Músicas que acalmam meu coração

agosto 31, 2010 at 1:14 am (Top)

Todo mundo quando fica triste tem sua própria forma de terapia. Alguns agarram pessoas, fazem compras, vão ao cinema… Eu escuto música, não qualquer tipo.  Em geral eu tenho um tipo mais triste, mas dramático e ao mesmo tempo adorável e fofo de música que eu gosto de escutar. Tudo depende muito da época.

Já fui de escutar Legião Urbana e Engenheiros do Hawaii compulsivamente, já escutei hard core tipo Sugarkane. Hoje em dia eu ando numa fase bem mais pop da vida.

Essas são as 10 músicas que sempre conseguem me acalmar.

Katy Perry – Teenager Dream

Imma get your heart racing in my skin tight jeans
Be your teenage dream tonight
Let you put your hands on me in my skin tight jeans
Be your teenage dream tonight

O novo single da Katy me ganhou logo de primeira. Uma batida macia, gostosinha de ouvir. Eu já adoro a Katy pra dançar e me preparar pra balada, quando chegou essa música mais intimistazinha (ok, nem tão intimista assim, mas deixa…). Teenager Dream é a pedida perfeita pra ouvir antes de dormi e ter bons sonhos

Taylor Swift – Tim Mcgraw

But when you think: Tim McGraw,
I hope you think my favorite song

Taylor Swift por si só já me deixa calma, esse sorriso perfeito, cachinhos dourados e olhos intensamente azuis. Ela parece saída direto de um conto de fadas disney onde tudo termina bem. Ela ainda me canta com uma sinceridade os sentimentos que vez por outra eu me pego tendo. Afinal quem nunca se meteu num relacionamento e disse ou teve vontade de dizer: Quando escutar musica tal, lembre de mim.

Owl City- Vanilla Twilight

I’ll watch the night turn light blue,
But it’s not the same without you,
Because it takes two to whisper quietly,
The silence isn’t so bad,
Till I look at my hands and feel sad,
Cause the spaces between my fingers
Are right where yours fit perfectly.

Owl City é algo simplesmente apaixonante, quando escutei a primeira vez fireflies eu já cai de amores. O sintetizados nunca pareceu algo tão bom assim.E ele tem uma voz que merece passar o dia sendo sussurrada no nosso ouvido. E a letra de Vanilla Twilight não poderia ser mais o tipo de música que eu preciso agora. Simplesmente não tem como não amar.

Mika – Happy Ending

This is the way you left me,
I’m not pretending,
No hope, no love, no glory,
No happy ending

Eu já ouvia Mika, mas não morria de amores até um dia por acidente eu acabei escutando um trechinho dessa música. Foi o bastante, escuto ela praticamente todo o dia a seis meses quase. Impossível não ser deixada por alguém importante e não sentir algo mais quando esse refrão é cantado.

Bandslam – Pretend

Maybe she’s crazy a little like you.
Everyone said you were nothing but trouble
(I don’t need to pretend anymore)

Eu sou apaixonada por musicais, qualquer que sejam eles. Passo semanas viciadas na trilha sonora. BandSlam, lançado aqui no Brasil com o nome nada a ver de High School Band, me pegou de jeito. Filme despretensioso, divertidinho, com um humor leve e ótimas músicas. Pretend é um pedido de desculpa não fofo, que eu cheguei a torce que o bad guy do filme se desse bem. Mas essa vozinha dele ganha qualquer garota, sejamos sinceros.

Camp Rock 2: The Final Jam

nd when I hear you on the radio
I’d never wanna change
a single note
It’s what I tried to say
all along
You’re my favorite song

Mais uma musica de um musical. Não foi nem preciso sair Camp Rock 2 e eu já cai de amores por toda a trilha sonora, essa semana You’re my favorite song me pegou de jeito. Não encarem essa música com preconceito, é outro produto enlatado disney. Por que na verdade a disney vem apresentando algumas coisas muito boas ao que se propõem. Essa musica me faz esquecer os problemas e só pensar nessa melodia rolando. Me acalma e não precisa fazer mais nada.

