Retrospectiva 2011: 5 melhores clipes

dezembro 19, 2011 at 8:35 am (musicas e afins, Opinião, Top)

Resolvi que faria uma retrospectiva de tudo que eu gostei esse ano. Aquilo que me marcou, aquilo que eu gostei. Não tenho pretensão alguma de bancar a crítica renomada ou conceitual, apenas dizer aqui que eu gostei e os motivos disso. As postagens que iram seguir aqui no Blog são inteiramente pessoais e totalmente parciais

5 melhores clipes

Mafalda Morfina – Café-com-leite

Conheci Mafalda Morfina em outubro de 2005 num show da banda no Ceara Music. Gostei do jeito diferente do som da banda e acabei acompanhando os shows que eles faziam por aqui. Café-com-leite eu não lembro se ouvi numa calourada nos meus tempos de estadual ou numa ida ao Acervo, sei que desde que ouvi se tornou uma das minhas música favoritas (senão a favorita) da banda.
Quando soube que sairia o clipe em outubro fiquei bem empolgada e mais empolgada ainda ao ver o resultado do trabalho. O ruído usado no filme para gravar, o tipo de luz suave e meio lúdica são dois pontos que eu amo. E amo a simplicidade dele também, Mafalda tem essa característica, é simples e é o que eu mais gosto na banda. É um clipe fofo para uma música fofa.

Kenny Chesney – You and tequila

You and Tequila é um clipe e uma música premiadíssima. Kenny Chesney até ganhou CMT Artist of the Year. É um cantor country incrível mesmo. Tenho um caso com o country já tem algum tempo e esse ano cresceu bastante. Acho que a country song é o tipo de música que fala com o coração, é mais sincera, orgânica por assim dizer.
You and Tequila possui um refrão forte e o clipe uma delicia, provavelmente o melhor dessa lista. Mais uma vez ele tem uma imagem granulada, o ruído do filme, que eu adoro e acho charmosíssimo. E existe uma brincadeira com a luz ambiente no vídeo que é encantadora, os takes feitos no bar quando eles tomam tequila também são interessantes, é um olhar que sai um pouco do obvio. Um clipe realmente incrível de se ver.

Taylor Swift – Ours

Taylor é uma queridinha minha, tem sido minha cantora country favorita há algum tempo. Adoro a sinceridade de suas músicas, Ours quando saiu o álbum Speak Now me atraiu a atenção fácil e fiquei feliz que tenha sido escolhido como single.
Esse clipe nem possui o granulado como os outros dois anteriores, mas tem uma dupla fotografia que eu achei encantadora. Enquanto Tay está no trabalho é tudo muito pastel, muito bege e sem graça, mas as memorias e o momento em que ela vai ao encontro do par romântico isso muda, ganha um colorido suave, que assim como a música dela me lembra contos de fadas

Lady Antebellum – Just a Kiss

Outra música country. Just a Kiss eu acho que é a canção mais romântica, fofa e doce que eu já ouvi. Dica, se alguém dedicar ou lhe der essa música, é amor e ponto final.
Por isso me irrita um pouco que o clipe seja um gigantesco comercial, no entanto ainda mantem um caráter doce que faz estar presente aqui. Gosto desse roteiro ao reverso do vídeo, onde só vemos os protagonistas se conhecendo no final e é quando notamos que isso foi um amor de passagem. Aqui também há uma brincadeira com a luz como no clipe de You and Tequila, não é tão incrível como no vídeo anterior, mas é muito bom. Ajuda a dar o clima da música.

 

Joyce Jonathan – Tant Pis

Joyce Jonathan é uma cantora francesa que eu conheci recentemente, não tem nem um mês. Fiquei encantada com a voz dela, é o tipo de voz que você ouve e não consegui se sentir mal enquanto escuta, é meio que um abraço caloroso.
Esse clipe achei fantástico, tem como todos os outros uma fotografia suave, uma luz agradável e nada brusco ou estourado. O roteiro brinca com o surreal e assim como Just a Kiss é feito no reverso, vamos vendo o casal rejuvenescendo no decorrer da canção. Um mimo por dizer. E o clima de outono me encanta, não sei explicar, mas sempre que penso na França imagino o país no outono.

