Sobre o que eu penso do amor

julho 21, 2011 at 1:00 am (aleatorias)

E alguém me explica essa complicação de vida amorosa. Tirando umas raras exceções, ou os meus amigos são eternos solteiros que deixaram de acreditar no amor ou são seres comprometidos que tem uma vida amorosa ainda mais complicada do que a que tinham na solteirice.

Eu sou solteira por natureza, tenho certa fobia do comprometimento. Mas nem de longe sou aquelas pegadoras incorrigíveis. Muito pelo contrário, sou uma pessoa essencialmente fiel. Mas também sou muito pratica e objetiva, sei muito bem diferenciar o ser do não ser, o querer do não querer, a necessidade da vontade.

Voltando a essa bagunça que o universo gosta de chamar de amor. Ele é tão complicado quanto pintamos via twitter ou tumblr? Tem algumas vezes que sinto como se não houvesse mais jeito.

Meus amigos sempre vêm me contar uma ou outra peripécia amorosa e pedir conselhos. Atitude essa que eu nunca entendi, já que eu não sou a pessoa mais experiente na área, namorei muito pouco e nada sério. E o que eu mais digo é: Por que você não fala isso pra ele ou ela ou eles (modernidades dá vida complicando).

As pessoas tem medo de dizer o que sentem ou pensam deus sabe por que? Minto todo mundo sabe. Alguém colocou na cabeça do ser humano que só podemos ter sentimento por outro ou assumi-los em voz alta (ou digitar, postar, twittar e afins) se ele for correspondido.

Não! Sentimento é uma coisa nossa, é parte de quem somos. Não falar, é esconder, é como se ter vergonha de quem se é. Eu amo quem eu amo, eu gosto de quem eu gosto e eu dito tudo de pronto imediato. Dá merda, eu sei, mas eu não fico com aquele aperto no peito, aquele no na garganta, aquele desespero de quem não sabe o que fazer.

Gosto, quando gosto é de verdade e é algo que fica comigo. Guardo dentro de mim todas as lembranças, todos os sentimentos, às vezes eles doem um pouco, como uma velha cicatriz que sangra sem perceber e nos dá uma pontada inesperada.

Mas todas as cicatrizes são importantes, são conquistas que obtemos, melhorias que tivemos. Sem aquele idiota que partiu nosso coração aos 15 anos será que teríamos a mesma consciência de quão incrível nos tornamos? Ou se aquele namoro infantil dos 20 anos não acabasse será que teríamos tanto amadurecimento?

Alguns amores dão certo, outros dão errado. Viver junto é complicado, mas viver só também. Não falar nada me parece um erro, é assumir que não há nada que se possa fazer, é entrar numa batalha já vencida. Eu digo logo o que quero e o que deixo de querer.

Não estou dizendo que tenho a vida amorosa mais fácil, feliz e reconfortante. Pois não tenho, alguns momentos me fazem crer que tenho a mais complicada de todas. Entretanto, eu não me desespero, “Levo a vida devagar pra não faltar amor”.

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