Sterling Knight – Hero

I’ll be your hero
I, I can be everything you need
If you’re the one for me
Like gravity, I’ll be unstoppable
I, yeah, I believe in destiny
I may be an ordinary guy
With heart and soul
But if you’re the one for me
Then I’ll be your hero
Outra música saída de um filme Disney, dessa vez StarTruck. Disney me deixa feliz, é algo como um conto de fadas. Tudo sempre dá certo no final e isso meio que me basta, não preciso dos roteiros mais fantásticos, basta eles não serem tão bizarros assim e nisso a Disney trabalha bem. Vai me dizer que mesmo essa mensagem sendo ultra clichê você vai conseguir ficar de cara fechada com essa musica, com essa voz, com esses olhinhos azuis ai?

Jonas Brothers – Invisible

you’re not invisible
You’re all that I can see

Dramática, exagerada e cantada com vozes quase roucas. Isso é o suficiente pra me viciar. Mas ainda me veio numa época em que eu simplesmente não conseguia desistir de um garoto. A letra disse tudo pra mim, sem mais nada a acrescentar.

Miley Cyrus – Don’t Wanna Be Torn

I though you said it was easy
Listening to your heart
I thought you Said I’d be ok
So why am I breaking a part
Don’t wanna be torn

Sempre que eu me sinto confusa, sem saber o que fazer eu coloco essa música. Ela cantada bem alto é perfeita para extravasar toda a frustração que sentimos vez por outra.

Demi Lovato – World of Chances

‘m going my own way
My faith has lost its strength again
And Ohhhhhh It’s been too hard to say
We’re falling off the edge again

Eu poderia ter feito esse top inteiramente com musicas da Demi. Não escondo de ninguém que simplesmente amo essa cantora. Tudo nela é incrível, a voz, a energia, a sinceridade, o carinho com que ela trata os fãs. Gosto particularmente dessas músicas sobre garotas incríveis e caras idiotas.

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Falando sobre tristezas…

agosto 26, 2010 at 1:39 am (aleatorias)

Há dias que você acorda pra baixo, meio down…

Antes de mais nada, algo que vocês não sabem sobre mim. Quando eu falo em tristeza, não é algo normal, simples… Minha tristeza, minha melancolia é profunda. Tenho um diagnostico de depressão e isso é uma doença que não se cura, se controla. Existem muitas pessoas, eu mesma inclusa nesse grupo, que acredita que eu sou na verdade bipolar. Eu tenho oscilações  de humor, eu perco o interesse de modo repentino, tenho uma tendencia a nunca termina meus projetos. Tudo isso são características de uma pessoa bipolar, mas não vem ao caso agora.

Eu sempre tenho um plano de combate a minha tristeza, ou pelo menos eu tenho depois que aconteceu quando eu me deixei levar pela melancolia.

Se tenho aquela raiva boba. Do tipo que aparece quando se briga com a mãe, basta colocar aquele playlist  de músicas que me fazem rir.

Se for algo mais sério, uma boa conversa com um bom amigo resolve em 98% dos casos.

Em alguns caso eu não quero conversa com ninguém, as vezes eu preciso lidar comigo mesma. Então coloco para fora o meu lado Rachel Berry. Pega musicas que tenho um significado forte pra mim e canto com toda a dramaticidade que posso ter (acredite isso é muito).

Mas dessa vez, nem isso ajudou. Melhorou, diminuiu o peso que eu sentia. No entanto não me fez sentir bem como normalmente faria. Segui levando isso, uma hora conseguiria mandar essa melancolia para longe.

Depois da minha cirurgia de emergencia (apendicite). Eu voltei a trabalhar, passei 15 dias de licença.

Chegar na escola e receber o mais sincero, atencioso e caloroso abraço de um aluno fez toda a diferença. Era impressionante como aqueles alunos realmente se preocuparam e sentiram a minha falta. Fiquei com uma sensação tão gosta em mim. Durante o dia todo, sempre aparecia um aluno pra me desejar melhoras, pra falar que estava com saudades e pra me dar outro desses abraços.

