Sobre dúvidas

março 29, 2011 at 4:59 am (aleatorias)

Me explica, por favor, como chegamos ao ponto que chegamos.

Eu lembro da amizade construída, da presença, de como tudo aconteceu delicadamente. Eu estava ao seu lado quando precisou, quando se sentiu de lado. Eu engoli sapos, tive brigas por você.

Lembro das nossas promessas, dos nossos pra sempre. Achei que seriamos diferentes. Você me conhecia tão bem, sabia todos os meus segredos, os nomes dos meus medos. Te contei coisas que eu não tinha coragem de falar pra mim mesma. É você tinha esse feito sobre mim, me deixava livre, como se o mundo não tivesse valor. Bem, não tinha mesmo quando estava com você. Eu me alegrava, pois você sempre dizia que eu tinha o mesmo efeito, lembra quando pediu para me engarrafar um pouco, para sempre ter por perto o que te acalmasse. Lembra quando o mundo desabava e você chamava por mim e eu fazia o impossível para te encontrar.

Lembra das nossas tardes roubadas, quando eu chegava sem avisar. Quando eu ia te visitar na faculdade sem ninguém saber com a desculpa de que estava na aula. Lembra aquele dia em que você bateu o carro, já tinhamos nos afastado, mas você me ligou e por alguns instante parecia que nada havia mudado. Te abracei da mesma forma que sempre fazia quando queria te dar colo, você me contou dos seus problemas e pulou quando eu falei que achava ter encontrado um alguém pra mim.

Nunca mais consegui escutar Piano Bar, é tão você. Quem diria, aquela musica que já era dolorosa, hoje parece capaz de me matar nos primeiros acordes. Confesso que All star do Nando Reis tem um efeito bem parecido. Foi culpa tua eu gostar tanto de Nando assim sabia. De Nando e de Leoni.

Eu poderia ficar horas lembrando coisas boas sobre a gente. Eram tantos detalhes, tanta historia boa. Isso é o que me dói mais. Como tudo isso pode ter acabado ter sido deixado para trás, todos os outros que você deixou eu entendo e por certo tempo eu concordei com você em deixa-los. Mudei de ideia quando estive longe de você é bem verdade. Sendo sincera, hoje eu percebo como você me influenciava.

Eu sei, sai por conta própria da sua historia, criei desculpas e justificativas, talvez fosse medo, talvez sentisse que precisava andar sozinha por um tempo. Mas nunca parei de me importa, de me preocupar. Eu tentei de verdade a reaproximação, mas você criou mil barreiras e barreiras que eu já não tinha mais forças para quebrar.

Então eu precisei de ti, só de ti e de mais ninguém. Você iria me entender, havia sentido exatamente o que eu sentia, havia feito àquilo que eu não sabia se teria coragem ou não para seguir em frente. Então você me ignorou, todas as tentativas, todos os pedidos, todos os Oi. Silencio, nem mesmo um Não Fale Mais Comigo você foi capaz de me dar.

Meu mundo esse ano ficou de cabeça pro ar. Você teria enlouquecido com tudo que tem acontecido comigo. Andei pensando em você, muito. Um dia indo para a faculdade jurei que era você na cadeira a minha frente. O que mais me dava certeza disso era que se recusava a me olhar. Estava fixando o olhar na janela. Isso me deu ódio, quase fui lá dizer Oi e esperar você ter um ataque asmático nervoso. Porém consegui me controlar e ao descer tentei ver seu rosto, ter certeza que era você e me espantei. Não era, ou pelo menos, eu não reconheci. O que foi pior, será que eu desaprendi os teus traços, será que já não sei mais o desenho que o teu rosto tem?

Eu podia te descrever de olhos fechados, hoje já nem sei mais o que dizer. Então me explica, por favor, como chegamos a esse ponto?

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Sobre #100factsaboutme

março 27, 2011 at 7:58 pm (aleatorias)

 

Adoro essas correntes em que temos que falar de si mesmo. Acho que o blog em si demonstrou já isso, eu tenho essa necessidade de falar de mim, por mil motivos. Então quando vi o #100factsaboutme do Twitter fiquei morrendo de vontade de fazer. No entanto eu me conheço e sei que não conseguiria fazer 100 postagens, eu iria acabar esquecendo e me perdendo. Por isso, resolvi fazer aqui no blog de uma vez.

