Hello, Camila…

fevereiro 1, 2018 at 12:04 am (Uncategorized)

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“I’m sick and tired of being sick and tired”

– Fannie Lou Hammer

 

Ter um transtorno psicológico como a bipolaridade é uma luta diária que eu sei que terei pelo resto da minha vida. Alguns dias são melhores, outros, bem eu tentei me matar há um ano.

Eu sei que é um trabalho constante, eu sei que eu preciso de terapia e que eu preciso de medicação da mesma forma que eu preciso dos meus óculos para enxergar. E que a dosagem não é exatamente uma ciência exata, as vezes uma dose que funcionava não vai funcionar mais e as vezes eu consigo lidar com uma nova que é menor do que eu já mais tive antes.

Eu também já entendi que não é sobre estar feliz o tempo inteiro ou achar que sua vida está mil maravilhas. Eu odiava minha vida em outubro, em novembro e em dezembro. Estou morando numa cidade que eu odeio, sem amigos, sem nenhuma saída, sem nada que me distraia da minha realidade e eu estava conseguindo lidar com isso. Eu estava produzindo bem, tenha horários de trabalho e seguia isso corretamente, eu estava me alimentando bem, até comecei a praticar Muay Thai e estava sendo o mais funcional que havia sido em 5 anos.

Então um dia eu acordei e isso tudo deixou de acontecer. Mal estou escrevendo, minha paciência migrou para zero, todas as pessoas do planeta são em algum nível insuportável, eu não lembrando quando foi minha última refeição decente. Ontem a noite eu não consegui dormir independente do que eu tentasse. Não tenho saído do quarto.

A vida é cansativa. As responsabilidades parecem se acumular como erros no tetris. Se eu não me dou ao trabalho de pensar no que vai ser o jantar meu irmão nem mesmo lembro do assunto até ser tarde demais e não haver nada aberto e tudo que tem em casa é um saco de mais quilo de frango congelado. Você quer produzir e fazer seu site crescer e as pessoas parecem incapazes de encarar suas responsabilidades e precisam ser lembradas do que fazer como crianças.

Você tem que encarar comentários estúpidos sobre suicídio por pessoas sem a menor informação por que um ator de Glee foi encontrado morto. Você tem que lidar com alguém tratando ir ao psicólogo como se fosse um dirty secret vergonhoso. Você tem que lidar com pessoas achando que saúde mental é magicamente um dia acordar achando que existe muito mais vida para viver e que só isso resolve o problema como se não fosse uma jornada difícil que envolve anos de tratamento e terapia e muito mais que força de vontade e uma citação de auto ajuda.

Estar vivo é difícil. Estar vivo lidando com bipolaridade é difícil. Estar vivo lidando com bipolaridade e tendo ciência dos altos e baixos que o tratamento tem é difícil. Ter a racionalidade de saber que você está sofrendo um reajuste de medicação e tendo uma leve recaída que é esperado é difícil. Por que o seu cérebro está dizendo, isso é normal, é previsível, basta paciência e um pouco de reajuste e você volta a forma de antes, não é preciso pânico.

E o seu cérebro também está dizendo que bosta de vida, vai ser assim o resto da vida? Que merda de vida é essa? Se for ser assim sempre indo e voltando, melhorando e piorando e se odiando e odiando o mundo teria sido tão melhor só morrer. Você tem oi que para viver a final?

É difícil. É cansativo.

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O Que Aprendi Depois De Um Ano Da Minha Tentativa De Suicídio.

janeiro 14, 2018 at 2:48 pm (Uncategorized)

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Há exatamente um ano atrás eu tentei me matar, não foi a primeira vez que eu pensei em suicídio, não foi nem mesmo a minha primeira tentativa, mas foi a vez que fui mais longe e foi a primeira vez que pedi ajuda. Naquele momento em que tinha uma forca feita com lençóis no pescoço começando a me sufocar eu percebi que não bastava desistir da ideia eu precisaria de ajuda de terceiros.

Eu nunca achei que chegaria aos 30 anos. Esse é um pensamento que eu tenho desde os meus 14 ou 15 anos quando descobriram que havia algo muito errado com meu sangue e levaram cerca de um ano para saber o que era. Na época meus pais mentiram para mim, minha mãe não conseguia lidar com a possibilidade de sua filha mais velha ter alguma forma de câncer e morrer antes dela. Eu, bem, eu não estava conseguindo lidar com ser uma adolescente e ainda ter toda essa incerteza sobre minha saúde e ainda um ultra controle vindo do medo que meus pais tinham de morrer. Foi quando as crises começaram a surgir. Meus humores oscilavam bastante, minha raiva as vezes era muito violenta e eu descontava em mim mesma me autoflagelando. Perdi o número de vezes que espancava minha própria cabeça em dias ruins. Eu virava noites e noites sem dormir tremendo em euforia e agitação para em semanas seguintes mais ter energia para me levantar.