No final do dia, era impossivel ter outra sensação além de bem estar. Mesmo morrendo de dor, pois não deveria ter passado tanto tempo sentada ou em pé quanto passei. Mas valeu a pena.

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My One Tree Hill

agosto 19, 2010 at 3:56 pm (Contos)

Gosto de muitas coisa. Existem 3 coisas que eu gosto mais: Escrever, séries e música.

Às vezes eu consigo unir uma outro coisa. Há um tempo atrás eu tive vontade de ser roteiristas, acho que todo fã de séries vez por outra tem essa vontade. Não dei seguimento assim, mas uma vez ou outra eu me vejo escrevendo um roteiro. Algumas vezes é uma serie nova (tenho pelo menos 3 ideias engavetadas) outras vezes é uma releitura, aquela cena que não ficou do meu agrado eu refaço.

Refiz duas cenas da season finale da quinta temporada de One Tree Hill. São duas cenas Leyton (Lucas e Peyton), eles nem são meu casal favorito. Na verdade eu detesto esse casal, detesto o Lucas, mas a Peyton é uma das minhas personagens favoritas no mundo da TV. Só que isso é assunto para outro texto.

Vamos as cenas

Trilha Sonora: Leave out all the rest

Aquela semana fora difícil, não importava o que Haley disse ou fizesse. Nada mudava a sensação que ficara em Peyton depois de escutar “Eu te odeio, queria que nunca tivesse voltado”. Havia se enfiado no trabalho, mas o coração andava machucado, ele estivera assim pelos últimos três anos, porém nunca dessa forma.

– E esse é mesmo o cara que disse que conhecia a Ellie. Ah, Mia, se você vê-lo hoje à noite pode fazê-lo me ligar? Ei, eu preciso ir, ok? Tchau.

Lá estava Lucas, ela conhecia aquela cara de arrependido, mas aquilo não era o bastante. Sabia o que iria significar aquela conversa, rezou para que pudessem adiar aquilo por mais um tempo, não esperava que ainda fosse doer tanto.

– Eu não te odeio.  Eu lembro da primeira vez que te vi… Com braços magrelos e cabelos bagunçados. Foi difícil me desprender de você, Peyton. Você sabe, foi difícil perder você, e foi difícil te ver de novo. E ainda é muito difícil.

Ela lhe olhou com os olhos cheios d’água. De fato eles haviam acabado. Não imaginou que presenciar um fim pudesse ser tão doloroso.

– Eu sei. Você não me odeia, mas já não me ama mais. Isso se um dia aquilo que tivemos foi amor.

– Foi amor, não duvide do que fomos. Aquilo foi verdadeiro e sincero do contrario não seria tão difícil hoje nos encarar.

– Amor não é amor que se altere quando encontra alteração. Lucas, nós não aguentamos o primeiro grande obstáculo. Você foi e ainda é uma grande parte da minha vida. Eu achei que sempre o teria ao meu lado.

– Pensamos muito coisa.

– Você sempre esteve para me salvar e seria impossível não se apaixonar por alguém assim. No entanto você não pode me salvar de mim mesma. Você não pode lutar minhas batalhas. Chegamos ao ponto que não temos mais para onde ir. E eu não sou quem você é talvez nem seja quem você precisa.

– Peyton…

– Não Lucas, me deixa terminar… Eu sei que causei magoas, mas não é isso que eu quero deixar quando chegar minha hora. Por favor, esqueça os erros que cometi, esqueça todas as magoas que você aprendeu a esconder tão bem.

– Eu não guardo lembranças ou magoas de você.

– Guarda como disse. Senão não seria tão difícil nos encarar. Enquanto eu durmo, eu tenho esse sonho em que nós estamos juntos naquele hotel em L.A., e você me pedia em casamento e todas às vezes, eu digo sim.

– É só um sonho, certo?

– É o meu sonho. Talvez sempre venha a ser.

– Eu sempre vou sentir a falta de quem fomos, mas…

– Eu sei, acabou.

– Não a nada de errado com você, Peyton. Nunca houve, nós só nos perdemos no meio do caminho.

– Quem sabe um dia possamos nos encontrar outra vez.

– Quem sabe…

– Um dia.

