Sobre um beijo

julho 29, 2011 at 7:13 pm (aleatorias)

Me beije, não faça perguntas, nem questione nada. Apenas me beije. Esqueça os problemas, as confusões, os outros e me beije. Não queira saber dos meus sentimentos e nem dos seus, não se preocupe se daremos certo ou mesmo se estaremos vivos daqui a 20 minutos. Apenas quero que você me beije.

Não é um pedido absurdo ou mirabolante, é um pedido simples, um beijo. Apenas um beijo. É um desejo escondido, contido em nossos olhares, em meias verdades e palavras inteiras.

Não quero saber de passado, presente, futuro ou qualquer outra conjugação verbal irrelevante. Quero a instantaneidade do pra sempre que dura o teu beijo. Nem mais e nem menos.

Não foi uma proposta de casamento ou um pedido de namoro, nem mesmo é uma declaração amorosa exagerada. Eu simplesmente lhe pedi um beijo, simples, desse jeito torto e sem jeito que só eu tenho com você.

Eu lhe pedi um beijo no silêncio do meu olhar e já deixo o aviso que pedirei de novo e de novo e de novo. E não me importa se serei atendida ou mesmo compreendida, não vou mudar meu pedido nem meu jeito de pedi-lo.

Não questionarei sua vida ou mesmo a minha, não alterarei a rotina ou a continuidade de nada. Estou falando, isso é apenas um beijo com toda intensidade, magnetismo e importância que um beijo deve ter, mas é apenas isso. Um puro beijo.

Então vamos, já me fiz compreender o bastante. Não farei perguntas, pois sei que não me dará respostas, não vou me impor a você de forma brusca. Ficarei aqui no meu lugar, quieta como quem não exige nada demais fazendo o pedido. Agora é sua vez, me beije!

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Sobre alguém especial

julho 22, 2011 at 2:40 pm (aleatorias)

Dessas amizades que surgem sem entendermos direito…

Ele, bem, ele era um garoto curioso por descobrir quem tão era essa menina que comentava em tudo que ele escrevia. Eu, eu era quem comentava. Follow, tweet e o tempo foi passando.

A gente conhece as pessoas com o tempo eu acredito, mas de imediato pode-se dizer se gosta ou desgosta. É uma química que precisa ocorrer, podemos ser idênticos e não nos suporta ou completamente diferentes e adorar.

Ele não é nada parecido comigo. Sem aqueles textos e aquele BLOG nunca nos esbarraríamos. Somos de cidades diferentes, idades diferentes, gosto e num geral ambientes diferentes. E ainda assim, sem exigências, sem motivos, sem nada sempre nutri um carinho enorme por ele.

Ele foi o começo de uma historia já contada aqui, ele foi o primeiro… Dizem por ai que o primeiro é sempre especial. Acredito já ter dito isso para ele, mas algumas coisas nunca é demais repeti-las e ele ainda é leonino genuíno, adora essa atenção e massagens de ego.

Fico sem palavras para dizer o que sinto ou o quão especial esse garoto é para mim. Melhor encerrar por aqui, a mensagem, acredito, já tenha sido compreendida. Oh, ia esquecendo, parabéns e felicidades nesse aniversario e em todos os outros também.

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Sobre o que eu penso do amor

julho 21, 2011 at 1:00 am (aleatorias)

E alguém me explica essa complicação de vida amorosa. Tirando umas raras exceções, ou os meus amigos são eternos solteiros que deixaram de acreditar no amor ou são seres comprometidos que tem uma vida amorosa ainda mais complicada do que a que tinham na solteirice.

Eu sou solteira por natureza, tenho certa fobia do comprometimento. Mas nem de longe sou aquelas pegadoras incorrigíveis. Muito pelo contrário, sou uma pessoa essencialmente fiel. Mas também sou muito pratica e objetiva, sei muito bem diferenciar o ser do não ser, o querer do não querer, a necessidade da vontade.

Voltando a essa bagunça que o universo gosta de chamar de amor. Ele é tão complicado quanto pintamos via twitter ou tumblr? Tem algumas vezes que sinto como se não houvesse mais jeito.

Meus amigos sempre vêm me contar uma ou outra peripécia amorosa e pedir conselhos. Atitude essa que eu nunca entendi, já que eu não sou a pessoa mais experiente na área, namorei muito pouco e nada sério. E o que eu mais digo é: Por que você não fala isso pra ele ou ela ou eles (modernidades dá vida complicando).

As pessoas tem medo de dizer o que sentem ou pensam deus sabe por que? Minto todo mundo sabe. Alguém colocou na cabeça do ser humano que só podemos ter sentimento por outro ou assumi-los em voz alta (ou digitar, postar, twittar e afins) se ele for correspondido.