Difícil pensar em 100 coisas para falar sobre mim, por que obvio queria algo que poucos soubessem. Mas sou uma pessoa franca e sincera, qualquer pergunta que me fizerem sobre mim, eu respondo com sinceridade e em geral sem rodeios.

Vamos tentar

 

  1. Sou extremamente tímida
  2. O primeiro livro que li, aos seis anos de idade, foi O Pequeno Príncipe
  3. Minha cor favorita é roxo, mas prefiro vestir vermelho
  4. Minha música favorita é Absoluty (Story of a girl) do Nine Days
  5. Um das paredes do meu quarto é vermelha por causa da Peyton de OTH
  6. Tenho o sonho de ser roteirista de séries, provavelmente no gênero teen.
  7. Nunca disse Eu te amo ou mesmo Estou apaixonada por você
  8. Tenho quase fobia a comprometimento amoroso
  9. Max de Dark Angel é o tipo de pessoa que eu sempre quis ser.

10.   Meu primeiro beijo foi na minha festa de 15 anos, não foi planejado por mim e não poderia ter sido melhor.

11.  Tive 3 namoros, mas preferia nunca ter namorado.

12.  Não saiu de casa sem um livro na bolsa

13.  Preciso escutar todo dia pelo menos uma música da Demi Lovato e uma da Taylor Swift

14.  Tive vários apelidos por não suportar ter um nome tão comum

15.  Angel é a diminuição de Angelina Johnson, uma personagem de Harry Potter. Com o tempo acabou ganhando outro sentido, mas começou com HP

16.  Nunca gostei de ninguém por menos de 6 meses

17.  Nunca namorei por mais de 3 meses

18.  Só consigo dormi se estiver agarrada a algo ou alguém

19.  Nunca fiquei bêbada de verdade, só um pouco alterada

20.  Sei que o lance de signos não é ferro e fogo, mas estou para conhecer alguém de libra com quem eu não me dê super bem.

21.  Sou míope, mas sempre vou para a balada sem óculos. Se for com óculos é por que não quero pegar ninguém

22.  O primeiro CD que eu comprei foi o acústico do Capital Inicial

23.  Adoro ir ao cinema sozinha.

24.  Cortei meu cabelo curto a primeira vez por causa de um menino

25.  Tenho na realidade 1,73, mas sempre respondo 1,75 de altura, fica mais bonito.

26.  Sou superprotetora com meus amigos

27.  Só durmo antes da meia noite se estiver quase morrendo

28.  Já passei quase um ano sem acompanhar séries. Foi depois do cancelamento de Dark Angel

29.  Me sinto melhor em ambientes gays do que em ambientes oficialmente heteros

30.  Atualmente meus melhores amigos moram muito longe de mim

31.  Não choro na frente de ninguém, a menos que eu confie a minha vida a essa pessoa.

32.  Já escrevi umas 5 músicas.

33.  Já comecei dois livros e mesmo sabendo como toda historia vai se desenrolar eu tenho bloqueio em como escrever isso.