Trilha Sonora: Pixie Lott – apologize

– Alo?

– Hey, sou eu. Olha eu estou no aeroporto e tenho duas passagens para Vegas. Você quer casar comigo está noite? – Não houve resposta apenas a respiração do outro lado da linha – É a nossa segunda chance, não deixa que erros antigos se repitam, estou te esperando… Nosso voo sai daqui a duas horas.

Peyton estava estática do outro lado da linha. Nem notara já havia desligado o telefone. Lucas acabara de pedi-la em casamento, mais que isso pedira para ir agora para Vegas.

Lucas estava inquieto, será que ela aceitaria? Será que ela chegaria a tempo de pegar o voo… Andava de um lado para o outro, levando breves sustos sempre que a porta do aeroporto se abria.

Abriu mais uma vez… E aquela foi à visão mais linda que ele já teve, desde a final do campeonato que eles ganharam, Peyton vinha apressada, caminhava em sua direção. E aquilo lhe trouxera uma felicidade inconfundível, mas que durou pouco tempo. Ela não trazia bagagem. Ainda assim ela trazia um sorriso infantil, um sorriso que ele amava ver e que não aparecia há alguns anos.

– Luke?

– Sem bagagem… Outro não ou você acha que não precisaremos de roupas lá?

– É bom ver você com um pouco de humor… Você estava realmente falando serio?

– Eu estou num aeroporto não estou… Estava lhe esperando também.

– Luke eu sempre te amei, provavelmente eu sempre vou te amar. Mas você precisa parar com isso de amar uma garota agora e cinco minutos depois amar outra.

– Peyton, eu achei que fosse seu sonho casar comigo.

– E é… Eu preciso de você como um coração precisa bater.

– Mas?

– Não é justo comigo, até hoje de manhã você estava sofrendo de amores pela Lindsay… Se for para ficarmos juntos que seja de uma vez, sem duvidas. Não apenas para ocupar um buraco no seu coração. Eu quero que você seja feliz… Se você ama a Lindsay como disse que amava então vá atrás dela, não tente procurar consolo em outra pessoa.

– E se a Lindsay tiver sido um consolo por que eu não tinha você? – Peyton estava a beira das lágrimas, como era difícil fazer o que tinha que fazer.

– Alguns anos atrás, o Jake fez um gesto que só agora eu compreendo como foi lindo. Ele pediu que eu seguisse meu coração… E meu coração me levou até você. Agora eu irei lhe pedir para fazer o mesmo.

– Peyton…

– Eu sei que você tem duvidas, vá para Vegas… Pense um pouco, é bom ficar só às vezes Lucas, se quando você voltar eu ainda estiver no seu coração. Eu mesma farei o pedido de casamento.

– Eu estava certo, o seu destino é ser grandiosa Peyton Sawyer… – Lucas se aproximou, segurou o rosto daquela menina com delicadeza e olhou aqueles olhos que o encantavam e beijou-lhe.

Por um segundo Peyton sentiu que se perdia, que perdia a consciência. Desejou negar tudo que havia dito e aceitar de uma vez aquele louco pedido de casamento. Esquecer os se nãos da vida, esquecer que aquilo poderia ser mais um impulso dele. Mas resistiu.

– Vai Lucas…

– Peyton… Desculpa

– É tarde demais para desculpar… Vai e se você voltar eu estarei aqui.

– O garoto viu um cometa, e sentiu que sua vida toda começou a ter sentido.
E quando ele foi embora, esperou a vida inteira para que ele voltasse novamente…

– Era mais do que um cometa, pelo que trouxe para a vida dele, direção, beleza, significado. Tiveram muitos que não puderam entender, e às vezes ela passou por eles. – Lucas riu por ver que ela sabia completar sua frase – Mas até nas suas piores horas, ele sabia em seu coração que algum dia, iria voltar para ele. E seu mundo estaria completo de novo. E sua crença no amor e na arte divina renasceria em seu coração.

– Você já sabe que eu vou voltar…

– Eu espero que volte, mas se não voltar saberei que vai estar feliz e isso já é um bom começo.

