Sobre To the future!

maio 22, 2011 at 10:40 pm (Opinião)



Formatura de High School é sempre um episódio interessante. Faz-nos pensar, relembrar ou idealizar. Lembro bem da época da minha formatura, do sentimento de “Então Próximo Ano Eu Sou Gente Grande e Agora?!”. Lembro do momento de ansiedade, nervosismo, saudosismo dos colegas, dos professores, das aulas e de toda loucura que estava ficando.

Formatura é um daqueles momentos na vida que você sabe que as coisas vão mudar, mesmo que seja pouco quase imperceptível quando se está vivendo essa mudança, porém muda.  E é isso. 90210 está mudando, passando da fase de High School para a universidade. Saindo das mãos de Rebecca Sinclair.

Nossos personagens vieram amadurecendo ao longo desses 3 anos de forma incríveis, alguns mais do que outros, mas todos tiveram suas mudanças.

Lembro de Adrianna quando ela não era nada além da garota com corte de cabelo a lá Cleópatra amiga da Naomi e viciada em drogas. Ela se recuperou, engatou um namoro com Navid, ficou gravida, deu bebê, perdeu o Navid, namorou uma garota, namorou um popstar, reatou com o Navid. Muito drama para uma garota só é bem verdade, mas até ali eu e a maioria dos fãs gostávamos dela.

Lembro bem de uma frase dela do segundo ano da série. Onde ela falava que ser viciado é agir de forma autodestrutiva, não apenas com drogas, mas com tudo. Ela não conseguia aceitar a própria felicidade e de forma inconsciente se sabotava. Foi bem isso que aconteceu, a garota perdeu o namorado por conta de suas atitudes. Silver e Navid não eram as pessoas mais certas nessa situação, no entanto nada. NADA justifica o que ela fez.

Mexer com a cabeça de uma amiga de infância e ainda agir como quem não fez nada, achar que está tudo bem agora é ir longe demais. E se alguém tinha alguma duvida da bagunça que era a mente dela, a aparição de Javier encerra a discussão. Não estamos em uma série sobrenatural, rever ex morto aqui é sinal de loucura, esquizofrenia ou algo similar.

Havia me perguntando diversas vezes como iriam fazer para desmascarar Ade. E reconheço que achei meio forçado, porém não havia muito o que se fazer com a situação em si. Ainda assim foi um impacto ver a reação ou melhor, a falta de reação do grupo ao perceber o que havia acontecido. Era um ressentimento, uma descrença. Tudo se resumiu as palavras de Naomi: “Adriana, está na hora de você ir embora.”.

Já que estamos falando na loira. Como é gostoso perceber a mulher que ela se tornou. Aquela menina fútil, sem noção das primeiras temporadas cresceu. Encontrou alguém que fizesse dela uma pessoa melhor, que acreditasse nela. Quem iria imaginar Naomi Clark desistindo do seu sonho por causa de um nerd, ou dando a festa de casamento para Ivy. Nossa It girl cresceu, se tornou uma mulher, aprendeu a fazer escolhas, defender aquilo que acreditar ser certo e a cuidar dos amigos.

Max chegou agora, ganhou um destaque enorme. Na verdade é um personagem fácil de se gostar quando está com Naomi, mas é isso. Ele é um personagem feito para Naomi, não existe espaço para ele sozinho. Já esperava que ele fosse assumir a culpa, que de fato é dele. E sabia que isso seria a razão do casal Maxomi se separar.

Silver e Navid depois de tudo ter sido revelado parecem ter se acertado. O casal ao que tudo indica entra a quarta temporada bem, estável e junto. Não era o que eu imaginava e fico extremamente feliz por isso. Eles dois se merecem, gosto de vê-los juntos e felizes.

Ainda falando em casais. Annie&Liam me pegaram de surpresa, eles não tinham drama algum. Na verdade Liam tem sido a belíssima samambaia dessa segunda metade da temporada. De fato eu nunca esperei que ele fosse ou mesmo tivesse vontade de ir para a faculdade, acho que qualquer um conhece de leve o “bad boy” saberia disso. Logo achei meio exagerado a reação da Annie.

Garoto calado, fechado que arruma emprego em barco pesqueiro. Já vi isso antes em algum lugar. As historias do Liam tem muito #ryanfeelings e talvez eu devesse me incomodar com isso, porém não acontece. Eu gosto dessas releituras de 90210. Principalmente pela Annie não ter exigido que ele ficasse com a desculpa de que ele estava fugindo de algo. Ele precisa se descobrir, se encontrar, algo que ela já fez. A aspirante a atriz pedindo ao Liam que depois que ele encontrasse o que estava procurando fosse a procura dela era o que precisava para o casal me ganhar de vez.