34.  Não sei reagir ao escutar um Eu Te Amo

35.  Uma das melhores experiências que tive foi ir sozinha a um show do capital inicial

36.  Odiava Rihanna quando lançou Umbrella, paguei pela língua.

37.  Me recuso a voltar ao campus da Uece

38.  Comecei a aprender teclado quando era criança, mas nunca terminei, só sei tocar uma musica.

39.  Fui parte da equipe do primeiro site sobre o DBSK nas Américas

40.  Estou aprendendo a tocar violão

41.  Meus melhores amigos tem pelo menos uma musica que os represente

42.  Chorei no Matrix Revolutions

43.  Já tive uma crush séria por um professor meu

44.  Sinto falta de estar apaixonada, mas não tenho cabeça para isso no momento.

45.  Já cheguei a ler dois livros inteiros por dia

46.  Ainda não consigo dizer em voz alta que sofro de depressão

47.  Farei pelo menos três tatuagens ainda esse ano

48.  Já reli o Harry Potter e o Cálice de Fogo mais de 10vezes.

49.  Mesmo sendo louca por meninos mais novos, sempre fico com caras mais velhos.

50.  Já tive uma melhor amiga apaixonada por mim

51.  Já beijei a três com duas meninas

52.  Me apaixono facilmente pelos meus amigos mais próximos

53.  Sou briguenta, mas nunca cheguei a participar de uma briga de verdade

54.  Não suporto a ideia de morar no interior, respiro fumaça.

55.  95% das pessoas que me conhecem me acham bruta

56.  Nunca trai

57.  Já fiquei com mais de um menino em uma noite, mas não faço mais esse tipo de coisa.

58.  Não sei o nome de um garoto com quem eu fiquei. Simplesmente beijei o menino e depois fui embora.

59.  Já fui de grupo de jovens espiritas

60.  Sou agnóstica

61.  Já participei de rituais de umbanda com minha avó

62.  Tenho uma conexão inexplicável com uma amiga, tudo que acontece com ela acontece comigo e vice-versa.

63.  Não vou à praia desde 2009

64.  Demoro mais tempo para arrumar meu cabelo agora que é curto do que quando era grande

65.  Minha série favorita atualmente é 90210

66.  Sou parte da equipe do Blog NaTV

67.  Estou trabalhando como professora de matemática

68.  Curso Publicidade e Propaganda na FIC

69.  Tentei vestibular para medicina por 2 anos

70.  Sou sincera demais e digo tudo na cara das pessoas

71.  Todo ano vou ao menos a um show do Nando Reis e do Biquíni Cavadão

72.  Sou ariana com ascendente em gêmeos e lua em touro

73.  Sou serpente no horoscopo chinês

74.  Sempre dou em cima de amigos, mas não sei como agir quando eles dão em cima de mim

75.  Nunca fui batizada

76.  Tenho boa memoria para fatos, péssima para nomes e rostos

77.  Já participei de celebrações wiccanas

78.  Nunca fiz curso de inglês, mas fala numa boa com amigos gringos.

79.  Quero conhecer Seattle, São Francisco, Nova York e a Califórnia.

80.  Sou nerd, mas não entendo nada de tecnologia e computadores.

81.  Ano passado li ao em torno de 40 livros.

82.  Eu ainda compro revistas adolescentes quando tem algum artista que eu gosto na capa.

83.  Já tive dois blog’s antes desse.

84.  Já tive 3 fotolog’s, mas não revelo o endereço a ninguém

85.  Odeio sertanejo, mas adoro country music

86.  Não sei sambar

87.  Já fumei, mas nunca me considerei fumante.

88.  Só sou organizada com o que realmente é importante para mim

89.  Nunca fiquei com ninguém em carnaval ou micareta

90.  Mas fiquei com vários meninos em festival de rock

91.  Fingi que era muda para dar um fora em um cara chato numa balada

92.  Sei falar algumas coisas em libras (Linguagem Brasileira de Sinais)

93.  Já fui vegetariana

94.  Sofro de uma doença rara no sangue

95.  Sou louca por tênis tipo all star e adidas, tênis esportivo ou de corrida eu acho feio.

96.  Aprendi a andar de salto ano passado

97.  I’m a Disney girl

98.  Alguns dos meus amigos eu cumprimentava com um selinho

99.  Minha bebida favorita é tequila

100.Eu sou 100% P.Sawyer style of girl

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Sobre a dark place

março 24, 2011 at 3:38 am (aleatorias)

 

“I feel sick”

 

Aquela sensação de gritar e não ter voz, de estar envolta por água brigando para respirar e só conseguindo se sufocar mais ainda. Desespero. Eu sinto que não vou aguentar muito mais tempo.

A sensação de fracasso, de impotência me consumindo. Minha vida fugindo dos eixos, se descontrolando e escapando pelas mãos.

Toda essa melancolia, essa tristeza que vem drenando minhas energias. Vem me consumindo. Já não acho forças para lutar, argumentar… Vejo-me no meio de uma batalha perdida.

Uma solidão acompanhada. Um eterno choro preso na garganta. Uma dor sem precedentes, maior do que eu poderia fazer ser compreendida em palavras.

O pior de tudo é saber que posso dar um fim nisso, não uma solução, mas um fim covarde e vergonhoso. Por mais que seja contrario aos meus princípios essa ideia a cada momento parece mais tentadora.

Na tentativa de evitar concretizar tal pensamento busco criar conexões, laços que me prendam aqui. Qualquer sentimento é válido, todo desejo é amplificado. O importante é sentir algo, qualquer coisa, mesmo que seja físico e momentâneo. O que importa é sentir algo que não seja essa constância desagradável, essa solidão, esse desespero.

 

Octavio Paz escreveu: “A solidão é o fato profundo da condição humana. O homem é o único ser que sabe que ele esta sozinho.”.

 

George Eliott escreveu uma vez: “Não há desespero tão absoluto como aquele que vem com os primeiros momentos de nossa primeira grande tristeza. Quando ainda não sabemos o que é ter sofrido e ter se curado. Ter se desesperado e recuperado a esperança.”