Durante meu terceiro ano e o divórcio dos meus pais eu simplesmente comecei a desejar morrer. Sonhava e pedia que fosse atropelada ou pega em um acidente de carro onde o veículo que eu estava iria capotar e tudo estaria acabado.

Era, e ainda é para ser honesta, exaustivo viver a minha vida. Devido a todo esse importuno de ter uma doença rara no sangue aos 14 anos geral sente a necessidade de dizer a quão forte e corajosa eu sou. Algo que eu nunca senti ser, por saber o quão surtada e em pânico eu sempre estive. Depois que comecei a falar sobre questões da minha saúde mental, de ser bipolar então isso só piora. A sensação que tenho que é que não passo de uma grande fraude que enganou todos ao meu redor fazendo parecer que sou uma versão muito melhor de mim do que de fato eu sou.

Ser militante de questões sociais não ajudou muito o meu caso. Primeiro por que lidar com a consciência do machismo, racismo e da LGBTfobia diária por si só desgasta a saúde mental de alguém, principalmente no meu caso que sou afetada diretamente por todas três. Mas eu ainda sou colocado numa posição onde eu tenho que educar, explicar e ser extremamente didática e gentil com meus agressores ou sou dupla e triplamente atacada por eles como se meu comportamento fosse o motivo de tal opressão existir.

Como falei, é cansativo ser eu. Além de todas as questões familiares e pessoais que eu assumi depois do falecimento da minha mãe e que continuamente discuto na terapia. É cansativo ser eu. Quanto isso se juntou a um medo irracional de ter alguma forma de câncer depois de uma consulta de rotina e um diagnóstico de hipotireoidismo que tem como sintoma causar depressão chegou janeiro de 2017 eu estava uma bagunça emocional completa e não via sentido em insistir em viver.

Minha vida inteira havia sido eu tentando lutar contra toda uma sistemática que me colocava para baixo. Eu estava cansada, cansada a ponto de não aguentar ter que lidar com as bem-intencionadas, mas completamente malsucedidas, tentativas dos meus amigos de me ajudar.

Eu tentei me matar.

Se você está achando que você vai encontrar aqui um texto onde eu digo como essa experiência me transformou e abriu meus olhos e apreciar o verdadeiro valor da vida, bem você não me conhece e esse não é o texto que você procura. Falando francamente, aquela não foi nem a última vez que pensei em suicido em 2017, pensei ainda mais duas vezes no segundo semestre.

Eu não recebi nenhuma grande revelação magica de como encarar meus problemas, na verdade eles continuaram a me atingir como ondas ininterruptas. Por meses as pessoas me tratavam como se feita de cristal e que falassem qualquer coisa sobre meu suicídio eu apareceria magicamente enforcada na frente deles de imediato. Tentar achar de novo o senso de normalidade foi uma batalha por si só.

Eu perdi amigos ao tentar me matar. Algumas pessoas não tinha a menor capacidade de lidar com o que ocorreu comigo, essas pessoas simplesmente nem tentaram, mesmo que fossem pessoas que eu um dia considerei especiais na minha vida e que seriam amizades que iriam durar senão a vida toda um longo período, no final parecia que eu era a única que se importava. Outras amizades, eram pessoas que demandavam demais do meu emocional e que não retribuíam, pessoas que eram um gasto de energia realmente.

Claro que ganhei amigos. Tanto no sentido de conhecer novas pessoas, de alguma forma eu acabei ganhando oportunidades que expandiram meus caminhos, como me aproximei de alguns conhecidos e nessa aproximação encontrei identificação e validação que não tinha em amizades havia anos.

Nesse um ano precisei confrontar minhas escolhas. Nem sempre tenho lutado as brigas certas e precisei ceder um pouco para conquistar algo mais estável no futuro. O que não significa que eu não vá reclamar e odiar o processo no meio do caminho, eu ainda mantive minha personalidade. Mas estou tentando me focar naquilo que sou valorizada, claro que uma ou outra vez a gente vai tomar decisões baseadas em preciso de dinheiro para pagar contas, mas antes eu aceitava muita migalha de gente que só me via como é o que tem.

Resolvi que vou tentar esse tal selfcare que falam por aí. Estou aprendendo a cuidar da pele, a cuidar de verdade do cabelo, cuidar do meu corpo como um todo. Estou aprendendo a ser produtiva e focar minha energia. Recuperando meus hábitos de leitura. Nada disso é fácil, nada disso vai exatamente garantir que eu nunca mais vou voltar a situação de tentar suicídio.

Mas o que eu realmente eu aprendi ao tentar me matar é que eu não tenho medo de morrer. Eu tenho medo de só ter momentos ruins para lembrar quando isso acontecer.