Ele se virou como medo de que se olhasse mais uma vez aquele sorriso desistisse de ir atrás do que seu coração desejava. Lucas embarcou esperando poder voltar em breve.


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Ia tudo muito bem, tudo muito bom… Até ele se mudar para o Japão

agosto 19, 2010 at 12:33 am (Ia tudo muito bem...)

Algumas pessoas gostam de contar ou ler historias por que elas possuem final felizes que as fazem criar esperanças. Essa historia está sendo contada por ser verdadeira, sincera e genuína.

Não imagine que tudo que será dito aqui e todos os seus personagens aconteceram e existem, mas seria uma inverdade minha dizer que isso tudo é apenas ficção, por que não é. Talvez essa pessoa sentada ao seu lado no metrô seja em algum lugar um Jake ou sua vizinha de tenha um pouco da Sel.

Mais do que tudo, essa é a historia da Milly e de tudo que ela é sem saber e por isso estou contando isso para que vocês possam vê-la com os mesmo olhos que eu. Dito isso, aproveitem, pois vocês não encontraram Milly’s pelo mundo.

Capitulo 1

19 horas,  Sábado.

Se ela pudesse se definir com uma palavra seria ansiosa. Aquele era o ultimo fim de semana antes de começar uma vida inteira nova. Milly finalmente saíra da casa dos pais, finalmente conseguira um emprego, não era dos melhores ela assumia, porém era dela e lhe daria dinheiro para rachar um apartamento com Sel. No entanto a grande razão de sua ansiedade era que depois de anos correndo atras ela conseguira ingressar no curso de dramaturgia, o sonho de ser uma grande atriz estava criando contornos.

– Se você continuar andando assim, vai fazer um vão na nossa sala nova. – Disse Sel rindo do jeito impaciente de Milly.

– É fácil para você falar em manter a calma… Ninguém nunca duvidou que seria a mais foda das cirurgiãs. Eu não tive apoio, sempre fui a louca que queria ser atriz.

– Correção, eu sempre lhe apoiei… E você sabe que eu não sou tão segura de mim assim… Apenas sei me distrair mais do que você.

Ela queria responder a amiga, mas sabia que ela estava certa. Era isso que fazia a amizade delas durar tanto, elas não eram tão diferentes quanto pareciam, porém não eram exatamente iguais quanto imaginavam. Engoliu a resposta com um longo suspiro.

– Certo, então como eu faço para me distrair como você?

– Sai comigo hoje. Simples assim, farra como nos velhos tempos.

– Eu vou, mas vamos onde?

– É um misto de exposição fotográfica com festa. É de um dos integrantes da banda do Yuri. Muita gente lá do Instituto vai, uma chance de se enturmar.

Aquele era um loft realmente impressionante. A musica animada, pessoas andando e conversando, as fotografias expostas possuíam uma força e ao mesmo tempo uma delicadeza que cativava, quem quer que tivesse feito aquilo deveria ser apaixonante.

Milly parou em frente a parede espelhada, a combinação do salta e mini saia deixavam suas pernas arrasadoras, não que precisasse de muito esforço para esse feito. A maquiagem invisível fazia parecer naturalmente estonteante e poucos notariam as correções que ela havia feito. Dando uma ultima ajeitada no cabelo, sorriu, ninguém ali estava mais deslumbrante.

Sel estava jogada num sofá conversando com um bando de estranhos, ela possuia a incrivel capacidade de sociabilizar com qualquer um. A risada dela foi o convite final para Milly se juntar ao grupo.

– Hi

– Milly… Pessoal essa é a Milly minha colega de quarto, acabou de entrar no Instituto. Esse aqui são os meninos da banda do Yuri.

Três caras sorriram de forma abobalhada, mas um simplesmente acenou a cabeça como se mal notasse que ela estava ali. Aquilo a intrigou, nunca ninguém havia a ignorado antes.

– Então o Yuri já chegou, queria conhece o famoso. – Sel lhe lançou um olhar mortal, ops, havia deixado escapar algo indevido.

– Quer conhecer só o Yuri? Ninguém mais na banda lhe interessa? – Jake soltou um sorriso que devia derreter qualquer menina, mas ele não estava lidando com qualquer menina.