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Sobre CWfeelings

março 19, 2011 at 6:44 pm (aleatorias)

 

Séries adolescentes sempre mexeram comigo por rolar uma identificação. Uma que de já vivi essa historia em algum momento da minha vida.

Aqueles amigos dos tempos de colégio que eram um freak show tipo o de Glee. Aquelas armações e escândalos internos que lembram os ricos e mimados de Gossip Girl. A eterna sensação de não se encaixar como em The OC ou mesmo a solidão coletiva que One Tree Hill tem.

Tudo isso foi um pouco do que eu vivi e do que eu vivo ainda hoje. No entanto uma série se destaca.

Aquela coisa de ter papos sinceros sobre qualquer coisa com os amigos. De discutir a vida, quem se é e o que nos define. Sexualidade é um espectro e as pessoas escolhem ser gays? Eu me apaixonei pelo namorado de uma amiga, sou uma pessoa má por isso?

De repente eu me vejo no meio de uma noite com bons amigos, boa musica e bebidas divertidas. Estamos discutindo filmes e eu sou a única indignada por ninguém ali querer ou mesmo conhecer Pulp Fiction. Somos tão diferentes e damos tão certo, por que somos amigos e aceitamos isso. Não importa quem ali foi interessado em quem e com que intensidade.

A gente corre riscos e faz brincadeiras com assuntos sérios. Faz daquela paxonite motivo de piadas eternas e no meio disso faz sair àquelas conversas sinceras cheias de ressentimentos que podem ou não ser resolvidos.

Jogamos os defeitos no vento e falamos verdades nas caras. Acho que você pode estar dando em cima de mim, mas eu não me importo. O que não significa que eu queira ter algo com você, significa que gosto da sua companhia e que você faz eu me sentir bem, o que dado à situação atual é muita coisa.

Transformamos o ciúme na nossa diversão particular. Por que fulano é isso e aquilo, ai eu se pudesse casava com ele.  Caretas e piadinhas de mãos balançantes. Hahaha. Ele ficou com ciúmes de ti, tão reclamando ali que eu só te dou atenção, um segundo e volto já. HUMPF. Eu mereço mesmo, já disse que é único pra mim.

Eu elimino ele por afinidade. A última vez que eu bebi aqui, sem ser a ultima vez. Por que querer só é poder na musica da Xuxa. Frases soltas que rederiam RT e muitas T-shirt se o mundo pudesse marca no Orangotag essa loucura.

Esta tudo aqui. O sol, as citações pop, a diversão, as amizades, os desencontros e amores quebrados. Talvez a protagonista seja meio bem chata, levemente irritante e com uma boa dose de estranheza, mas acho que isso faz parte da arte de ser uma série teen. Posso garantir que os coadjuvantes são os mais incríveis, divertidos e roubadores de cena que eu já vi.

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Sobre como agir

março 9, 2011 at 7:20 pm (aleatorias)

 

Todo mundo fala sobre os problemas do termino de um relacionamento, de finalmente dar o passo seguinte. Mas a verdade é que términos são simples, você sofre, chora, deixa a ficha cair e segui em frente. Não é fácil, é doloroso, mas é um processo simples.

O problema é quando não tem um fim. E não estou falando no sentido de “Nós terminamos, mas acho que vamos voltar a ficar juntos, é nosso destino.”. Estou falando de fato, não terminou.

Ninguém chegou um pro outro e disse, entre a gente não está mais dando certo, melhor acabar aqui. Simplesmente, nós beijamos, nos despedidos e ele foi para casa. Tudo bem a casa dele é 1834 km da minha, aproximadamente. Como não havia nenhuma criança em nosso relacionamento, ninguém ficou com a estupida ideia de que tínhamos um compromisso.  Eu saí com outros caras, eu namorei, ele fez o mesmo.

Ele é um cara legal, eu sou uma garota legal, funcionamos juntos. Temos um bom papo, gostamos das mesmas coisas. Somos amigos, a verdade é que a gente diz isso sabendo que não dá pra ser só amigo. Se estivéssemos na mesma cidade, estaríamos juntos, eu sei disso, ele sabe disso. Brincamos com a nossa relação, sogrão, sogrona, então, aceita casar comigo?

Brincadeiras, com desejos de verdade ou não, mas são brincadeiras que fazem esse não relacionamento durar.