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Sobre Lítio e Ansiedades

dezembro 5, 2017 at 5:32 pm (Uncategorized)

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Eu deveria estar trabalhando no roteiro do quadrinho que estou tentando produzir e para falar a verdade, já tenho um texto finalizado sobre por que eu gosto tanto do casal Iris West e Barry Allen para postar aqui.

Ainda assim ontem aconteceu algo que me deixou tremendo, nesse caso foi literalmente, minhas mãos amanheceram com tremores não exatamente leves. Eu sou bipolar e no curso de quase 10 anos eu briguei não apenas para que meu diagnostico fosse validado por médicos, como para que eu recebesse o tratamento adequado. Eu venho de um ciclo continuo e constante de crises, tenho 28 anos e desde os meus 21 eu tenho pelo menos uma crise no ano, já cheguei a ter duas graves ou até três moderadas. Vai fazer um ano da minha tentativa de suicídio.

E justamente na véspera de completar um ano da minha tentativa de suicídio e do aniversário de morte da minha mãe, minha psiquiatra retirou o lítio do meu tratamento. E como uma boa pessoa neurótica e controladora que sou, fiz ela explicar cada detalhe do por que ela estava fazendo isso.

O uso do lítio para mim é complicado. Eu só tenho um rim, ele pode causar falha renal se a dosagem não for cuidadosamente feita, segundo minha antiga psiquiatra eu posso ter tipo um agravante de depressão que causou a última crise por ter hipotireoidismo devido ao uso do lítio. E ao mesmo tempo ele é o remédio mais recomendado para tratamento de transtorno bipolar e foi o primeiro remédio que eu tomei na vida que finalmente fez eu me sentir sã.

Talvez tenha o efeito placebo de eu ter tentado por tanto tempo que os médicos me tratassem com lítio que passei a acreditar que só ele funciona comigo, quando talvez ele não faça tanto bem assim. Tentei me matar quando usava lítio afinal.

Mas aqui estou eu, no primeiro dia sem lítio, mas tomando outras medicações, com uma leve dor de cabeça (pode ser o calor, aqui é quente demais), com a vista turva, mas eu estou assim há meses, preciso trocar os óculos tem quase um ano e com esses tremores na mão. Que talvez sejam da ansiedade, talvez não. Aqui estou eu torcendo para que eu não tenha mais uma crise, o fim de ano já é difícil o suficiente e janeiro já é o pior mês de todo ano pra mim eu não preciso de mais alguma complicação.

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15 Homens Mais Sexy Que Blake Shelton

novembro 17, 2017 at 8:27 pm (Uncategorized)

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A revista People soltou a lista dela de homens mais sexy e por alguma discrepância na linha continua do tempo e espaço o Blake Shelton, aquele cara de sotaque estranho do The Voice, foi eleito o homem mais sexy de 2017 mesmo tempo sexyness de um peito de frango cru e sem tempero.

Então eu vim fazer uma lista de homens que são mais sexy que o Blake. Porém primeiro é preciso estabelecer umas coisas. Sexy, bonito, carismático e eu me atrair não são sinônimos. Apesar de haver raros casos onde a pessoa é sexy, bonita, carismática e atraente como por exemplo a Gal Gadot.

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Mas ela não é o foco da conversa. Bonito, sexy, carismático são palavras com significados diferentes e uma pessoa que é bonita pode não ser sexy e alguém carismático pode não ser bonito e por ai vai. E você pode se sentir atraído por alguém que não é nada, por que não somos obrigados a ter atração só por bonitos, sexy e carismáticos. E essa lista vai cuidar apenas de quem é sexy.

Alguns desses caras eu não acho bonitos. Outros eu nem ao menos sou atraída, tentei ser o mais imparcial possível sobre meus “gostos”

 

Idris Elba

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Mike Colter

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Taylor Kinney

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Jesse Williams

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Harry Shum Jr

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Tyler Hoechlin

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Nicholas Gonzalez

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Wentworth Miller

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Nyle DiMarco

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Ricky Martin

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David Beckham

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Thom Evans

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Oguchi Onyewu

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Tom Brady

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Mahershala Ali

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Uma Talvez Confusa Descoberta Sexual

março 15, 2017 at 11:02 pm (aleatorias) (, , , )

É diferente para cada pessoa, sei bem disso. Algumas pessoas juram que nasceram sabendo e outros passaram por um processo mais traumático que o meu. Esse é o relato pessoal de como eu descobri e entrei em acordo com a minha sexualidade.

Pra valer mesmo tudo começou quando eu tinha 9 anos. Minha escola depois do fim do recreio colocava as turmas em fila para que uma a uma subissem para salas, ele era um ano mais velho que eu. O que foi um problema por dois motivos, primeiro que eu era exageradamente tímida e nunca teria coragem de falar com ele e segundo que no ano seguinte ele iria estudar no prédio do outro lado da rua e eu nem mesmo poderia vê-lo. Minha crush parecia não ter futuro, até eu chegar na  quinta série e a sorte ter me sorrido, ele havia repetido de ano e estava na minha turma.