 

 

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Sobre ganhos e perdas

dezembro 7, 2011 at 2:03 am (aleatorias)

Every stoplight I didn’t make
Every chance I did or I didn’t take
All the nights I went too far
All the girls that broke my heart
All the doors that I had to close
All the things I knew but I didn’t know
Thank God for all I missed
Cause it led me here to this

2009 foi um ano de ruptura para mim. Durante muito tempo achei que aquilo foi o fim do poço, de fato foi um dos meus piores momentos. Por inúmeras vezes cheguei a pensar em desistir e acabar com minha vida, mas nunca gostei de desistir de nada e não estava preparada para fazer isso.
Tive uma crise depressiva profunda, de brigar com meus melhores amigos, afastar qualquer pessoa que tentasse se aproximar de mim, passei meses sem sair do meu quarto e dias sem levantar da minha cama. O único ponto que me fez não perder a cabeça por completo foi às séries que eu passei a ver de forma mais intensa do que via antes. E tenho uma mente naturalmente inquieta, comecei a pesquisar mais esse universo, fui ler sites especializados, atrás de nomes de atores, roteiristas, showrunners e tudo que poderia envolver esse ramo.
E nesse caminho eu acabei me encontrando, encontrando outros onde eu reconhecia aquela semelhança que faltava no meu dia-a-dia. Fui redescobrindo o gosto por escrever que eu havia abandonado ao ingressar no curso de Química. Voltei a buscar novidades no mundo musical, no cinema, no teatro, enfim nas artes que sempre foram tão presentes na minha vida e que havia deixado de lado pra me dedicar à ciência.
E até bem pouco tempo eu ficava me culpando por ter me deixado levar, aos dezesseis anos eu havia dito que queria cursar Publicidade e Propaganda, curso que iniciei esse ano, no entanto me deixei levar por mil fatores externos e acabei sendo professora de Química. E não é que não ame química, tenho ascendente em gêmeos que me faz querer ter domínio e amar uma infinidade de coisas dispares, mas não é por amar algo que faz disso certo para mim.
Química não era o meu nicho, eu trabalho com o intuitivo, com o criativo, com o sensível mesmo com toda a minha brutalidade natural. E eu tentei me enquadrar numa padrão social que não me cabe, eu não sou o que a sociedade espera que eu seja em nenhum sentido. Não sou uma formula pré-definida. Eu discuto futebol americano e maquiagem com a mesma propriedade e fascínio. Eu escuto do heavy metal ao country passando pelo pop teen norte-americano com praticamente o mesmo amor.
E ao perceber isso, novamente eu voltei a me culpar por ter tentado me encaixar nos padrões. Passei a constantemente me culpar e criar sentimentos de raiva por cada erro que havia cometido e como isso poderia ter me atrasado de um objetivo que poderia (ou não) já ter sido conquistado.
Até que numa dessas estreias de fall season, mais precisamente Hart of Dixie, eu me peguei fascinada por uma música da trilha sonora do episódio piloto. A canção me atraiu imediatamente, descobri ser de um cantor country, Darius Rucker. A música se chama This e o refrão dela foi o que iniciou esse texto, ela trata de como cada escolha, detalhe que deu certo ou errado na sua vida a ter o que você tem, a ser quem você é. E isso entrou na minha mente e por meses tenho processado essa ideia.
Não estou falando que cada vez que algo dá errado ou não sai como eu quero agora eu aceito de bom grado com um sorriso no rosto. Não, pelo contrario, eu grito, fico com raiva, jogo cadeira e quebro meu quarto e antes isso fosse no sentido metafórico, mas é real, já destruí meu quarto por completo e não tem muito tempo.
O que eu quero dizer é que estou caminhando e como um bebê que aprende a dar os primeiros passos ou um garotinho aprendendo a andar de bicicleta sem rodinhas, eu vou cair e ralar meus joelhos, vou chorar e dizer que não quero mais saber disso, que quero desistir e fazer birra. Mas no final das contas eu tento de novo e uma hora, quando for para ser, eu vou acertar e vou me encontrar. Seja amorosamente, profissionalmente ou qualquer outro mente que você que me lê ache relevante.
Acredito que o passo mais importante era esse. Não me sentir culpada por cada passo errado, por cada decisão que agora me soa estupida. Eu não tenho ideia do que fazer, estou na intuição e ela é tão míope quanto eu, é tentativa e erro, porém é isso continuar tentando. Vou chorar, gritar e jogar cadeiras, é preciso extravasar essa raiva, não faz bem guarda, no entanto vamos de novo.

P.S.: E para quem não entendeu, o titulo desse blog desde o inicio quando era a ideia de um livro que escrevia é sobre isso, sobre os caminhos e escolhas. Os ganhos e perdas que nos levam a ser quem somos.

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