– É, até onde eu saiba ninguém chamou minha atenção.

– Talvez você não saiba de muito coisa.

Como com apenas duas frases alguém podia se mostrar tão insuportável, o modo como falava, como agia era tudo ensaiado. Tudo feito para ter uma legião de meninas aos seus pés.

– O que achou das fotos da exposição?

– Por que quer saber? – Qual era o problema daquele rapaz, será que ele não compreendia que ela não queria nada, nem mesmo papo com ele?

– Para lhe dar uma autografada – E lançou outro sorriso pronto.

– Não obrigada, só gosto de ter algo de verdadeiros artistas. – Falando isso Milly se levantou, lançou um olhar de desculpa, mas não aguento mais a Sel e saiu.

Milly ficou sentada no bar, brincando com os copos de cosmopolitan que havia tomado, recusando todo e qualquer cara que tentava puxar conversa. Esse não era o momento, ela precisava de foco. Sua profissão estava em primeiro plano, nada de distrações.

– anti-social!

– Desculpa Sel, mas aquele cara era irritante demais, não aguentei aquela arrogância.

– Primeira vez que vejo o Jake, ele acabou de voltar. Passou um ano na Nova Zelândia ou sei lá onde. Mas conversando com calma com ele vai notar que não é tão ruim assim.

– Não? Tudo que ele faz é pra fazer os outros o adorarem.

– Pessoas sedentas por atenção e aceitação dos outros… Talvez eu tenha um fraco por esse tipo sabe.

– Eu não sou como ele.

– Eu disse que você era? – Sel riu, impossível ter raiva de alguém como ela. – Não quer ficar perto dele tudo bem, posso te fazer companhia aqui?

– Se me pagar uma bebida, eu deixo você ficar.

– Mas vamos para com o clima Sex and The City aqui… Tequila pode ser?

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Ia tudo muito bem, tudo muito bom… Apresentações

agosto 18, 2010 at 1:13 am (Ia tudo muito bem...)

Ia tudo muito bem, tudo muito bom… Até ele se mudar para o Japão

Isso é uma obra de ficção, não retrata a vida real.

Mesmo que você tenha a impressão de conhecer uma ou outra situação nesse livro. Mesmo que você ache que conhece alguém que tenha inspirada qualquer um dos seus personagens. Isso é uma ficção.

Personagens

Milly

Seria ao olhos de qualquer um a garota perfeita. Loira, linda e sempre impecável. Talvez até um clichê, a jovem loira aspirante a atriz que trabalha de garçonete. Mas quem a conhecia sabia que nada era o que parecia. Sim ela era linda, sim ela parecia perfeita aos olhos dos outros, mas tudo isso através de muita trabalho e esforço dela, fazia questão de que todos a vissem como A garota, talvez um complexo dos tempos de escola. Não queria ser atriz pela fama, mas era a oportunidade de se permitir ser mil em um único corpo que a atraia nessa profissão. Podia ser que a beleza atraísse a todos, mas o que os mantinha era algo muito mais forte e indescritível.

Jake

Havia algo em Jake que fazia qualquer pessoa perder o folego, possuía tanto charme que chegava a ser abusivo. E por mais que isso irritasse, não chegava nem perto do desconforto que o seu jeito tão racional causava. Não que ele não sentisse emoções, ele apenas descobriu que assim talvez sofreria menos. Ele conseguia ser bom no que fizesse, fosse nos 7 idiomas que falava, ou nos oito instrumentos que já aprendera a tocar, porém de longe seu maior empenho era voltado a fotografia e a carreira que ele desejava seguir.

Sel

Existe uma certa inquietude em Sel, que por sinal odeia ser chamada pelo nome completo. É como se existissem mil dela ao mesmo tempo, uma que é a mais aplicada aluna do curso de medicina, outra que possui uma paixão viva pelo jornalismo e pelo mundo da TV, outra que é o tudo para os amigos. Sempre com um sorriso sincero, um olhar de quem consegui ver através da alma dos outros e um jeito que oscila entre a profunda maturidade e a mais pura inocência.