Minha memória falha miseravelmente em como, mas eu e ele nos tornamos bons amigos nos 4 anos que estudamos juntos e depois. Nunca tivemos nada, nunca tive o ímpeto de iniciar nada, a convivência de amizade bastava, na época não entendia o que isso significava, hoje em dia sei.

Curiosamente com 11 anos também foi a primeira vez que me interessei por uma garota. Ela era loira, pequena e tinha olhos verdes, não entendia meus sentimentos então achei que queria muito ser  amiga dela. O objetivo havia sido alcançado até chegar as férias de julho e ela voltar com outra melhor amiga. Fiquei tomada de ciúmes achando que não aceitava ser trocada. Verdade que isso teve parte, mas o principal foi não compreender que a atenção que queria dela não era a de amizade.

Muitos nos depois, já com 15 fui ter meu primeiro beijo, meu primeiro namorado, segundo namorado. A parte do beijo tinha sido divertida, os namoros não foram. Na época eu comecei a achar que havia algo errado comigo por que meus namoros não  duravam nem 2 meses e eu precisava terminar por não aguentar os caras mais.

Nessa mesma época eu tive uma professora de Química que era simplesmente parecidíssima com a Kelly Key e eu achava ambas lindíssimas. Ela entrava em sala de aula e eu esquecia até meu nome, o que era irônico, compartilhávamos o nome. Minha adolescência estava sendo achar que tinha vindo com peças faltando por não tolerar namorar rapazes e estar sexualmente frustrada graças a minha professora. Tinha o cenário perfeito para dizer que era lésbica se não fosse pelo rapaz com quem ficara em janeiro de 2005.

Ficara com ele algumas vezes e aquele era o primeiro garoto que de fato for capaz de me fazer sentir algo a mais. Hoje em dia sei dizer que era tesão que eu sentia, na época achei que era amor. Acho que o maior problema da adolescência, ao menos pra mim como menina, tudo era muito romantizado, até por mim mesma. De qualquer jeito, o desejo de agarrar aquele garoto ao final dos treinos de handbol não facilitou nada entender a minha sexualidade.

Tudo era uma eterna confusão e nada fazia sentido, exceto quanto eu estava com Ela. Bastava estar ali no mesmo espaço que eu, estar em uma ligação de 3 horas e o mundo fazia sentido. Ela era minha melhor amiga, numa daquelas amizades super intensas que fazia minha mãe se questionar.

Eu a amei sem saber por um ano inteiro, sem entender meus sentimentos. E por mais um ano eu guardei meu segredo com medo de perde-la. No fim tudo acabou. Restou o pânico em mim, até bem pouco tempo atrás bastava eu suspeitar tê-la visto que o coração disparava, o ar sumia dos pulmões, as mãos tremiam. Uma vez eu quase desmaio em cima de uma amiga ao vê-la passar do outro lado da praça de alimentação de um shopping.

A ultima vez que achei ter me apaixonado por um homem foi há 10 anos atrás em um encontro de estudantes e sendo bem honesta o que manteve meu interesse foi o tesão. Ainda hoje ele é o melhor beijo que eu já tive. A medida que eu o conhecia ia vendo quão agradável era a conversa e a conexão era fácil e o melhor de tudo não  havia pressão de relacionamento e isso fez o nosso contato durar anos e ele na época ter se tornado o ideal que procurava de homem.

O que só fui compreender recentemente é que eu nunca fui defeituosa por não querer namorar homens, mas ainda deseja-los. Eu não sinto desejo romântico por homem. Aprecio a beleza estética, tenha atração física e desejo sexual, sinto carinho e apego, no entanto não consigo ter o ímpeto de me comprometer com homens ou o desejo de namorar, casar e constituir família com eles.

Entre os anos de conversa com o ultimo homem por quem achei ter me apaixonado algo aconteceu. Eu tive apendicite e no laboratório onde meu apêndice foi ser analisado trabalhava uma garota que havia estudado comigo no terceiro ano. Parece bizarro e uma forma nada fofa do destino agir. Ela entrou em contato, queria sair comigo e quando descobri que ela era lésbica, bem, algo se mexeu em mim.

Desde Ela nenhuma garota mexia comigo. O que tornava muito fácil ignorar minha sexualidade. Essa colega de escola não tornava nada fácil com suas sardas perfeitamente colocadas na altura do nariz e um charme na voz capaz de me fazer pular de um prédio.

