Sobre expectativas e realidades

novembro 29, 2011 at 2:31 pm (aleatorias)

I’m a dreamer. Sou mesmo e tenho orgulho de ser, gosto de viver achando que um dia vou ganhar dinheiro fotografando diversas campanhas e que irei puder montar minha própria produtora. Que vou escrever roteiros para séries, publicarei meus livros, serei a editora dos livros da Karol, a empresaria da carreira da Mei.
Gosto de imaginar que um dia vou encontrar alguém e que essa pessoa não vai ser perfeita e que nosso relacionamento não vai ser fácil, porém vai ser algo pelo qual vale a pena se arriscar. Que vamos fazer da certo, mesmo com minha fobia de relacionamento e a mania de sabotar todas as minhas relações. Que esse alguém vai ter alguns gostos comuns comigo, que poderemos gastar uma sexta fazendo maratona de série e comendo pizza com cerveja na cama, mas que quando der vontade vai topar sair pra dançar e só voltar às 8 da manhã. Gosto de sonhar que vou encontrar alguém que não vai ter problema com essas minhas amizades exageradamente carinhosas, que vai estar feliz de passar uma tarde de domingo deitados no chão do quarto aproveitando uma coleção de vinis.
Sempre sonhei, é algo do qual eu preciso. Rachel Berry e Sininho precisam de aplausos para viver, eu preciso dos sonhos. Sem os sonhos a vida seria em preto e branco e vamos ser francos, tudo em preto e branco seria muito chato. Vocês seriam capazes de viver sem o roxo ou o vermelho? Eu tenho certeza que não.
Eu sempre sonhei, sonhos diferentes, tudo começou quando eu tinha um ou dois anos e quando alguém me perguntava o que eu queria eu respondia que queria morar sozinha. Eu sei, eu era uma criança para frente. Quando se é criança você imagina que morar sozinho é a coisa mais legal do planeta, que vai poder dormi tarde e ver todos os desenhos do mundo e viver de chocolate e bolo.
Então quando você chega a adolescência e quer mais ainda morar sozinho você acha que vai ser independente, poder fazer o que quiser. Viver de pizza e qualquer bebida alcoólica, que vai ser algo do tipo party everyday.
Só que esquecem de avisar alguns detalhes pra gente. Que nosso fígado não vai aguentar festa todo dia, mesmo assim o fígado aguenta bem mais do que o nosso bolso e depois de todas as festas, bebedeiras e afins quem vai ter que limpar a casa somos nós. Não tem nenhuma fada madrinha que faz a casa inteira aparecer arrumada, bem, na verdade tem, mas você não vai ter dinheiro pra pagar a fada. Você tem contas pra pagar, tem que arrumar algum emprego e ainda vai tentar conciliar isso com os estudos. É um estagio de desespero absoluto.
Antes isso tudo tivesse sido uma escolha minha, antes eu tivesse colo de mãe pra poder voltar. Aqui estou eu, sozinha, all by myself tendo que cuidar de mim, da casa e do irmão mais novo. Me virando em mil e surtando a cada dois minutos, brincar de casinha não é legal, eu já não gostava quando era criança. Mas o que se pode fazer, o jeito é continuar tentando já que o banheiro não vai se lavar sozinho e ninguém vai colocar o almoço na mesa.

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Sobre o que eu quero

novembro 3, 2011 at 11:58 pm (aleatorias)

Eu tenho 22 anos e estou no meu segundo curso acadêmico. O primeiro eu larguei na metade, não por falta de amor, eu de fato gosto muito de química. Mas como eu disse a uma amiga outro dia, não é por que eu gosto de algo que eu preciso ficar com isso pelo resto da minha vida.

Eu amo química, amo meus alunos. Mas odiava aquele curso, aquele ambiente. Era um local onde eu não me sentia eu mesma, eu não me encaixava. Então fiz uma escolha e não me arrependo.

Passei um ano, dois tentando me encontrar. No meio disso acabei caindo na publicidade. Esse curso nunca foi uma certeza, sempre fiquei em dúvida entre publicidade ou jornalismo, brinco falando que faço comunicação social. Minha mãe falava que eu não aguentaria um semestre completo no curso.

Estou finalizando, de forma bem errada, eu reconheço, o segundo. E sabe quando a dúvida continua na cabeça?

Sabe aquela visão absurdamente romântica que algumas pessoas tem sobre o amor, de que você um dia vai conhecer alguém, olhar nos olhos dessa pessoa e o mundo vai parar, sonos vão tocar, o universo se alinhar e você terá a certeza de que ela é a pessoa para ficar com você o resto da vida e nunca mais vai querer ninguém? Eu tenho isso com a minha carreira profissional.

Eu quero algo que eu tenha certeza que é isso. Que não me dê dúvidas, ou receios. Eu quero algo pelo qual valha a pena arriscar tudo. Às vezes parece que é publicidade, as vezes eu me vejo mais para o lado do jornalismo, tem dias que eu penso até no áudio visual. Na maior parte do tempo, eu não penso em nada disso, eu penso só em fugir, sumir do mapa, ir embora dessa cidade.

Recentemente eu quero algo que me permita manter essa rotina desregulada que eu tenho. De ir dormi às 10 da manhã, acorda às 14 horas. Não pensar muito com o que e se eu vou estar me alimentando, puder chamar os amigos para passar a noite vendo musicais e bebendo cerveja e vodca.

O fato é que eu gosto de passar os dias roupa de baixo e uma camiseta, revirando o mundo virtual atrás de informações para um texto do qual eu vou me orgulhar de ver online, gosto de discutir o roteiro de uma novela adolescente, reconhecer referencias em séries, sair de casa apenas para ir estúdio auxiliar numa sessão fotográfica.

Eu sei muito bem do que gosto, no entanto eu já não tenho tanta certeza assim daquilo que eu quero.

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