Sobre meu lugar seguro

abril 14, 2011 at 3:17 am (aleatorias)

 

“This is the story of a girl

Who cried a river and drowned the whole world

And while she looks so sad in photographs

I absolutely love her

When she smiles.”

 

“Sei que não sou santa, às vezes vou na cara dura

As vezes ajo com candura pra te conquistar

Mas não sou beata, me criei na rua

E não mudo minha postura só pra te agradar”

 

“Você é tão acostumada

A sempre ter razão

Você é tão articulada

Quando fala não pede atenção

O poder de dominar é tentador

Eu já não sinto nada

Sou todo torpor”

 

“Ser capitã desse mundo

Poder rodar sem fronteiras

Viver um ano em segundos

Não achar sonhos besteira

Me encantar com um livro

Que fale sobre a vaidade

Quando mentir for preciso

Poder falar a verdade”

 

Em algum momento alguém disse que essas letras lembravam a mim ou a um traço meu. Talvez seja um pouco disso tudo, talvez até mesmo mais. Não sei dizer ao certo, mas ganhei essas músicas e tomei-as para mim. Agora fazem parte do meu porto seguro, do meu refúgio quando tudo parece desesperador demais, eles tem me acalmado e ultimamente tem sido bem isso que eu tenho precisado.

E você que tem vindo aqui me ler e tem me visto expor mais do que seria esperado, imaginado e talvez mais do que fizesse sentido tem alguma musica que lhe recorde de mim, que tenha algo a ver comigo… Vamos me dê um pouco mais de calma. Mas só se for sincero.

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Sobre aquele blog

abril 9, 2011 at 5:00 pm (aleatorias)

 

Essa é uma historia longa e eu nem tenho certeza de como aconteceu exatamente.

Lembro que sempre gostei de séries de tv e que acompanhava um site. O problema é que esse site acompanhava a exibição nacional e eu estava acompanhando a exibição americana. Pulando de link em link eu encontrei esse blog.  Era tudo muito bagunçado e fora de eixo, mas eu gostava dos textos, me identificava com aquelas opiniões. Comecei a acompanhar e depois de tanto ler, comecei a comentar.

O blog mudou de layout, ficou super organizado e bem estrutrado. Os textos continuavam me agradando. O que me irritava nos outros sites era que havia uma petulância natural nos textos, petulância que eu não encontrava naquele blog. Era mais aberto, mais amistoso, mais parecido com o meu gosto. Eu percebia que ali escrevia alguém que gostava mesmo de séries.

Num dezembro um certo Autor me mandou um Tweet. Falando que estava me seguindo pra saber que era essa menina que comentava em todos os textos dele. Eu não fazia ideia quem ele era, depois foi descobrir que ele era parte daquele Blog. E descobri outros que eram dali. Agora não era mais um blog, eu agora reconhecia as pessoas por trás de tudo aquilo. Notei  que concordava mais com uns que com outros, que possuía um gosto similar mais com uns que com outros. E nisso meus comentários se tornavam cada vez maiores.

Um dia fiz um comentário grande, grande mesmo e comentei no twitter que esses comentários enormes deviam ser sinal que eu precisava reabrir algum blog meu. Me tuitaram de volta falando que também podia ser sinal para eu entrar para um blog já existente. E foi assim que eu entrei.

Conheci o resto da equipe que eu não conhecia. Fiz amigos, me aproximei de gente. Descobri vontades que eu não tinha certeza se tinha ou não. Hoje esse blog é parte de mim, parte de quem eu sou. Quando me perguntam o que eu faço, eu digo, trabalho bla³ e escrevo pro Blog NaTV.

Hoje aquela equipe sabe mais de mim do que quem mora comigo. A equipe as vezes se preocupa mais comigo que muitos familiares e amigos de infância. Foram eles que me escutaram quando minha mãe faleceu, foram eles que me deram suporte e ainda o fazem. A vida anda uma loucura, mas eu sei que sempre tem um deles pra me escutar.

Faz um ano já que entrei pra essa turma. Um ano louco e cheio de acontecimentos, com alguns arrependimentos e algumas coisas que talvez eu gostasse de mudar, mas definitivamente eles não são um dessas coisas.

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Sobre vinte e dois

abril 7, 2011 at 1:36 pm (aleatorias)

 

Quando eu tinha 12 anos achava que aos 18 teria toda minha independência. Um apartamento só meu e a liberdade de ir e fazer o que bem entendesse sem dar satisfações a ninguém.

Aos 16 anos, acreditava que com 20 anos estaria quase concluindo a faculdade, que teria todas as respostas do mundo, uma vida estável e realização profissional.