Eu a quis mais do que desejei qualquer outro homem. Enquanto era apenas uma garota capaz de fingir, mentir para mim mesma, agora não podia mais. Estava incerta sobre muitas coisas menos sobre querer estar com ela e não ser justo manter isso no armário.

Nunca cheguei a ter algo sério com a colega de escola, na época eu achei que ela era muito mais do que de fato foi. Para me aceitar precisava que meus sentimentos fossem muito maiores do que eram de fato.

A colega de sala sempre terá um lugar especial, de muitas formas ela foi a minha primeira, o impulso pra me aceitar. Marlene King usa uma expressão para falar de um casal que escreveu que eu adoro, ela é um pedaço da jornada, mas não é o destino final.

Aqui parece que minhas descobertas se tornavam consciente com forme aconteciam, não poderia estar mais longe da verdade. Como disse em alguns pontos, muitos detalhes só passaram a fazer sentido anos demais estudando sexualidade e tendo um olhar mais maduro sobre minhas memorias. E muito provavelmente seja assim para tantas outras pessoas, então compartilhem suas memorias ou apenas repensem elas, talvez descubram novas informações divertidas e se quiserem me contar eu adoro ouvir relatos.

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Pretty Little Liars Farewell

janeiro 11, 2017 at 7:05 am (aleatorias)

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One last time

Teach ‘em how to say goodbye

 

São mais de 3 da manhã eu não consegui dormir, o que é uma grata mudança considerando que tenho dormido em torno de 15 horas por dia. Eu me sinto miserável, acho que todos me odeio e bem eles têm motivo para isso afinal não sou nada além de um amontoado de células que é um desperdício de espaço.

Caso não tenha percebido, estou deprimida e me odiando no momento. O que não é exatamente uma novidade na minha vida. Eu só não sei dizer se isso se dá por uma nova crise bipolar, se a culpa é do meu recente diagnosticado hipotireoidismo, se é a minha completa e desastrosa situação financeira ou se é o fato de ser janeiro e significar aniversario de morte da mãe vindo ao longe. Tudo que eu sei é que eu acordo sem querer existir, mal tenho me alimentado, tomado banho ou saído do meu quarto.

A única coisa que pareço conseguir fazer é maratonar Pretty Little Liars. A série foi lançada em 2010 e a internação e falecimento da minha mãe se deu exatamente entre os episódios 14 e 15 da primeira temporada. Então a série foi uma dessas obsessões que me acompanhou durante o período de luto. Pra ajudar na época eu estava começando a compreender minha própria sexualidade e uma das protagonistas tem um acordo sobre isso.

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Ajudou muito que a não hetero do grupo também não fosse branca, também fosse filha de militar, também tivesse uma mãe controladora e super protetora. Vocês entenderam né? O nível de identificação é tanto que meu irmão chegou a perguntar se eu não estava sendo stalkeada pela criadora da série.

Eu sei que PLL é um péssimo show, o roteiro é esburacado e algumas vezes sem sentido. As atuações são entre ruins e canastronas, apesar de que aqui e ali temos bons atores. Eu não ligo, eu gosto de séries cretinas e calhordas e honestamente? Em sete anos eu não poderia me importar menos com as respostas aos mistérios que a série criou. Se nunca tivessem revelado quem é –A eu estava em paz de espirito. Sei lá, eu acreditava que era uma entidade sobrenatural e ia preenchendo os buracos da historia na minha mente.

O que eu gosto e o que me fez voltar todos esses anos sempre foi a relação entre as protagonistas. Não importa quanto tempo faça ou o quão absurdo seja o que está acontecendo, elas estão ali, juntas. E especialmente quando eu tô nesse lugar autodepreciativo, a ideia de uma amizade tão incondicional e compreensiva quanto a delas é reconfortantes. Entre psicopatas, mensagens anônimas e chantagens cinco meninas conseguiram achar formas de confiar tão abertamente umas nas outras a ponto de colocar suas vidas em jogo. Pode haver uma esperança pra mim.

Agora a série vai acabar. Em abril, mês do meu aniversário, começam a sair os últimos 10 episódios. Eu já chorei no ultimo dia de filmagem, chorei no texto de despedida do noivo (agora marido) da Troian, chorei nos vídeos das tatuagens que as protagonistas fizeram. Na verdade, tentei escrever esse texto aqui 4 vezes e não conseguia por que começava a chorar.

PLL é meu cobertor de segurança, eu já reassisti essa série toda umas 4 vezes. Eu sei cenas decoradas, eu sei todas as conexões de acontecimentos tão bem quanto saberia se eu mesma tive escrito a série. Sempre que eu estou me sentindo isolada, sozinha ou simplesmente preciso me sentir em casa eu volto pra essa série. Esse show é errado, ruim, mal feito e completamente problemático, porém cheio de boa intenção. Tipo eu.

O que eu vou fazer quando não tiver episódios novos? Pra onde eu vou voltar?