Dixon. Ai está um personagem que eu já amei e já odiei. O garoto da primeira temporada, que soube perceber a Silver desde o primeiro instante, que entendeu a não sem ela pedir por que sabia que ela nunca pediria por isso. Esse eu amava. O idiota que tratou a mesma Silver mal, que fez besteiras, que não soube ser compreensível com a Ivy, esse eu detesto. Então do nada me aparece esse Dixon conversando com a Lauren, mãe da Ivy, com uma maturidade que eu nunca havia visto. Tendo um cuidado com o que a Ivy precisava que ele nunca teve. Inesperado. Mas um inesperado bom.

Raj vai morrer, que gostemos disso ou não. Ivy terá o coração partido quando isso acontecer. E quem sabe esse Dixon legal não possa estar ao lado dela e fazer essa dor se torne algo quase, eu disse quase, tolerável. Quem sabe.

Ade ter aparecido no casamento não me trouxe bom presságio. No instante que a vi no penhasco me desesperei por completo. Sim, falei que ela não deveria fazer parte, disse que ela merecia morrer, mas nunca foi sério. A ideia do suicídio fez minha cabeça explodir. Imaginando os efeitos disso, o quão culpados Navid e Silver se sentiriam, o quanto os outros seriam afetados. Todo aquele luto presente na quarta temporada. Lembrei de como a morte da Marissa afetou OC e não quero isso para 90210.

Tinha a certeza de que Ade pularia, mas ela não pulou. E o que tudo indica, o quarto ano era o seu caminho atrás de redenção. Também será um caminho novo para Naomi, no twist mais inesperado da temporada.

Falei muito do amadurecimento da Sra. Clark, agora gravidez. Isso não me passou pela cabeça em nenhum momento. Maternidade é algo que não combina com ela, mesmo quando Jen deixou o filho exploraram esse lado da loira. E revendo o episódio eu começo a me questionar se realmente ela ficou gravida, acredito que sim. Ela não seria capaz de fazer isso apenas para prender o namorado, mas o que isso pode mudar na vida dela. Ou melhor, como isso vai mudar a vida dela.

Muitas perguntas. Muita coisa nova está por vir. O quarto ano, ano de universidade é o desconhecido. É o futuro que esta chegando e nos resta esperar para saber o que vai acontecer na vida dos moradores do cep mais famoso da TV.

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Sobre sentir

maio 21, 2011 at 9:15 pm (aleatorias)

Curioso perceber como a vida é. Estive pensando na garota que eu fui aos 16 anos, nas coisas que ela fazia, nas músicas que ouvia, nos sonhos que ela tinha. Eu lembrei da garota que era e mais do que isso lembrei de como eu sentia deslocado a imagem daquela garota e da garota que eu me tornei nos anos seguintes. Principalmente ali pelos meus 18, 19 anos.

Mas hoje, eu sinto que sou exatamente a continuidade daquela menina. Engraçado né? A gente muda, desmuda, mexe e revira e acaba sendo quem devíamos ser. Se é que era isso que eu deveria ser mesmo. Não sei, mas pouco importa. Parei de ter essas preocupações de ser.

Assim como aos 16 anos, hoje eu prefiro mil vezes sentir. Não me atenho a detalhes, no fundo esses detalhes são bobagens. Hoje, eu quero que se dane a expectativa do mundo sobre a minha pessoa, quero me sentir feliz agora. Não existe futuro, é uma idealização de alguém que esta atrás de uma desculpa para desperdiçar o agora. O futuro nunca chega e se o passado não tem mais jeito, chorar para que?

Eu quero aproveitar. Beijar quem me dá vontade. Aprender a tocar violão, finalmente estudar fotografia, escrever como já não fazia há tanto tempo, quem sabe até termine um daqueles livros engavetados ou aquela série que planejava. Quero estudar, ver o mundo, conhecer lugares e pessoas. Quero passar noites em claro, beber sobre as estrelas e aquele um monte de bobagem que todo adolescente quer fazer e não pode por que tem os pais controlando.

Talvez eu tenha voltado a ser a menina de 16 anos, sem tirar e nem por. Mentira, algumas coisas mudaram. Aprendi algo com os erros daquela época, pelo menos com alguns deles. Outros eu prefiro repetir, não por gostar de errar, mas por acreditar que o errado não são minhas atitudes, mas sim as respostas dadas a elas.

