn Hudson era o Quarterback, um péssimo quarterback. Sério mesmo, ele era muito ruim. Eu faço lançamentos melhor do que ele. O primeiro jogo que ele ganhou a frente do time do Mckinley foi por causa do Kurt. Durante a primeira temporada quando foi preciso escolher entre o Glee Club e o Futebol, entre ser um loser e um garoto popular, Finn foi o único que escolheu o futebol. Nem mesmo Puck fez isso.

Finn foi egoísta por muitas vezes quando o assunto era Rachel, ele a amava e deixava de amar como bem entendia. Geralmente ele só voltava a ama-la quando ela se envolvia com outra pessoa, Jesse St.James ou recentemente o Brody. Ele falhou como irmão protetor para o Kurt, foi o único a não se colocar entre Kurt e Karofsky. De forma injustificável ele arrancou publicamente Santana do armário, por medo de perder o posto de estrela implicou gratuitamente com Blaine. Era imaturo, inseguro e na maior parte do tempo ele era um líder ruim para o New Direction.

Finn Hudson foi um personagem com quem eu tive um caso de ódio por um bom tempo. Tenho a impressão que o Glee Club fez muito mais bem para o Finn do que ele para o Glee. Em quatro temporadas da série, Finn na ultima cresceu como poucos, ele se tornou uma versão melhor do Will, teria sido um excelente professor.

Eu nunca fui fã do Cory. Acredito que era o ator de Glee que eu menos me importava. Nem por um segundo eu acreditei no romance dele com Lea, mesmo agora depois da morte de Cory. Minha sincera opinião é que Cory era um amigo muito próximo de Lea devido ao PR que eles mantinham e ela precisa dar continuidade a pose de namorada, ela precisa viver um luto publico sofrido. Não que eu ache que ela não está sofrendo, eu apenas acho que não há diferença alguma na dor que ela sente e a dor que a Naya, Amber, Dianna sentem. A dor dela não me compadece.

Eu iniciei esse texto soando malvada, meio Santana. E eu precisava soar assim, eu precisava deixar claro tudo que eu tanto achei do Finn quanto do Cory. Precisei fazer isso para que vocês sejam capazes te ter uma noção de o quão perdida eu estou por ter sido tomada por esse turbilhão de emoções e não só ao ver o episódio tributo, mas desde a noticia do falecimento dele.

O primeiro artista que eu lembro de ter visto a morte noticiada foi o Renato Russo, depois dele vieram outros e nenhum teve impacto em mim. Mas o Cory teve, eu não chorei com a noticia, eu não sou de chorar.

Agora cada mínima homenagem que ocorria, cada reação de fãs, de elenco, de amigos dele me atingia de um jeito inexplicável. Essa é a primeira morte desde a minha mãe que eu tenho contato. Cada reação, cada frase, cada cena me fazia voltar aquele momento há dois anos e oito meses em que eu recebia a noticia.

Uma parte de mim diz que isso é drama desnecessário, sou eu criando cena, que eu já deveria ter superado, parado de falar, que isso não deveria doer tanto assim. A verdade é que o tempo vai passando e por mais que essa parte de mim não se cale nunca, eu sinto que isso é impossível. Isso é algo que não tem como ser superado, primeiro a gente finge, menti e faz de conta. Coloca uma mascara e vai seguindo a vida, chega um ponto que tudo se mistura e você não faz ideia de onde está a verdade e a mentira. É como se você esquecesse por algum instante e quando você lembra isso dói, mas dói muito mais quando você percebe que esqueceu e que não deveria ter esquecido.

Chegou um ponto do texto que eu já não sei mais nem sobre o que eu estou escrevendo e então é hora de encerrar, eu poderia encerrar de qualquer jeito, mas existe uma frase que eu li no tumblr que é tão honesta e simples e possivelmente é a única que não me recorda em nada minha mãe (ou talvez recorde).

 

“Go tell your idol you love them…because I don’t have mine anymore”.

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Sobre Glee e Bifobia

outubro 8, 2013 at 2:36 am (aleatorias)

dantana

 

Eu não poderia estar mais empolgada com a participação de Demi Lovato em Glee. Sou notoriamente uma grande fã da Demi, tenho uma tatuagem no meu pulso inspirada nela. Fiz a tatuagem por mil razões pessoas e não apenas por ser inspirada nela, mas isso não vem ao caso. Sou fã da Lovato e por mais que seja uma fã Brittana, Dantana, shipname do casal formado por Demi e Santana em Glee, me conquistou e eu torço pelo romance das duas.

Entretanto existe um discurso que tem sido propagado tanto na série quanto por pessoas da imprensa, fãs e internet em geral que tem me irritado profundamente. Com esse novo interesse amoroso surgiu o clássico debate sobre quem é melhor pra Santana, Brittany ou Dani, nome da personagem da Demi.

Comparar as duas histórias beira o ridículo, não se mede amor. Brittany foi e sempre vai ser uma peça fundamental na historia da Santana, na construção de quem ela é. Atualmente ela se encontra em um relacionamento com a Dani, o que pode vir dai só os roteiristas de Glee podem saber.

O que tem me irritado é que a base do argumento de quem defende Dantana é que Danié lésbica, enquanto Brittany é bissexual, logo Britany nunca esteve completamente comprometida com Santana, uma parte sempre esteve fora do relacionamento.

Basicamente vem sendo repetido que a bissexualidade traz um a insegurança natural a qualquer relacionamento. Como se bissexuais fossem incapazes de se comprometer ou se manter fieis. O nome disso é bifobia.

Brittany é errada por ser bi. Isso é uma estupidez sem tamanho. Eu sou bissexual e sou a pessoa mais monogâmica que conheço. Bissexualidade significa sentir atração física e emocional por ambos os sexos. Não quer dizer que eu vou querer agarrar todo e qualquer ser humano que passar pela minha frente. Tão pouco significa que estando em um relacionamento monogâmico eu vá sentir falta de me envolver com alguém do sexo oposto ao da pessoa com quem eu me relaciono.

A falta que eu vou sentir de me envolver com outras pessoas é igual ao que qualquer hétero, qualquer gay ou qualquer lésbica sente em um relacionamento monogâmico. Isso não tem nenhuma relação com a sexualidade da pessoa, algumas pessoas simplesmente não nasceram pra monogamia e isso não tem nenhuma relação se a pessoa é hetero, bi, gay, lésbica. É bicicleta e melancia, um não influencia no outro.

Dani atualmente é melhor para Santana por que ambas vivem na mesma cidade, enquanto Brittany está na MIT. Dani é completamente segura de si, não tem medo de correr atrás do que quer, é charmosa, encantadora. Pela primeira vez as pernas de Santana tremer, alguém chegou e sem precisar falar nada tomou o controle da situação.

Santana é tem uma personalidade forte e nesse momento ela encontrou alguém igualmente forte. Essas características podem ser encontradas em garotas lésbicas ou bissexuais. Sexualidade não influencia na personalidade de ninguém, influencia no gênero com quem a pessoa se envolve.

Parem de usar sexualidade como desculpa ou justificativa capenga para algo. “Ai, não quero me envolver com ela por que é bissexual, eu nunca vou estar confortável, segura na relação”. O problema de insegurança é seu, não tem nada a ver com a sexualidade de ninguém, é um problema que você vai resolver na terapia. Não querer se envolver com alguém que é bissexual é preconceito sim, é bifobia e não é nada legal.

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