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Sobre Resignar

janeiro 4, 2017 at 2:54 pm (aleatorias)

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Janeiro é sempre um mês bitter pra mim, aniversario de morte da minha mãe no final do mês e eu acabo revivendo todo caos que foi o percurso do mês até sua morte. Então é muito comum eu virar a hot mess. Esse ano eu tenho ainda mais motivos para isso.

Em quase 10 anos eu não tomava tanta medicação quando tomei esses dias. Lítio para bipolaridade, medicação pro hipotireoidismo, remédio para dor de cabeça, refluxo, AAS por que minhas mãos estão inchando devido a minha doença no sangue.

Mês passado, com um mês pro aniversário de morte da mãe, minha ginecologista encontrou uma mancha no colo do meu útero e lá vai investigar, depois foi confirmado que estou com hipotireoidismo e não sei o motivo, podendo ser o lítio e lá vai ter que trocar medicação. Não fiz e nem mesmo marquei os exames necessários durante as festas de fim de ano, eu não iria aguentar.

Em 2015 tive o período mais difícil durante as festividades, a ponto de no dia 26 de dezembro eu preparar uma forca e esboçar minha carta suicida. Eu não queria me colocar numa posição que me levasse de volta a isso, então me dei 15 dias de férias, eu não iria pensar sobre isso e encarar a possível realidade.

Desde meus 15 anos eu não esperava passar dos 30, quando você é suicida e vive mais em hospitais que em casa, esse pensamento faz todo sentido. A cada dia eu estou mais e mais próxima do meu prazo de validade e é um pensamento sufocante. Hoje em dia meu quadro psicológico e emocional está muito mais sobre controle que quando tinha 15 anos, então eu ocasionalmente penso e faço planos para pós 30 anos, mas quando algo como tudo que contei aqui acontece é muito fácil minha mente voltar ao ponto de minha morte antes dos 30 é uma certeza.

Resignar significa aceitar sem revolta. Não adianta quebrar meu quarto, jogar cadeira pela janela, chorar (não que eu tenha parado), esmurrar parede isso não vai mudar o diagnostico sobre o meu útero. Eu só posso aceitar o que quer que esteja no meu caminho.

E apesar de admirar minha mãe em muitos aspectos da vida dela, eu não quero terminar como ela. Definhando sem nem ao menos tentar tratamento por medo de fazer alguns exames.

P.S.: Desde então eu tenho tido uma vontade de reassistir Chasing Life.

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Militâncias e Minha Saúde Mental.

outubro 17, 2016 at 1:18 pm (aleatorias)

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Ser uma mulher negra bi ativa nas causas sociais e ter um transtorno psicológico, no meu caso sou bipolar, é uma grande merda. Por que você pensa que a galera de militância e movimento social vai ter alguma empatia, ter algum tipo de tato ou um mínimo de respeito pelo seu local de fala e não vão sair soltando um bando de asneira estupida que faz você piorar por que eles não têm nenhuma vivencia da sua experiência com isso.

Ai você descobre que a realidade é de outro jeito.

Vamos encarar um principio simples. NENHUMA OPRESSÃO SOCIAL ESTÁ CAUSANDO A MINHA DOENÇA. Você acha que racismo dá câncer? Que machismo e misoginia levam à diabete? LGBTfobia foi o responsável pela sua asma? Não! Então por que diabus você acha que alguma opressão social está causando ansiedade/depressão/transtorno de humor?

Mental Illness ou transtornos psicológicos são tão doenças quanto asma, diabetes ou câncer. Essas doenças tem uma causa física, não está sob o meu controle ou do meio ao meu redor. Não foi a morte da minha mãe que causou isso, não foi meu péssimo relacionamento com meu pai, não foi um sistema opressor que causou. Mesmo que o mundo não fosse racista, machista e lgbtfobico como é eu ainda seria bipolar.

Então Camila, você tá dizendo que opressões sociais não influenciam na saúde mental das pessoas?

Não foi isso que eu disse. Eu disse que elas não causam as doenças, mas ser um negro de periferia com câncer é algo bem diferente de ser um branco classe média alta com câncer. A forma como somos visto socialmente afeta o nosso tratamento.

Como mulher negra eu já sou naturalmente considerada agressiva, histérica e louca. Então quando estou em crise na fase de mania e minhas emoções estão exaltadas, é comum ignorarem o meu comportamento como sintoma por cair no estereotipo da negra barraqueira. A maioria dos transtornos mentais é considerada doença de branco/rico, como se não fossem doenças reais, mas sim sinal de fraqueza ou incapacidade, o que gera que a comunidade negra ignore esse tipo de doença tornando ainda pior o diagnostico e tratamento correto, bem como reforçando estereótipos nocivos.