Tenho me sentido assim. Meio adolescente demais, às vezes é ruim e um pouco desesperador. Outras vezes é gostoso, sabe, poder redescobrir tudo de novo. Talvez seja coisa de fase, talvez seja coisa minha mesmo.

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[Youtube] Artistas e seus duetos

maio 21, 2011 at 6:46 pm (Top)

Já faz algum tempo que eu descobri esses artistas do youtube. São garotos e garotas que gravam cover de músicas que gostam e colocam na rede. Uma ideia bem simples, mas que começou a atrair a atenção de muita gente. Tanto que lá fora rola o DigiTour, turnê apenas com esses artistas.

Eu que gosto dessa coisa diferente, adorei esses cover do youtube. Tenho meus cantores favoritos e acompanho mesmo a carreira deles, tenho escutado mais esses desconhecidos do que muito cara que tem contrato com gravadora. Nesse momento de ocio onde nada funciona, nem mesmo escrever, resolvi dividir com vocês os meus 10 duetos favoritos. Outro dia eu faço um especial de cada um dos participantes aqui. Mas quem quiser ver o canal deles no youtube antes, vale a pena

“Just A Dream” by Nelly – Christina Grimmie & Sam Tsui

“Who Says” by Selena Gomez- Megan Nicole and Tiffany Alvord

“Break your heart” by Taio Cruz – Christina Grimmie & Tiffany Alvord

“Don’t You Wanna Stay” by Jason Aldean ft. Kelly Clarkson –  Jake Coco & Julia Sheer

“Mean” by Taylor Swift – Tiffany Alvord & Jake Coco

 “What The Hell” by Avril Lavigne – Jake Coco & Caitlin Hart

 “Mumford and Sons” by The Cave – Tyler Ward and Megan Nicole

“Born This Way” by Lady Gaga – Tyler Ward ft. Alex G

“Like a G6” by Far East Movement – Tyler Ward and Crew ft. Julia

“Firework” by Katy Perry – Alex Goot ft Tyler Ward

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Sobre Bullying

maio 19, 2011 at 2:48 am (aleatorias)

Bullying é o ato de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, “tiranete” ou “valentão”) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo.

Bullying é uma realidade na nossa sociedade. Tanto se fala disso que virou de certo modo uma piada. Eu mesma sou uma que digo que qualquer coisa é bullying. E eu, mais do que ninguém, deveria saber que se trata de um assunto sério, mas faz parte de quem eu sou fazer piada de tudo.

Sempre sofri bullying. Nunca fui uma criança igual aos demais, eu com seis anos de idade lia livros com mais de 400 páginas por diversão e ouvia Legião Urbana por que EU gostava. Aos 4 anos, sem a menor descendência asiática, iniciei um curso de japonês(infelizmente não pude concluir e hoje não lembro de nada). Enquanto todos os coleguinhas iam dançar pagode nas festinhas da escola, eu preferia sentar e escrever histórias fictícias.  Eu sou escoteira, a única da turma que sabia as falas de star wars, que preferia ver um seriado americano ao desenho do pica-pau. Eu lia sobre filosofia, psicologia, politica quando não tinha o que fazer.

Reconheço, eu era a menina estranha de óculos, sentada com um livro enorme que ninguém mandou ler e ouvindo música que ninguém conhecia. E eu amava e ainda amo ser diferente.

 Odeio a ideia de ser comum, ordinary. Não suporto a mesmice e o comodismo. Eu grito a diferença. Somos únicos, diferentes e exclusivos. Detesto esse mais do mesmo que nos empurram goela a baixo.

Seja isso ou aquilo, faça assim ou assado. Ame fulano ou cicrana. Que se dane as imposições, seja a sua verdade, a sua essência. Curse o que quer que você queira cursa, ama quem quer que você queira amar. E a cima de tudo, seja quem você é.

O Bullying é o medo das pessoas ao ver outros fazendo aquilo que eles não conseguem ter coragem. É o refugio dos covardes que não conseguem se aceitar ou mesmo se respeitar.

Sofri bullying a minha vida inteira e nunca me deixei abater por isso. Nem mesmo hoje quando eu recebi uma carta anônima, aos 22 anos, numa sala de universidade em um curso aberto a diversidade. Você leu certo, recebi uma carta anônima, dessas bem covardes. Onde a pessoa ou grupo não tem coragem de assumir aquilo que diz a quem diz.