Yuri

A displicencia natural de um musico, o mundo poderia desabar que ele nem mesmo notaria. Yuri era a mais calma das pessoas, despreocupado, bobo e gentil. Havia uma intencidade natural no seu jeito de ser que era contrabalançada pela sua profunda distração. Ele seria o namorado perfeito se conseguisse perceber que alguém quer namora-lo.

***

Agora vocês conhecem os personagens do livro que estou escrevendo, amanhã eu mostro o primeiro capitulo.

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Sobre Joey’s e Dawson’s

agosto 16, 2010 at 8:28 pm (aleatorias)

Eu venho querendo falar sobre isso tem pelo menos duas semanas, mas nunca acha um jeito só de exemplificar.  Ainda não achei, mas depois de um papo descontraído onde eu disse algo como:

Revendo Dawson’s Creek, eu tenho que confessar, sou muito Joey.

Entendam, eu sempre fui fraca para me apaixonar. E minha relações com meus amigos sempre teve um limiar muito fino. Eu abraço, beijo, cuido e recebo o mesmo em troca. Meus amigos são os mais sensíveis, atenciosos e carinhosos que eu conheço. Isso na adolescência é bem perigoso.

BTW, eu descobri que a adolescência não acaba… Tipo nunca, pelo menos não os problemas, dramas e dilemas dela.

Mas tudo bem, por que eu não tinha mais amigos. Pelo menos não tinha amigos héteros. Até ele aparecer.

Quando se vê Dawson’s Creek, a maioria das pessoas deve achar absurda aquela relação entre Joey e Dawson. Aquela amizade que está na cara que não é só isso, aquele idiota que não percebe que é algo mais e aquela pamonha que deixa ele sem perceber. E justamente quando ele percebe, ela não quer daquele jeito, quando ela quer aparece a Jen e indas e vindas e são seis temporadas.

E eu percebo que estou a um ano nesse romance que eu detesto, gostando de um personagem que eu menos tolero.

Sendo bem sincera, eu poderia encaixar eu e o meu Dawson em mil outros casais e situações. Nesse estado emocional de carência, tudo lembra ele. É a música daquele show, é aquele livro que a gente lia junto, ele amava aquela foto, com certeza ele iria gostar dessa serie, é a cara da gente.

Mas por que eu escolhi Dawson’s Creek.

Por que ele é romântico incontrolável, por que ele quer viver um romance épico com o beijo perfeito. Ele é otimista, sonhador, infantil, imaturo, neurótico e incapaz de lidar com os próprios sentimentos com clareza.

Eu sou a amiga. A garota alta demais, legal que mesmo ele reconhecendo que é bonita, que ele sente atração, ele ainda corre atras da loira e não deixa ninguém se aproximar de mim. Pior que eu não aceito esse tipo de situação normalmente, mas ele me deixa mole, ele me deixa Joey.

Por que tudo isso?

Ele vai vir me visitar pela primeira vez desde que começou a namorar. Tem seis meses que não ficamos cara a cara, sem a namorada que me odeia por perto.  Por mim, eu não respeitaria esse namoro, é tudo uma grande mentira mesmo. Mas ele me deixa Joey e não sei como vai ser ficar frente a frente, deitados na minha cama, ouvindo nossas músicas (que a namorada dele odeia) e vendo as nossas séries (que a namorada dele também não gosta) e tentar descobrir o que temos hoje em dia.

Eu disse, os dramas da adolescência não vão embora. A única diferença é que agora a gente paga conta

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A Espera

agosto 12, 2010 at 6:03 pm (Contos)

Início de agosto, as férias quase no fim e lá estava eu sendo levada a passar os últimos dias naquele fim de mundo, Mistic River era uma cidade pequena cheia de lendas. Não que eu acreditasse nisso.