Mas e onde entra os movimentos sociais? A galera toda cheia de boa intenção acha que por entender de opressão social entende como é sofrer de ansiedade/depressão/transtorno de humor. Eu nunca iria virar pra alguém com bronquite asmática e falar que a crise dela é como mulheres se sentem diante da sociedade patriarcal. Parece bem estupido né? Então o que faz uma boa ideia comprar meu sentimento suicida com alguma opressão social?

Mas Camila, eu me sinto impotente diante dessa sociedade patriarcal cissexista lgbtfobica com vontade de tirar minha vida e sem forças para sair da cama alguns dias. Pow, vei, que barra, procura um psicólogo que cê tá apresentando sintomas de depressão e achar que isso é natural de quem é consciente de causas sociais só vai agravar seu quadro.

Tirando um pouco do meu humor natural para lidar com tudo. Eu sei que pessoas diferentes têm reações diferentes aos transtornos psicológicos que apresentam. Talvez para algumas pessoas o gatilho para toda depressão que ela sente sejam situações de racismo e eu nunca vou dizer que essa pessoa tá errada, por que eu não sou ela e eu não vivi na pele dela pra saber. Mas pelo que te for mais sagrado, vamos, por favor, parar de usar frases como “o racismo não nos mata, nos enlouquece”. Ninguém que tem transtorno psicológico está enlouquecendo, eu não sou louca, só sou bipolar. Esse tipo de frase perpetua o péssimo estereótipo da loucura e depois reduz as coisas a uma situação sociológica. E isso gera com que muita gente com ansiedade/depressão/transtorno de humor se afaste dos movimentos sociais por não se sentirem ouvidos e muito menos acolhidos.

Se você não sabe como ajudar e vai acabar soltando esse tipo de frase, só não fale comigo e me deixe no meu canto. Por quê muito me ajuda quem não me atrapalha.

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Eu, A Escrita E Os Medos

setembro 25, 2016 at 11:29 pm (aleatorias)

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“I wanna draw something that means something to someone. You know, I wanna draw blind faith or a fading summer or just a moment of clarity. It’s like when you go and see a really great band live for the first time, you know, and nobody’s saying it but everybody’s thinking it: we have something to believe in again. I wanna draw that feeling. But I can’t and if I can’t be great at it, then I don’t want to ruin it. It’s too important to me.”

Peyton Sawyer – One Tree Hill

 

Eu já explico a citação do começo. Sempre gostei de escrever, quando eu ainda não era alfabetizada eu brincava de escrever, só rabiscando em folhas de papel e fingindo que ali havia histórias. Enquanto eu era alfabetizada, meus pais colocavam pra eu ler pro meu irmão mais novo e em algum ponto eu decido que em vez de ler eu iria contar minhas próprias historias.

Então o ato de escrever histórias que eu inventava sempre me foi muito natural. Obviamente eu sempre sonhei em escrever meu próprio livro e é aqui que entra a citação. Eu não queria simplesmente contar uma história. Eu queria que o que quer que eu escreva causasse um impacto em alguém, fosse significativo e importante. Assim como a Peyton em OTH se importava demais, eu me importo e isso me deixa em pânico. Por que eu acredito que eu nunca vou escrever bem o suficiente para o que eu quero.

Eu tenho histórias importantes e que eu acho que precisam ser contadas, eu só não me sinto pronta para escrevê-las. Então eu vou e volto nas minhas pesquisas e fico recriando cenários e cenas e reconstruindo personagens e seu universo e nunca de fato escrevendo a bendita da história.

Meu segundo grande medo é fazer Glee.

Eu estou falando sério. Eu tenho pânico de acordar no meio da noite e perceber que a história que estou contando se tornou Glee. Caso você não esteja familiarizado com o que significa se tornar Glee, aqui vai uma breve explicação: Glee é uma série norte americana idealizada por Ryan Murphy, a série tinha tudo para ser incrível e dar voz para grupos que não tinham representatividade na TV, mas Ryan Murphy é além de um péssimo roteiristas um megalomaníaco que tentou contar histórias de todas as minorias oprimidas existentes o que virou um pandemônio desconexos e sem sentido que no final era mais ofensivo que de fato representativo.

Eu tenho medo de fazer isso. Por que eu sou pandemônio desconexo e sem sentido. Eu grito bingo na opressão social, eu só não sofro capacitismo e transfobia. Como eu não tenho uma representação digna em canto algum e quero escrever pro meu eu mais novo não se sentir sozinha, perdida e inexistente as chances de criar um Glee são altíssimas.

Eu tenho histórias importantes pra contar. Histórias que o mundo precisa ouvir. Eu só tenho medo de não fazer corretamente e criar mais danos do que se eu ficasse calada.