Eu não tento ser mais do que ninguém. Saber mais do que ninguém. Luto por aquilo que acredito, mostro sempre quem eu sou sem artifícios. Sou fiel a mim mesma e a minha essência. Falo quando acho que tenho que falar, brigo por aquilo que acredito que deva brigar. Amo quem eu quiser amar. E não vai ser um grupo de desajustados, complexados que vai me tirar isso.

O que mais me irrita, não é como eles me afetam. Já não afetam, criei escudos contra isso, me tornei forte assim. Mas e todos aqueles que ainda são afetados por pessoas assim? Se eu não parar, eles não atacaram só a mim, mas a outros e não sei se esses outros aguentam. Eu de vitima passo a ser cumplice, conivente com algo que não concordo.

Faço brincadeiras com bullying, faço. Porém eu sei que isso é um assunto mais sério do que brincadeiras.

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Sobre personagens

maio 15, 2011 at 5:23 pm (aleatorias)

Adoro séries. Todo mundo sabe disso, me apego a elas com extrema facilidade, mais até do que me apego a pessoas. O engraçado é que para me apegar a uma série ela precisa me fazer sentir algo, precisa rolar uma conexão, uma identificação.

Logico que vejo séries que não me identifico com personagens, mas elas acabam não sendo tão significativas para mim assim.

O maior exemplo disso é minha relação com The OC e OTH. Amo as duas séries, acho OC fantástica, bem feita, personagens amáveis. Porém One Tree Hill tem um lugar especial na minha vida. Lugar esse graças a Peyton.

Peyton Sawyer é a mais defeituosa garota que eu já conheci. Exagerada, dramática, confusa, complicada, marrenta, fechada, carente, indelicada… Adorável, sensível, sonhadora, verdadeira. She’s not a stupid romantic girl. Não é a garota que vai reagir bem a eu te amo. Ela vai fugir, se esconder e quando perceber que perdeu algo importante vai se martirizar e tentar correr atrás do tempo perdido. Então você se pergunta por que gostar de alguém assim? Por que ela faz valer a pena, quando Peyton gosta de alguém é pra valer, não é da boca pra fora. Ela gosta com a alma e se entrega a esse sentimento. Ela vai cruzar milhas para poder vê-lo. Vai fazer declarações explicitas e se meter em confusões, vai sofrer por esse sentimento e em momento algum irá vacilar da certeza que tem.

Peyton é escolhas erradas, é se expor de forma excessiva, é abraçar a solidão, tristeza e o sentimento de se estar perdida. Mas ela continua por que sabe que sentir os sentimentos ruins de forma intensa significa sentir os bons com a mesma intensidade.

Identificação…

Existem diversas identificações, cada um me vê de um jeito, em um personagem. Eu talvez seja esse sincretismo. Talvez eu seja exclusiva para cada um em minha vida. Em quem vocês me vêem?

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Sobre mudar o foco

maio 8, 2011 at 10:53 pm (aleatorias, Top)

Ningué deve estar entendendo nada. Uma vez no zine de alguém muito muito muito especial pra mim, eu li que nós olhamos para fora para não sermos obrigados a olhar para si mesmos. Minha vida está uma confusão. Bem, não minha vida. Eu estou uma confusão maior do que o normal. Me sentindo pessima e fora dos eixos, perdida, chata, uma pessima companhia. Sentindo suadades de pessoas que sairam da minha vida entre outras sensações que tem me tomado.

Então resolvi que não vou falar sobre mim. Vou falar sobre propagandas. Sempre gostei, acho fascinante e algumas me foram marcantes. Então separei algumas campanhas que eu adoro e sempre lembro delas para mostrar a vocês. As primeiras tem textos quem e cativam e me acalmam, tem aquela poesia que eu queria aos 16 anos. Lembram muito o meu eu de 16/17 anos. As outras são mais antigas e são simples recordações de uma infância perdida que eu já quase não me lembro.

Propaganda Nobel:

Rotina – Natura:

Nissan tiida:

Folha de São Paulo:

Parmalat:

Guarana Antartica:

Faber Castell:

http://www.youtube.com/watch?v=hihyZtyXLqA&feature=related

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Sobre meias palavras

maio 6, 2011 at 2:37 am (aleatorias)

“Cansei de me esforça pelas coisas e de ralar e tentar manter a esperança, pois é inútil”

Quando não se acha as palavras originais certas, terceiros dizem por nós.

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