Hoje estou fazendo 22.  E sendo sincera com vocês, eu estou me sentindo uma garota de 16 anos completamente perdida. Logico que existem coisas que hoje eu sei que nunca me passaram pela cabeça aos 16 anos. O fato o é que não tenho resposta alguma, ainda estou descobrindo o mundo e descobrindo a mim mesma. Erro com todo direito de erra-lo e ninguém pode me dar sermão por fazer alguma besteira.

Vou falar mais do que devo, vou arrumar briga, vou trabalhar demais, cometer alguns excessos, vou estudar de menos. Vou achar que posso abarcar o mundo com a mãos e no final do semestre descobrir que não consegui fazer nem metade do que queria e me desesperar achando que vai ser o fim do mundo. O mundo não vai acabar e eu vou aprender um pouco mais.

Um dia vou deixar um emprego agradável onde todos me querem bem por um trabalho irritante com um chefe pegando no meu pé. Vou ter que estudar com pessoas que não suporto, aguentar terceiros falando de mim sem nem mesmo lembrar como se escreve meu nome corretamente. Vou partir algum coração no meio do caminho e talvez nem note isso. E com toda certeza notarei quando partirem o meu.

Tenho 22 anos e um mundo pela frente. Estou recomeçando e me redescobrindo. Sou orgulhosa dos meus defeitos e das minhas qualidades. Sou dona dos papos mais surreais do msn segundo alguns, sou imprudente na vida e responsável no trabalho, sou aquela aluna chata que entrega todos os trabalho e escreve mais que a própria apostila do professor. Sou viciada em séries de tv, sou twitteira compulsiva, sou sincera mais do que deveria, sou blogueira. Faço publicidade, mas dou aula de ciências e matemática. Compro mais livros do que roupas. Sou louca por tequila. Escrevo, leio, escuto. Sou distraída. Sou briguenta, Sou super-protetora. Mega tímida, mas disfarço muito bem.

Sou tanta coisa que ainda não tenho certeza, mas a gente vai aprendendo aos poucos no meio do caminho. Por enquanto eu até estou feliz com esses meus 22 anos de confusão .

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Sobre certa relação

abril 5, 2011 at 1:51 pm (aleatorias)

 

Engraçado certas relações que existem em nossas vidas. Eu sempre tive algo muito peculiar com a música.

Entenda, séries são a minha paixão. Sempre foram, mas a música expressa as partes de mim que eu nunca consegui expressar.

“Sempre vai haver uma canção cantando tudo de mim”

Escutei esse trecho, acredito, que no acústico do Kid Abelha e nada melhor para exemplificar com perfeição essa minha relação com a música do que o trecho de uma música.

A realidade é que não sou boa em expressar a mim mesma. Causo confusões quando se trata de explicar quem sou e o que sinto. Dou falsas impressões pela minha sinceridade exagerada. Uma franqueza incomum. Eu não escondo quando sinto algo, quando penso em alguém, quando sinto vontade ou desejo. Aparento exageros e talvez sejam mesmo. Mas é assim, não existe pouco, pequeno ou simples como adjetivos em minhas historias.

Eu me pego repetindo refrãos ou frases aleatórias de musicas que ganham significado exclusivo para mim. Que me acalentam, que me acalmam, que me expressão. Sem meias verdades, sem falsas suposições. Apenas sinceridade musical.

 

“ I won’t change anything on mi life

I stay myself tonight”

 

“Diga que você me quer

Por que eu te quero também”

 

“’Now I’m standing alone in a crowded room

And we’re not speaking

And I’m dying to know is it killing you like its killing me”

 

Essa é a questão da musicalidade. Algumas pessoas na minha vida ganham álbuns e álbuns de lembranças, músicas dedicadas que só eu sou capaz de compreender. Outros ganham uma frase de efeito. Outras canções não possuem donos, são sentimentos, significativas por si só.

 

“ Can we pretend the airplane on the night sky

Are like shooting star

I can really use wish right now”

 

“I’d catch a grenade for ya (yeah yeah)
Throw my hand on a blade for ya (yeah yeah)
I’d jump in front of a train for ya (yeah yeah)
You know I’d do anything for ya (yeah yeah)
Oh whoa oh
I would go through all this pain
Take a bullet straight through my brain
Yes I would die for you baby
But you won’t do the same”

 

A verdade é que sempre me considerei musicalidade em forma de gente e sempre que me perco recorro à música para me encontrar. Agora não séria diferente. Talvez falta músicas para tanto que vem ocorrendo.

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