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Precisamos Falar sobre #SetembroAmarelo

setembro 19, 2016 at 4:26 pm (aleatorias) (, )

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Entramos no mês de conscientização do Suicídio e ao contrario dos anos anteriores, dessa vez muitas pessoas aderiram à campanha. Infelizmente, nem sempre quem tá querendo ajudar tem procurado informações corretas sobre como ajudar e acaba caindo no pensamento de senso comum, pensamento esse que por vezes é nocivo a quem tem pensamento suicida, depressão ou outro transtorno psicológico.

Aqui vão alguns pontos simples, que a maioria das pessoas interpretam errado.

1 – Você Não Pode Estar Tão Mal, Tá Agindo Normal.

É muito comum pessoas acharem que eu finjo minhas doenças. Por que elas leem que eu tenho ansiedade, que eu tô em crise, querendo me mata, mas quando me encontram eu pareço “normal”. Eu cresci escondendo minhas emoções, eu fazia autoflagelamento de uma forma que minha mãe neurótica e hiperatenta não sabia. Eu sou suicida desde os 15 anos.

Eu treinei como esconder minhas emoções de todo mundo para que eu não fosse um fardo maior do que eu já sou. Eu posso estar com a ansiedade , sentindo taquicardia do meu coração pular do peito, mas você não vai notar nada. Por que eu não quero incomodar, não quero arruinar a saída de ninguém.

Já estive em festas dançando Beyonce balançando a mundo e pensando “Se eu tivesse me matado 3h atrás como pensei não ia precisar tá aqui”.

Então não é por quê a pessoa tá agindo normal que ela está bem.

2 – Isso Não É Sobre Você.

Todo mundo que tem uma pessoa próxima, especialmente se estiver em uma relação amorosa, com depressão/pensamento suicida/mental illness se sente responsável pela doença do outro. Como se houvesse algo que pudesse ter feito pra impedir ou para curar magicamente.

Literalmente, isso não é sobre você! Eu sou bipolar, eu tenho um desequilíbrio químico no meu cérebro, ninguém causou isso e ninguém vai poder mudar isso não importa o quanto me ame. O mesmo vale pra depressão. Doenças psicológicas não são falta de amor. Eu estaria assim com ou sem você.

Agora é extremamente ferrado eu ter que lidar com as suas emoções sobre a minha doença e a minha doença ao mesmo tempo. Eu não posso ficar cuidando das suas emoções e sentimentos quando estou em crise, por que o tempo que gasto com você é o tempo que eu não gastei ficando melhor e minha crise vai se agravando.

3 – “Não Se Mate, Eu Preciso de Você”.

Lembra o tópico anterior? Então, o suicídio continua não sendo sobre você. Eu sei que você quer achar um jeito de dar motivos para a pessoa não se matar, mas é muito provável que você esteja adicionando ainda mais pressão para alguém que já não está conseguindo lidar com a existente.

Muitas vezes o pensamento suicida não é sobre eu não tenho pelo que viver, mas sim sobre se sentir sobre carregado com tudo que acontece. De ter que atingir a expectativa de familiares, amigos sobre como sua vida. Pessoas com grande visibilidade em certos grupos que não lidam com a pressão de ser um exemplo.

Sabe a frase Não Desista, Alguém Pode Esta se Inspirando Em Você? Ela pode ser muito motivadora, mas ela também pode carregar o peso de pressão. Pra alguém que já está falando em cometer suicídio adicionar pressão não é uma boa opção.

4 – “Você Pode Falar Comigo”.

Novamente, lembra do ponto 2? Não é sobre você! Muitas vezes quem sobre de alguma mental illness não se sente confortável para conversa sobre. Nossa sociedade não aceita bem, somos fortemente tachados e julgados, então falar sobre isso é algo extremamente desconfortável.

Além disso, quando se está em crise é muito comum a pessoa se sentir um estorvo, sentir que está abusando ou sentir que está incomodando ao falar sobre isso. E um simples você pode falar comigo quando quiser não vai mudar isso.

É preciso criar um laço de confiança e manter esse laço para que a pessoa esteja disposta a se abrir com você. Ainda é preciso muita atenção a como você vai reagir e responder, por que tudo pode fragilizar e quebrar esse laço de confiança e consequentemente machucar quem tem mental illness.

5 – Por Favor, Seja Compreensível

Às vezes eu vou parecer bem, mas mentalmente eu vou estar mal e não vou conseguir fazer coisas simples como pegar um ônibus ou aparecer naquela saída que combinamos há uma semana. Muitas vezes eu não vou conseguir lidar com conversa com a maioria dos meus amigos, só com aqueles mais próximos.

Então se eu não estou respondendo suas ligações, mensagens é por que eu não estou em condições de lidar com isso agora, mesmo que eu esteja postando algo no facebook. Eu já vou estar me sentindo culpada suficiente, então por favor, seja um pouco compreensível e respeito o meu pedido de tempo/espaço.

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