Minha pele era branca demais, meu cabelo naturalmente era escuro demais e nem ao menos a sorte de nascer com os olhos azuis ou verdes eu tive. Lá estava eu encostada no vidro frio da janela do trem, escutando minhas músicas nas alturas. Quando ele passou pela minha cabine. Um garoto com uma beleza de fazer o coração parar, possuía uma elegância quase irreal, a pele branca com uma quantidade charmosa de sardas próximo ao nariz,  o cabelo despretensiosamente caído quase lhe cobrindo os olhos. Quando ele me encarou, os olhos mais lindos que eu já vira, de um verde onde seria capaz de me afogar. O imprevisível aconteceu, ele sorriu para mim como se quisesse que o seguisse.

Sem pensar em minhas ações, lá estava eu seguindo aquele estranho pelos vagões. No último ele entrou, segurou a porta. De frente para mim, mantinha o sorriso capaz de iluminar uma cidade.

– Você devia se segurar, o trem logo vai parar.

– Não estamos perto de chegar. Agora que vai dar 18 horas!

– O trem sempre para às 18. – Foi só o tempo dele terminar a frase e o trem parou antes mesmo que eu pudesse me segurar e lá fora eu ao chão. Ele se aproximou como se tivesse a intensão de me segurar, no entanto se refreou.

– Não posso tocar você…

– Pode se quiser, lhe dou permissão.

– Não devo, nem ao menos sabemos os nomes um do outro.

– Lilian.

-Significa pureza, inocência. Me chamo Laurent. Comigo você não precisa ter medo.

– Não tenho– O que era verdade, aquele rapaz me dava uma calma que nunca tive antes.

– Você já teve a sensação de passar a eternidade esperando por alguém? Era por você que estive aqui esperando esse tempo todo.

– Por favor, toque em mim! – Eu suplicava, precisava sentir que tudo aquilo era real, que ele estava ali comigo.

– Feche os olhos e confie em mim.

Sem dar resposta, fechei os olhos e senti as costas de seus dedos contornarem o desenho do meu rosto, se fixarem em meu queixo sustentando-o e com a suavidade senti seus lábios tocarem os meus, sem pressa de uma forma que me fez perde os sentidos. Quando acordei o trem já havia chegado a estação, vovó acenava para que eu descesse e Laurent havia sumido. Quando saia da estação um quadro me chamou a atenção, não poderia ser. Reconhecia aqueles verdes olhos.

– Vó, quem é na pintura?

– O filho dos homens que construíram essa estação, uma belo rapaz não é. Pena ter morrido tão jovem.

– Ele morreu? Quando?

– Nesse mesmo dia em 1847, dizem que ele estava nesse trem quando ocorreu a fatalidade e que continua lá esperando por algo que o liberte.

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Cinco motivos para ver TiTiTi

agosto 4, 2010 at 2:09 am (Top)

Eu não sou noveleira, não que seja contra novelas. Já achei algumas historias interessantes, mas nunca consegui acompanhar. Acho que existe um problema pessoal meu com a tv aberta, não consigo acompanhar nada direito em canal aberto.

Um amigo meu falou tanto no twitter dessa tal Tititi que fiquei curiosa. Tenho um gosto bem parecido com o dele e confio muito na opinião, não teve uma indicação dele que eu tenha achado ruim ainda. Fui ver a tal novela.

Agora estou eu assistindo a novela das sete e adorando. Adoro os personagens, o roteiros despreocupado, o humor, a trilha sonora e mil outras coisas. Não convenci ainda a dar uma chance a novela? Aqui vão cinco BONS  motivos para dar uma chance ao remake de TiTiTi

Alexandre Slavieiro é Armandinho, essa foto fala por si só né!

Os olhos verdes de André Arteche ( o Julinho)

Rafael Cardoso, o cinico e mau caráter do Jorgito. Detalhe gente, ele é um dos protagonista do filme Do Começo Ao Fim, já quero ver!

Humberto Carrão. Quem me conhece sabe muito bem que eu não resisto a um Baby Face. Olha esse sorrisinho de bom menino.

Nada disso lhe convenceu ainda a dar uma chance a novela? Tudo bem, agora é hora de pegar pesado.

Caio Castro, o Edgar… Até o nome do personagem soa sexy

Agora me diz se não são excelentes razões para se ver Tititi?

Parei, ainda essa semana eu escrevo um texto mais “serio” sobre Tititi e coloco aqui.

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