Eu não posso exigir nada dele, assim como ele também não exige nada de mim. Sumimos da vida um do outro por períodos longos ou curtos, mas sem obrigação alguma, quase como se sumir da vida de outro amigo qualquer.

O problema é a sensação que fica em mim. Eu consigo lidar com meus sentimentos, gosto dele faz tempo, mas já gostei de outros no mesmo período. Pega quando ele vem falar comigo, com o jeito brincalhão dele perguntando se eu andei o traindo. Não trai, ele sabe que não existe traição sem compromisso, mas como eu digo que estou de olho em outro carinha.  Eu sei que ele sabe que eu não estou esperando por ele, eu só não sei se eu preciso dizer isso para ele, se eu precisar, como se faz isso?

“Então amor, sabe que te adoro. Seria incrível viver na mesma cidade e manter uma relação de convivência com você, mas como não é possível eu estou me deixando livre para caso eu consigo alguém aqui. Sei que você entende.” – Me parece tão errado dizer isso.

“Nem te conto, conheci um gatinho, tudo a ver comigo… Talvez com esse eu consiga um relacionamento de verdade, tipo o nosso só que pra valer!” – Seria melhor enfiar uma faca nele de uma vez.

“Como anda minha vida? Bem, deixando as coisas acontecerem e a sua como tá?” – E essa sou eu.

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Sobre se apaixonar

março 6, 2011 at 8:40 pm (aleatorias)

 

Não sou o tipo de garota romântica, de gestos grandes e apaixonados. Não sou aquela que prepara românticos jantares, que sonha em casar e viver aquele romance épico dos livros do século XVIII. Eu não sou esse tipo de garota.

Mas confesso, eu amo estar apaixonada. Porém a realidade é que isso só aconteceu uma vez. Apenas um cara conseguiu sacudir por completo o meu mundo. Na maioria das vezes eu passo por um processo profundo de encantamento. Sou conhecida pela minha intensidade, vivo tudo, TUDO, de forma intensa. Não existem meios sentimentos, meias vontades, meios desejos no meu mundo. Quero tudo por completo, meus amigos são os maiores amigos são pessoas por quem eu levaria uma bala. Imagine como é quando eu ultrapasso a barreira da amizade e gosto de alguém.

Então mesmo os meus encantamentos são mais fortes do que muitos pseudo-apaixonados que vejo por ai. Mas não é qualquer um que consegui me fazer sentir isso. Vivo a flor da pele e sentir atração é natural pra mim, àquela eletricidade que percorre o corpo e te impulsiona. O problema é que depois da conquista, essa eletricidade simplesmente desaparece, como se o fim da noite o encanto se desfizesse.

É sempre assim, meus namoros foram tentativas de reviver essa sensação inicial de algum modo, no entanto nada acontecia e eu me sentia frustrada ao ponto de não suporta rever essa pessoa.

Meu encantamento é um pouco mais forte que essa sensação. São pessoas por quem eu sinto que possa querer algo mais. E via de regra eles são meus amigos, mais do que isso, em geral são meus melhores amigos. Aqueles com quem eu posso contar em todas as situações, que me conhecem mais do que qualquer um. Que me escutam, que dividem seus sonhos, seus gostos, suas vontades.

Eu me encanto por aqueles que fazem sentido que dividir a cama sem precisar pronunciar nenhuma palavra e ainda assim sentir que tudo esta sendo dito. Mas não basta ser meu amigo, pra isso, afinal muitos amigos meus não se tornaram parte dessa minha complicada vida amorosa. Talvez seja questão de estar no lugar certo e na hora errada.

O único por quem eu realmente me apaixonei, por curiosidade, era um total desconhecido. Alguém que deveria ser um interesse de uma única noite e nunca mais eu o veria, mas algo aconteceu. Algo passou a fazer sentido e estamos fazendo 3 anos disso. Somos idas e vindas, não temos e oficialmente nunca tivemos nada, mas temos um bom entendimento.

A questão que ultimamente isso não me basta, preciso demais, preciso me encantar, me deixar levar. Quero me jogar em algo que não faça sentido algum, algo que me faça sentir de novo. O problema é encontrar esse alguém, nenhum conhecido serve, ninguém novo despertou ainda essa vontade.

Mas nada de se desesperar é deixar rolar e viver a vida como ela vem sendo jogada. Sempre me virei muito bem assim. Uma fase nova começou, uma infinidade de mundos novos vem me atingindo. Bring It On.

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