Não! Sentimento é uma coisa nossa, é parte de quem somos. Não falar, é esconder, é como se ter vergonha de quem se é. Eu amo quem eu amo, eu gosto de quem eu gosto e eu dito tudo de pronto imediato. Dá merda, eu sei, mas eu não fico com aquele aperto no peito, aquele no na garganta, aquele desespero de quem não sabe o que fazer.

Gosto, quando gosto é de verdade e é algo que fica comigo. Guardo dentro de mim todas as lembranças, todos os sentimentos, às vezes eles doem um pouco, como uma velha cicatriz que sangra sem perceber e nos dá uma pontada inesperada.

Mas todas as cicatrizes são importantes, são conquistas que obtemos, melhorias que tivemos. Sem aquele idiota que partiu nosso coração aos 15 anos será que teríamos a mesma consciência de quão incrível nos tornamos? Ou se aquele namoro infantil dos 20 anos não acabasse será que teríamos tanto amadurecimento?

Alguns amores dão certo, outros dão errado. Viver junto é complicado, mas viver só também. Não falar nada me parece um erro, é assumir que não há nada que se possa fazer, é entrar numa batalha já vencida. Eu digo logo o que quero e o que deixo de querer.

Não estou dizendo que tenho a vida amorosa mais fácil, feliz e reconfortante. Pois não tenho, alguns momentos me fazem crer que tenho a mais complicada de todas. Entretanto, eu não me desespero, “Levo a vida devagar pra não faltar amor”.

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Sobre everthing

julho 16, 2011 at 11:36 pm (Uncategorized)

Tenho estado confusa e perdida mais do que o normal. Reconheço que minha natureza é uma sucessividade de indefinições. E é bonito quando se diz ou escreve isso, mas é particularmente complicado o sê-lo.

Acho que de algum modo me escondia de mim mesma na imagem de minha mãe. Parando para pensar com calma talvez eu a usasse como desculpa. A suposta ideia de não querer decepciona-la e tentar ser a filha perfeita com quem ela sempre sonhou.

O que é bem contraditório, afinal, eu amo a imperfeição de tudo. Sou bem apegada aos meus defeitos. Retornando a ideia anterior. Eu não me percebia, eu não explorava aquilo que eu poderia ser ou querer.

Faço publicidade e propaganda agora. E amo fazer esse curso. Amo a ideia de trabalhar com fotografia. Amo a ideia de vir a trabalhar com TV ou cinema. E de fato sempre amei isso, mas eu guardei essas ideias por tanto tempo em um baú no fundo da memória tentando buscar alternativas socialmente aceitáveis.

Tenho ouvindo muito mais música ultimamente. Das mais diversas. Janis Joplin, The Doors, The Beatles, Legião Urbana, Maria Gadú, The Glee Cast, David Bowie, Kid Abelha, Engenheiros do Hawaii, Muse, Demi Lovato e outro zilhão de artistas que de algum modo considero geniais e que falam por mim.

Tenho lido muito também. Tenho lido bastante Fernando Pessoa e todos os heterônimos, tenho lido diversos livros comprados e guardados aqui em minhas estantes. Tenho visto muitos filmes, muitos filmes. Alguns tocantes. Muitos filmes novos que me emocionam e me fazem pensar e muitos filmes antigos que eu sempre amei e sempre irei rever.

Como se espera de mim tenho visto bastantes séries, algumas que nunca vi tanto antigas quanto novas produções. E tenho me apegado a uma ou outra, a um personagem ou outro, uma fala solta. Tenho revisto muitos episódios, aqueles que eu sei as falas decoradas, que tenho uma ideia da sensação que vão me deixar e de como vão me fazer pensar a cerca de mim mesma.

Tenho tentado me encontrar dentro de meus gostos. Tentando perceber tudo aquilo que eu um dia deixei passar sem perceber.

Disse que tenho ouvido muito Legião Urbana, Renato sempre pareceu falar diretamente comigo.

“Quero me encontrar Mas não sei onde estou”.

Tenho gostado de uma infinidade de citações, em musicas, em livros, em blog alheio.

Relendo meu velho livro de literatura do ensino médio, achei um poeta modernista português que me encantou em seu poema. O poema é grande, mas recomendo que todos o leiam. Dispersão, de Massaud Moisés. Um trecho do poema:

 

Perdi-me dentro de mim

Por que eu era labirinto

E hoje, quando me sinto,

É com saudade de mim.

 

Como disse, tenho me sentido mais perdida de que o habitual. Talvez esse seja um preço a ser pago quando se é finalmente sincera consigo mesma.

Confesso que toda essa coisa de ser sincera comigo me assusta um pouco. Não pelas coisas que tem acontecido, meu medo é que me reduzam a algo a qual eu não estou reduzida.

Não quero ser definida por quem beijo ou deixo de beijar. Para onde saiu e com quem saiu. O que ouço, leio, vejo ou visto. Não quero ser delimitada, definida, rotulada, explicada.

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